InsustentabilidadeUm dinamismo económico incipiente.Uma taxa de desemprego record no contexto nacional.Um nível médio de literacia baixo.Uma média etária elevada.Pouco empreendedorismo.Espaços públicos pouco atractivos e degradados.Valências comerciais e turísticas não integradas.Parque habitacional caro e desequilibrado.Assimetrias territoriais.Estas são algumas das constatações que preocupam os espinhenses.Estas são algumas das razões pelas quais não se justifica muito festejar.Razão pela qual a evocação do 36º aniversário da elevação de Espinho a cidade deve, antes do mais, assumir um ponto de reflexão sobre o caminho percorrido e, sobretudo, sobre os desafios mais próximos e prementes.Um concelho da nossa dimensão não aguenta mais o casuísmo das suas políticas públicas.Ignorar o definhamento estrutural do nosso comércio numa terra de forte pendor terciário. Pior: agravar e acelerar o seu perecimento com opções erradas e incrivelmente mal planeadas – veja-se, por exemplo, a chamada requalificação urbana.Descuidar e menosprezar a limpeza e o asseio dos espaços públicos. Descurar, em particular, as zonas de costa.Desperdiçar a localização geoestratégica, a facilidade de mobilidade rodoviária, ferroviária, marítima e aeroportuária.Desaproveitar o potencial da praia e do mar, da riqueza gastronómica, do casino, do golfe, do ténis.Enfim… Trinta e seis anos depois de passarmos de vila a cidade, estamos a perder qualidade vida. Estamos a perder competitividade para com concelhos vizinhos e similares.Mas o mais preocupante é verificar que, se não invertermos rapidamente o rumo, no futuro faltar-nos-á sustentabilidade.Porque se não se criam empregos não há poder de compra.Se não há poder de compra não há comércio nem dinâmica imobiliária.Se não há emprego nem habitação acessível, não pode haver fixação de pessoas.E se ainda por cima se subestimar o investimento na educação e actividades complementares as famílias “fogem” para locais de mais e melhor oferta.E se não há pessoas nem empresas não há receitas fiscais e municipais.E se não há dinheiro oriundo do trabalho, a pobreza alimenta-se de subsidiodependência. E os recursos públicos gastam-se sem promoção de investimento.Enfim… Os espinhenses começam a ir trabalhar para fora. Depois vão viver para fora. Depois os filhos deles já não são espinhenses.Depois somos cada vez menos.E mais velhos.E mais pobres.E mais tristes.Este dia 16 de Junho é muito importante. Como símbolo da nossa identidade é uma data de reflexão. De reencontro. De introspecção.Nunca fui derrotista.Por isso termino incitando todos a atalhar caminho.Deixem-se de desculpas, de egocentrismos, de maledicência, de invejas e de mesquinhez.Precisamos de ambição e sustentabilidade.Não há tempo a perder!A hora é de mudar. Sem medos nem receios. Acreditando na alternativa que muda.Porque como diz o povo : “para pior já basta!”
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InsustentabilidadeUm dinamismo económico incipiente.Uma taxa de desemprego record no contexto nacional.Um nível médio de literacia baixo.Uma média etária elevada.Pouco empreendedorismo.Espaços públicos pouco atractivos e degradados.Valências comerciais e turísticas não integradas.Parque habitacional caro e desequilibrado.Assimetrias territoriais.Estas são algumas das constatações que preocupam os espinhenses.Estas são algumas das razões pelas quais não se justifica muito festejar.Razão pela qual a evocação do 36º aniversário da elevação de Espinho a cidade deve, antes do mais, assumir um ponto de reflexão sobre o caminho percorrido e, sobretudo, sobre os desafios mais próximos e prementes.Um concelho da nossa dimensão não aguenta mais o casuísmo das suas políticas públicas.Ignorar o definhamento estrutural do nosso comércio numa terra de forte pendor terciário. Pior: agravar e acelerar o seu perecimento com opções erradas e incrivelmente mal planeadas – veja-se, por exemplo, a chamada requalificação urbana.Descuidar e menosprezar a limpeza e o asseio dos espaços públicos. Descurar, em particular, as zonas de costa.Desperdiçar a localização geoestratégica, a facilidade de mobilidade rodoviária, ferroviária, marítima e aeroportuária.Desaproveitar o potencial da praia e do mar, da riqueza gastronómica, do casino, do golfe, do ténis.Enfim… Trinta e seis anos depois de passarmos de vila a cidade, estamos a perder qualidade vida. Estamos a perder competitividade para com concelhos vizinhos e similares.Mas o mais preocupante é verificar que, se não invertermos rapidamente o rumo, no futuro faltar-nos-á sustentabilidade.Porque se não se criam empregos não há poder de compra.Se não há poder de compra não há comércio nem dinâmica imobiliária.Se não há emprego nem habitação acessível, não pode haver fixação de pessoas.E se ainda por cima se subestimar o investimento na educação e actividades complementares as famílias “fogem” para locais de mais e melhor oferta.E se não há pessoas nem empresas não há receitas fiscais e municipais.E se não há dinheiro oriundo do trabalho, a pobreza alimenta-se de subsidiodependência. E os recursos públicos gastam-se sem promoção de investimento.Enfim… Os espinhenses começam a ir trabalhar para fora. Depois vão viver para fora. Depois os filhos deles já não são espinhenses.Depois somos cada vez menos.E mais velhos.E mais pobres.E mais tristes.Este dia 16 de Junho é muito importante. Como símbolo da nossa identidade é uma data de reflexão. De reencontro. De introspecção.Nunca fui derrotista.Por isso termino incitando todos a atalhar caminho.Deixem-se de desculpas, de egocentrismos, de maledicência, de invejas e de mesquinhez.Precisamos de ambição e sustentabilidade.Não há tempo a perder!A hora é de mudar. Sem medos nem receios. Acreditando na alternativa que muda.Porque como diz o povo : “para pior já basta!”