Os pseudo-acordos de redução de emissões do G8, que hoje tiveram nova reedição, demonstraram mais uma vez que o livre comércio é inimigo do ambiente. Seis dos oito concordaram numa redução em 80 por cento das suas emissões de carbono até 2050 e defendem para os países emergentes uma redução de 50 por cento no mesmo período que, todavia, não tem data de início fixada, uma omissão cirúrgica que o transforma em nova mera declaração de intenções.Ainda assim, apesar do vazio ao nível das consequências daquilo a que chamaram um “avanço negocial”, com o cenário de sanções comerciais completamente afastado pelo dogma neoliberal de um livre comércio apenas com benefícios, a China e a Índia, dois dos maiores poluidores do mundo, deram um sinal claro de que pretendem continuar a poluir à sua vontade ao rejeitar qualquer aproximação à posição de princípio acordada pelos restantes seis países. Sem leis proteccionistas que o impeçam, o factor ambiental continuará a ser uma limitação para o crescimento e para o emprego apenas naqueles países cujo modelo de desenvolvimento inclua a sustentabilidade ambiental nas suas prioridades. O livre comércio continuará, assim, a promover a deslocalização de empresas para espaços onde a restrição ambiental não exista, deixando atrás de si uma multidão de desempregados e um cemitério de fábricas condenadas por uma concorrência falseada por custos ambientais inexistentes em países que se recusam a respeitar o planeta.
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Os pseudo-acordos de redução de emissões do G8, que hoje tiveram nova reedição, demonstraram mais uma vez que o livre comércio é inimigo do ambiente. Seis dos oito concordaram numa redução em 80 por cento das suas emissões de carbono até 2050 e defendem para os países emergentes uma redução de 50 por cento no mesmo período que, todavia, não tem data de início fixada, uma omissão cirúrgica que o transforma em nova mera declaração de intenções.Ainda assim, apesar do vazio ao nível das consequências daquilo a que chamaram um “avanço negocial”, com o cenário de sanções comerciais completamente afastado pelo dogma neoliberal de um livre comércio apenas com benefícios, a China e a Índia, dois dos maiores poluidores do mundo, deram um sinal claro de que pretendem continuar a poluir à sua vontade ao rejeitar qualquer aproximação à posição de princípio acordada pelos restantes seis países. Sem leis proteccionistas que o impeçam, o factor ambiental continuará a ser uma limitação para o crescimento e para o emprego apenas naqueles países cujo modelo de desenvolvimento inclua a sustentabilidade ambiental nas suas prioridades. O livre comércio continuará, assim, a promover a deslocalização de empresas para espaços onde a restrição ambiental não exista, deixando atrás de si uma multidão de desempregados e um cemitério de fábricas condenadas por uma concorrência falseada por custos ambientais inexistentes em países que se recusam a respeitar o planeta.