"A mensagem principal é de confiança no futuro próximo, evidentemente sempre tendo em atenção a delicadeza da situação e não ser fácil à Europa e a Portugal sair da situação em que se encontra", disse o líder parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, em declarações à agência Lusa.
Mas, acrescentou, "os passos que foram dados relativamente aos mecanismos que possam minimizar eventuais efeitos de contágio se a situação se deteriorar, relativamente à capitalização da banca, relativamente ao reconhecimento dos progressos feitos em Portugal são um sinal de esperança de que vamos conseguir ultrapassar esta situação".
Os líderes europeus e da zona euro chegaram esta madrugada, ao fim de uma maratona negocial de quase dez horas, a um novo plano para reduzir a dívida grega e atribuir a Atenas um novo plano de resgate, prevendo que a banca aceite perdas de 50 por cento nos investimentos na dívida soberana da Grécia.
A cimeira decidiu ainda ampliar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) até um bilião de euros e a recapitalização da banca.
A declaração final elogiou também o esforço de Portugal e da Irlanda no cumprimento dos programas de ajustamento ao abrigo da ajuda externa, e “convida os dois países a manter os seus esforços, a manterem-se comprometidos com as metas acordadas e estarem dispostos a tomar quaisquer medidas adicionais necessárias para atingir essas metas”.
Os países da moeda única europeia assumiram ainda o compromisso de adoptarem a "regra de ouro" do equilíbrio orçamental, preferencialmente a nível da Constituição ou equivalente, para o final de 2012.
Luís Montenegro sublinhou que o PSD "já no ano passado demonstrou abertura para aprofundar" a questão da eventual constitucionalização do equilíbrio das contas públicas.
Segundo o deputado, o CDS, que também apoia o Governo, também já fez o mesmo, mas o PS ainda "não se manifestou em termos definitivos" sobre a questão e uma mudança destas exige uma maioria qualificada na Assembleia da República.
Sobre a referência a Portugal na declaração final da cimeira, e a eventual necessidade de mais medidas de austeridade no futuro, o líder parlamentar do PSD defendeu que o país tem de "se concentrar em cumprir as metas estabelecidas e em executar plenamente" as medidas já adoptadas e aquelas que serão agora adoptadas com o Orçamento do Estado para 2012.
"Se conseguirmos cumprir essas metas e executar essas medidas essa questão não se colocará", afirmou, defendendo que nisso se deve concentrar todo o país e "não só o Governo e a maioria parlamentar que o apoia".
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"A mensagem principal é de confiança no futuro próximo, evidentemente sempre tendo em atenção a delicadeza da situação e não ser fácil à Europa e a Portugal sair da situação em que se encontra", disse o líder parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, em declarações à agência Lusa.
Mas, acrescentou, "os passos que foram dados relativamente aos mecanismos que possam minimizar eventuais efeitos de contágio se a situação se deteriorar, relativamente à capitalização da banca, relativamente ao reconhecimento dos progressos feitos em Portugal são um sinal de esperança de que vamos conseguir ultrapassar esta situação".
Os líderes europeus e da zona euro chegaram esta madrugada, ao fim de uma maratona negocial de quase dez horas, a um novo plano para reduzir a dívida grega e atribuir a Atenas um novo plano de resgate, prevendo que a banca aceite perdas de 50 por cento nos investimentos na dívida soberana da Grécia.
A cimeira decidiu ainda ampliar o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) até um bilião de euros e a recapitalização da banca.
A declaração final elogiou também o esforço de Portugal e da Irlanda no cumprimento dos programas de ajustamento ao abrigo da ajuda externa, e “convida os dois países a manter os seus esforços, a manterem-se comprometidos com as metas acordadas e estarem dispostos a tomar quaisquer medidas adicionais necessárias para atingir essas metas”.
Os países da moeda única europeia assumiram ainda o compromisso de adoptarem a "regra de ouro" do equilíbrio orçamental, preferencialmente a nível da Constituição ou equivalente, para o final de 2012.
Luís Montenegro sublinhou que o PSD "já no ano passado demonstrou abertura para aprofundar" a questão da eventual constitucionalização do equilíbrio das contas públicas.
Segundo o deputado, o CDS, que também apoia o Governo, também já fez o mesmo, mas o PS ainda "não se manifestou em termos definitivos" sobre a questão e uma mudança destas exige uma maioria qualificada na Assembleia da República.
Sobre a referência a Portugal na declaração final da cimeira, e a eventual necessidade de mais medidas de austeridade no futuro, o líder parlamentar do PSD defendeu que o país tem de "se concentrar em cumprir as metas estabelecidas e em executar plenamente" as medidas já adoptadas e aquelas que serão agora adoptadas com o Orçamento do Estado para 2012.
"Se conseguirmos cumprir essas metas e executar essas medidas essa questão não se colocará", afirmou, defendendo que nisso se deve concentrar todo o país e "não só o Governo e a maioria parlamentar que o apoia".