Em notícias veiculadas ontem, dia 16 de Abril, informava-se que “a Comissão Europeia confirmou hoje por escrito ao Eurodeputado José Ribeiro e Castro "a existência de uma proposta conjunta luso-espanhola para o troço transfronteiriço da linha de alta velocidade Porto-Vigo e o compromisso de conclusão até 2013", adiantando vários detalhes do projecto e do respectivo ponto de situação”.
Convém, antes de tudo, esmiuçar esta notícia.
Em primeiro lugar, surge a figura do autarca de Ponte de Lima, Daniel Campelo, que defende, como é seu apanágio, o seu concelho com “unhas e dentes”. Senão vejamos, pressionou um eurodeputado do seu partido para, junto da Comissão Europeia, obter informações claras sobre todo o processo. Já o tinha feito junto de várias entidades nacionais. No entanto, nada era adiantado. Secretismo absoluto. O traçado do TGV estava envolto numa densa neblina que tarda em levantar. Mas, Daniel Campelo, não baixou os braços. E a notícia de ontem é um sinal que o homem, goste-se ou não, sabe o que quer.
Em segundo lugar, ficamos a saber, por Ribeiro e Castro, que segundo o Comissário Jacques Barrot, o troço transfronteiriço terá "aproximadamente 60 quilómetros (km), dos quais 35 km em território português e 25 km em território espanhol". A comissão confirmou ainda a Ribeiro e Castro que foram designados como "pontos‑âncora o Porto, Braga, Ponte de Lima, a fronteira luso‑espanhola, Rio Porriño e Vigo". Presumo que, por fronteira luso-espanhola, se refere a uma área que englobe o nosso concelho. Há, no entanto, que esperar pelo estudo de impacto ambiental em curso para se poder, em definitivo, saber rigorosamente qual o ponto de passagem em cada uma das cidades cobertas pela linha de TGV. Especificamente quanto ao caso de Ponte de Lima, o ponto de situação a nível comunitário é o mesmo: "no que se refere, nomeadamente, ao atravessamento de Ponte de Lima, no troço Braga/Valença, as informações relativas ao itinerário (cruzamentos, plano de expropriação, se for caso disso, ou itinerário preciso) só estarão disponíveis no início de 2009, após o lançamento do processo de avaliação de impacto ambiental".
Em terceiro lugar, diz a referida notícia que “o Eurodeputado democrata-cristão indicou ter escrito já aos autarcas de Braga, Valença e Ponte de Lima, dando-lhes nota integral da resposta da Comissão Europeia sobre o traçado, "por forma a desfazer alguma da cortina de silêncio que parece ter rodeado este processo, ao menos nalguns casos".
Vamos então a reflexões. A primeira é que o “nosso” presidente devia seguir o exemplo do autarca limiano. Não o fez. Não o faz. Não sei se alguma vez o virá a fazer. Assusta-me saber que, algo tão importante para o nosso concelho, esteja a ser, displicentemente, tratado. O TGV, meu caro presidente, é vital para o futuro do concelho que dirige. Isso não o preocupa? Se já recebeu a carta do referido Eurodeputado, o que lhe respondeu? Gostaríamos, TODOS, de saber.
A segunda reflexão. O traçado já existe, pois está a ser feito um estudo de impacte ambiental ao mesmo. Eu estranho, muito até, que o referido traçado não seja do conhecimento do Sr. presidente. Parece que passa por Gandra, um exemplo que não é inocente, confesso! Já existirá um plano de expropriações em curso? Se o itenerário preciso só estará disponível no início de 2009…
Para terminar, apelo a todos os Valencianos que estejam atentos ao seu futuro. Está nas mão de poucos. E, a ver pelo secretismo existente, não me parece boa ideia.
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Em notícias veiculadas ontem, dia 16 de Abril, informava-se que “a Comissão Europeia confirmou hoje por escrito ao Eurodeputado José Ribeiro e Castro "a existência de uma proposta conjunta luso-espanhola para o troço transfronteiriço da linha de alta velocidade Porto-Vigo e o compromisso de conclusão até 2013", adiantando vários detalhes do projecto e do respectivo ponto de situação”.
Convém, antes de tudo, esmiuçar esta notícia.
Em primeiro lugar, surge a figura do autarca de Ponte de Lima, Daniel Campelo, que defende, como é seu apanágio, o seu concelho com “unhas e dentes”. Senão vejamos, pressionou um eurodeputado do seu partido para, junto da Comissão Europeia, obter informações claras sobre todo o processo. Já o tinha feito junto de várias entidades nacionais. No entanto, nada era adiantado. Secretismo absoluto. O traçado do TGV estava envolto numa densa neblina que tarda em levantar. Mas, Daniel Campelo, não baixou os braços. E a notícia de ontem é um sinal que o homem, goste-se ou não, sabe o que quer.
Em segundo lugar, ficamos a saber, por Ribeiro e Castro, que segundo o Comissário Jacques Barrot, o troço transfronteiriço terá "aproximadamente 60 quilómetros (km), dos quais 35 km em território português e 25 km em território espanhol". A comissão confirmou ainda a Ribeiro e Castro que foram designados como "pontos‑âncora o Porto, Braga, Ponte de Lima, a fronteira luso‑espanhola, Rio Porriño e Vigo". Presumo que, por fronteira luso-espanhola, se refere a uma área que englobe o nosso concelho. Há, no entanto, que esperar pelo estudo de impacto ambiental em curso para se poder, em definitivo, saber rigorosamente qual o ponto de passagem em cada uma das cidades cobertas pela linha de TGV. Especificamente quanto ao caso de Ponte de Lima, o ponto de situação a nível comunitário é o mesmo: "no que se refere, nomeadamente, ao atravessamento de Ponte de Lima, no troço Braga/Valença, as informações relativas ao itinerário (cruzamentos, plano de expropriação, se for caso disso, ou itinerário preciso) só estarão disponíveis no início de 2009, após o lançamento do processo de avaliação de impacto ambiental".
Em terceiro lugar, diz a referida notícia que “o Eurodeputado democrata-cristão indicou ter escrito já aos autarcas de Braga, Valença e Ponte de Lima, dando-lhes nota integral da resposta da Comissão Europeia sobre o traçado, "por forma a desfazer alguma da cortina de silêncio que parece ter rodeado este processo, ao menos nalguns casos".
Vamos então a reflexões. A primeira é que o “nosso” presidente devia seguir o exemplo do autarca limiano. Não o fez. Não o faz. Não sei se alguma vez o virá a fazer. Assusta-me saber que, algo tão importante para o nosso concelho, esteja a ser, displicentemente, tratado. O TGV, meu caro presidente, é vital para o futuro do concelho que dirige. Isso não o preocupa? Se já recebeu a carta do referido Eurodeputado, o que lhe respondeu? Gostaríamos, TODOS, de saber.
A segunda reflexão. O traçado já existe, pois está a ser feito um estudo de impacte ambiental ao mesmo. Eu estranho, muito até, que o referido traçado não seja do conhecimento do Sr. presidente. Parece que passa por Gandra, um exemplo que não é inocente, confesso! Já existirá um plano de expropriações em curso? Se o itenerário preciso só estará disponível no início de 2009…
Para terminar, apelo a todos os Valencianos que estejam atentos ao seu futuro. Está nas mão de poucos. E, a ver pelo secretismo existente, não me parece boa ideia.