Maioria e PS acordam inquérito único ao BPN

16-03-2012
marcar artigo

Foi uma meia- vitória para o PS e meia-vitória para o PSD. Investigação a parte da venda ao BIC só avança depois de concretizado o negócio.

Assunção Esteves conseguiu o consenso entre a maioria e o PS e só avança a comissão de inquérito potestativa do PS. Isto é, a investigação parlamentar arranca já, tal como queriam os socialistas, e no plano de trabalhos estará a nacionalização, a gestão pela CGD e as condições para a reprivatização. Mas, tal como queria a maioria PSD- CDS, as matérias concretas respeitantes a venda do BPN ao banco de capitais luso-angolanos só poderão ser averiguadas quando a alienação estiver concretizada.

Foi este o texto de consenso que a presidente da Assembleia da República conseguiu ontem obter durante uma reunião de mais de tres horas da conferencia de líderes.O PS partiu para a reunião com o argumento de que o direito potestativo dos deputados a requererem comissões de inquérito está consagrado na Constituição e a maioria tentou argumentar que um inquérito não deve estar a analisar uma venda que está em curso. Venceram as duas teses.

Se o PS recuou e aceitou que a venda ao BIC ficasse para depois, embora incluída no objecto do inquérito, o PSD aceitou que a comissão fosse potestativa e avançasse já e foram, também, incluídos no requerimento de consenso objectos propostos pela maioria. Isto é, o PS queria focar mais o inquérito na reprivatização, embora admitisse um ambite abrangente. Mas o requerimento de consenso acaba por abarcar muitos dos objectos propostos pela maioria, que incidem mais em detalhe no processo de nacionalização e na sua origem, bem como na gestão pela CGD - dados respeitantes ao Governo de José Sócrates.

A presidente da Assembleia da República definiu já o número de deputados que vão compor a comissão de inquérito potestativa - cuja presidencia deverá ser do PS - e deu 120 dias para terminarem os trabalhos, isto é, até Julho.

Foi uma meia- vitória para o PS e meia-vitória para o PSD. Investigação a parte da venda ao BIC só avança depois de concretizado o negócio.

Assunção Esteves conseguiu o consenso entre a maioria e o PS e só avança a comissão de inquérito potestativa do PS. Isto é, a investigação parlamentar arranca já, tal como queriam os socialistas, e no plano de trabalhos estará a nacionalização, a gestão pela CGD e as condições para a reprivatização. Mas, tal como queria a maioria PSD- CDS, as matérias concretas respeitantes a venda do BPN ao banco de capitais luso-angolanos só poderão ser averiguadas quando a alienação estiver concretizada.

Foi este o texto de consenso que a presidente da Assembleia da República conseguiu ontem obter durante uma reunião de mais de tres horas da conferencia de líderes.O PS partiu para a reunião com o argumento de que o direito potestativo dos deputados a requererem comissões de inquérito está consagrado na Constituição e a maioria tentou argumentar que um inquérito não deve estar a analisar uma venda que está em curso. Venceram as duas teses.

Se o PS recuou e aceitou que a venda ao BIC ficasse para depois, embora incluída no objecto do inquérito, o PSD aceitou que a comissão fosse potestativa e avançasse já e foram, também, incluídos no requerimento de consenso objectos propostos pela maioria. Isto é, o PS queria focar mais o inquérito na reprivatização, embora admitisse um ambite abrangente. Mas o requerimento de consenso acaba por abarcar muitos dos objectos propostos pela maioria, que incidem mais em detalhe no processo de nacionalização e na sua origem, bem como na gestão pela CGD - dados respeitantes ao Governo de José Sócrates.

A presidente da Assembleia da República definiu já o número de deputados que vão compor a comissão de inquérito potestativa - cuja presidencia deverá ser do PS - e deu 120 dias para terminarem os trabalhos, isto é, até Julho.

marcar artigo