Desde que apareceram as notícias que implicam o BES (Banco Espírito Santo) em movimentos estranhos, com cofres nas casas dos funcionários, cheios de dinheiro, mas sem acesso pelos putativos donos, Ricardo Salgado virou vedeta da televisão, da Rádio e (quem sabe?) da cassete pirata. Ele aparece em festas sociais, ele aparece na televisão a explicar qualquer coisa inexplicávcel,ele aparece a apresentar a nova imagem do BES, imaginada e montada em tempo recorde - para apagar a que existe nos arquivos da Judiciária. Ele fez as pazes com o Balsemão, depois de uma guerra tipo Somália ou Eritreia, ele apare em entrevista ao Mário Crespo ( quando vejo este só me lembro dos editoriais ridículos dele na "Capital" ... deve ser por isso... deve ser a dívida que o Balsemão está a pagar. Balsemão tem muitas dívidas... também não se percebe muito bem que tipo de dívida está a pagar à Maria João Avilez... más línguas. Enfim, outras houve cujo vencimento já ocorreu, infelizmente...) A par destes aparecimentos "espontâneos" outras notícias acontecem, sem que os jornais, mesmo os da especialidade, comentem: por exemplo, Henrique Granadeiro vai ser proposto como novo presidente do Grupo Portugal Telecom. Além de parecer ridículo um presidente de tão importante grupo, cujo grosso do capital está na bolsa de Nova Yorque, não falar inglês, dá vontade de perguntar se ele, entretanto, vai devolver a choruda indemnização que a PT em tempos lhe deu. Ou não vai, porque, entretanto, é igualmente assessor do BES? E já que volto a falar do BES: a que propósito a imprensa afecta ao BES (toda ela) noticia que o substituto de Zenal Bava como CFO do Grupo PT vai ser Joaquim Goes, outro funcionário do BES? Outra pergunta: porque é que Zenal Bava abandona o único pelouro para o qual está preparado - o financeiro ? Foi, finalmente, agarrado em alguma manobra perigosa, tipo ultrapassagem nas curvas, passagem por sobre traço contínuo...? Ainda outra pergunta: porque é que sob a batuta de Zenal Bava o Grupo PT manobra outras empresas, nomeadamente cotadas na bolsa, como a Nova Base e a Pararede e outras, que apresentam propostas de estudos, propostas de fornecimentos, ganham a adjudicação ( a PT não é, como é legal, obrigada a concurso públicos) e depois não aparecem os estudos, nem os materiais e o dinheiro também desaparece, sem se saber para onde vai? Voltemos ao BES e à sua superstar: então não é o dr. Ricardo Salgado que controla isto tudo? Será que ele está a "desnatar" o Grupo PT para o vender barato à Telefónica, ficando, ainda assim, com um pé no Grupo, nomeadamente nos projectos brasileiros? Que mais perguntas nos poderá sugerir esta inesperada superstar da (baixa) finança portuguesa? Talvez esteja a preparar o seu regresso a Angola, onde a sua família foi, de facto, o retrato do mais miserável colonialismo que em nome de Portugal se praticou. Eduardo dos Santos, todavia, não se lembra e já deve ter transferido a sua conta pessoal do BCP para o BES. Por último: o governo deste país não pode parar a sangria deste grande grupo económico e de outros, em nome do crescimento económico nacional e da criação de riqueza que nos tire das estatítiscas miseráveis em que chafurdamos? Que fazer, agora que o sr. Silva vai ter que pagar as suas próprias dívidas ao dr. Salgado e a outros figurões da banca que não param de anunciar grandiosos lucros, feitos num país cujo povo está cada vez mais pobre? O que é que eu posso perguntar mais? Será que a democracia tem a virtualidade de mudar situações destas?
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Desde que apareceram as notícias que implicam o BES (Banco Espírito Santo) em movimentos estranhos, com cofres nas casas dos funcionários, cheios de dinheiro, mas sem acesso pelos putativos donos, Ricardo Salgado virou vedeta da televisão, da Rádio e (quem sabe?) da cassete pirata. Ele aparece em festas sociais, ele aparece na televisão a explicar qualquer coisa inexplicávcel,ele aparece a apresentar a nova imagem do BES, imaginada e montada em tempo recorde - para apagar a que existe nos arquivos da Judiciária. Ele fez as pazes com o Balsemão, depois de uma guerra tipo Somália ou Eritreia, ele apare em entrevista ao Mário Crespo ( quando vejo este só me lembro dos editoriais ridículos dele na "Capital" ... deve ser por isso... deve ser a dívida que o Balsemão está a pagar. Balsemão tem muitas dívidas... também não se percebe muito bem que tipo de dívida está a pagar à Maria João Avilez... más línguas. Enfim, outras houve cujo vencimento já ocorreu, infelizmente...) A par destes aparecimentos "espontâneos" outras notícias acontecem, sem que os jornais, mesmo os da especialidade, comentem: por exemplo, Henrique Granadeiro vai ser proposto como novo presidente do Grupo Portugal Telecom. Além de parecer ridículo um presidente de tão importante grupo, cujo grosso do capital está na bolsa de Nova Yorque, não falar inglês, dá vontade de perguntar se ele, entretanto, vai devolver a choruda indemnização que a PT em tempos lhe deu. Ou não vai, porque, entretanto, é igualmente assessor do BES? E já que volto a falar do BES: a que propósito a imprensa afecta ao BES (toda ela) noticia que o substituto de Zenal Bava como CFO do Grupo PT vai ser Joaquim Goes, outro funcionário do BES? Outra pergunta: porque é que Zenal Bava abandona o único pelouro para o qual está preparado - o financeiro ? Foi, finalmente, agarrado em alguma manobra perigosa, tipo ultrapassagem nas curvas, passagem por sobre traço contínuo...? Ainda outra pergunta: porque é que sob a batuta de Zenal Bava o Grupo PT manobra outras empresas, nomeadamente cotadas na bolsa, como a Nova Base e a Pararede e outras, que apresentam propostas de estudos, propostas de fornecimentos, ganham a adjudicação ( a PT não é, como é legal, obrigada a concurso públicos) e depois não aparecem os estudos, nem os materiais e o dinheiro também desaparece, sem se saber para onde vai? Voltemos ao BES e à sua superstar: então não é o dr. Ricardo Salgado que controla isto tudo? Será que ele está a "desnatar" o Grupo PT para o vender barato à Telefónica, ficando, ainda assim, com um pé no Grupo, nomeadamente nos projectos brasileiros? Que mais perguntas nos poderá sugerir esta inesperada superstar da (baixa) finança portuguesa? Talvez esteja a preparar o seu regresso a Angola, onde a sua família foi, de facto, o retrato do mais miserável colonialismo que em nome de Portugal se praticou. Eduardo dos Santos, todavia, não se lembra e já deve ter transferido a sua conta pessoal do BCP para o BES. Por último: o governo deste país não pode parar a sangria deste grande grupo económico e de outros, em nome do crescimento económico nacional e da criação de riqueza que nos tire das estatítiscas miseráveis em que chafurdamos? Que fazer, agora que o sr. Silva vai ter que pagar as suas próprias dívidas ao dr. Salgado e a outros figurões da banca que não param de anunciar grandiosos lucros, feitos num país cujo povo está cada vez mais pobre? O que é que eu posso perguntar mais? Será que a democracia tem a virtualidade de mudar situações destas?