O PSD desafia Seguro a esclarecer se é "cúmplice e conivente" com posições de ex-assessores de Sócrates.
O líder parlamentar do PSD desafiou hoje o secretário-geral socialista a pronunciar-se sobre as "posições políticas" dos assessores do anterior Governo no caso dos 'swaps' e questionou se o líder socialista é "cúmplice e conivente" com elas.
O presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que interrompeu as férias iniciadas na quinta-feira para fazer uma declaração aos jornalistas, afirmou que "os assessores do Governo anterior entendiam que o recurso aos 'swaps' poderia ser uma solução para maquilhar o défice e a dívida pública para apresentar aos parceiros europeus", naquilo que classificou como "uma espécie de poção mágica".
Por isso, o líder parlamentar social-democrata lançou três questões ao PS: "Em primeiro lugar, se o PS e o seu secretário-geral tomam alguma posição perante estes factos novos. Em segundo lugar, se o PS e o seu secretário-geral concordam com a posição política assumida por governantes e assessores do anterior Governo no sentido de recorrer a estes contratos para mascarar as contas públicas. E em terceiro lugar, se o secretário-geral do PS, que reclama tantas demissões, é cúmplice e conivente com as posições assumidas por aquele que é hoje o seu principal conselheiro económico".
"O PSD entende que este caso deve servir para todos sabermos extrair as devidas lições e, desde logo, uma lição de ética, a nossa intenção é que estes casos não se repitam", afirmou Luís Montenegro.
Os assessores económicos de José Sócrates consideraram, em 2005, que as propostas de 'swaps' do Citigroup e Barclays com impacto no défice podiam ser "ponderadas no final do ano" caso houvesse necessidade para as contas públicas.
Segundo documentos distribuídos pelo atual Governo na quinta-feira, o Citigroup e o Barclays apresentaram em 2005 propostas aos assessores económicos do primeiro-ministro, Óscar Gaspar e Vitor Escária, para a contratação de operações de 'swap' que fariam reduzir artificialmente o défice orçamental.
Foi no seguimento das reuniões com os responsáveis desses bancos - a 23 de junho no caso do Barclays e 01 de julho no caso do Citigroup
-, que as propostas foram reencaminhadas pelos assessores económicos para o chefe de gabinete de José Sócrates, Luís Patrão.
Quando recebe as propostas, o chefe de gabinete de José Sócrates reencaminha-as para o gabinete do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que dá conhecimento ao secretário de Estado do Tesouro, Costa Pina, que pede por sua vez um parecer ao IGCP. O parecer do instituto que gere a dívida pública seria negativo para ambas as propostas, que não foram aceites pelo Governo de então, nunca chegando a ser subscritas.
Categorias
Entidades
O PSD desafia Seguro a esclarecer se é "cúmplice e conivente" com posições de ex-assessores de Sócrates.
O líder parlamentar do PSD desafiou hoje o secretário-geral socialista a pronunciar-se sobre as "posições políticas" dos assessores do anterior Governo no caso dos 'swaps' e questionou se o líder socialista é "cúmplice e conivente" com elas.
O presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, que interrompeu as férias iniciadas na quinta-feira para fazer uma declaração aos jornalistas, afirmou que "os assessores do Governo anterior entendiam que o recurso aos 'swaps' poderia ser uma solução para maquilhar o défice e a dívida pública para apresentar aos parceiros europeus", naquilo que classificou como "uma espécie de poção mágica".
Por isso, o líder parlamentar social-democrata lançou três questões ao PS: "Em primeiro lugar, se o PS e o seu secretário-geral tomam alguma posição perante estes factos novos. Em segundo lugar, se o PS e o seu secretário-geral concordam com a posição política assumida por governantes e assessores do anterior Governo no sentido de recorrer a estes contratos para mascarar as contas públicas. E em terceiro lugar, se o secretário-geral do PS, que reclama tantas demissões, é cúmplice e conivente com as posições assumidas por aquele que é hoje o seu principal conselheiro económico".
"O PSD entende que este caso deve servir para todos sabermos extrair as devidas lições e, desde logo, uma lição de ética, a nossa intenção é que estes casos não se repitam", afirmou Luís Montenegro.
Os assessores económicos de José Sócrates consideraram, em 2005, que as propostas de 'swaps' do Citigroup e Barclays com impacto no défice podiam ser "ponderadas no final do ano" caso houvesse necessidade para as contas públicas.
Segundo documentos distribuídos pelo atual Governo na quinta-feira, o Citigroup e o Barclays apresentaram em 2005 propostas aos assessores económicos do primeiro-ministro, Óscar Gaspar e Vitor Escária, para a contratação de operações de 'swap' que fariam reduzir artificialmente o défice orçamental.
Foi no seguimento das reuniões com os responsáveis desses bancos - a 23 de junho no caso do Barclays e 01 de julho no caso do Citigroup
-, que as propostas foram reencaminhadas pelos assessores económicos para o chefe de gabinete de José Sócrates, Luís Patrão.
Quando recebe as propostas, o chefe de gabinete de José Sócrates reencaminha-as para o gabinete do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que dá conhecimento ao secretário de Estado do Tesouro, Costa Pina, que pede por sua vez um parecer ao IGCP. O parecer do instituto que gere a dívida pública seria negativo para ambas as propostas, que não foram aceites pelo Governo de então, nunca chegando a ser subscritas.