Conforme se pode ler no Tâmega online, um grupo de deputados socialistas avançou hoje com a ideia de um projecto-lei que pretende impedir a atribuição do nome de pessoa viva a quaisquer bens públicos ou que, sendo privados, mereceram apoios financeiros de entidades públicas. Segundo os seus autores, pretende-se impedir a proliferação de equipamentos com o nome de personalidades vivas, muitas vezes num autêntico exercício de "auto-glorificação".
Marco de Canaveses é naturalmente citado na notícia, a propósito das ruas, avenidas e equipamentos com o nome de Avelino Ferreira Torres e também da rua Jorge Nuno Pinto da Costa.
Percebo o alcance da iniciativa dos deputados do PS, mas penso que vai longe demais. Há ocasiões em que fará todo o sentido homenagear em vida pessoas que já se retiraram da suas actividades culturais, sociais ou políticas, tal é o consenso em torno dessas personalidades.
Sempre me opus a que fossem incluídos nos roteiros toponímicos do nosso concelho os nomes de personalidades que se encontrassem ainda no desempenho de cargos públicos e em plena actividade, por considerar que a consagração do nome de uma personalidade no roteiro toponímico de uma localidade deve ser, primordialmente, a homenagem a uma carreira terminada e reconhecida consensualmente pelas populações. Por que não em vida do próprio?
Categorias
Entidades
Conforme se pode ler no Tâmega online, um grupo de deputados socialistas avançou hoje com a ideia de um projecto-lei que pretende impedir a atribuição do nome de pessoa viva a quaisquer bens públicos ou que, sendo privados, mereceram apoios financeiros de entidades públicas. Segundo os seus autores, pretende-se impedir a proliferação de equipamentos com o nome de personalidades vivas, muitas vezes num autêntico exercício de "auto-glorificação".
Marco de Canaveses é naturalmente citado na notícia, a propósito das ruas, avenidas e equipamentos com o nome de Avelino Ferreira Torres e também da rua Jorge Nuno Pinto da Costa.
Percebo o alcance da iniciativa dos deputados do PS, mas penso que vai longe demais. Há ocasiões em que fará todo o sentido homenagear em vida pessoas que já se retiraram da suas actividades culturais, sociais ou políticas, tal é o consenso em torno dessas personalidades.
Sempre me opus a que fossem incluídos nos roteiros toponímicos do nosso concelho os nomes de personalidades que se encontrassem ainda no desempenho de cargos públicos e em plena actividade, por considerar que a consagração do nome de uma personalidade no roteiro toponímico de uma localidade deve ser, primordialmente, a homenagem a uma carreira terminada e reconhecida consensualmente pelas populações. Por que não em vida do próprio?