“O Governo precisa de ser desafiado”

13-10-2013
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Carlos Moreira da Silva, presidente da BA e da Cotec, está expectante quanto à composição do novo Governo.

Moreira da Silva não defende um entendimento entre os três maiores partidos em termos de Governo porque diz, "é preciso que o Governo seja desafiado, o que só acontece com uma oposição forte". Sobre os resultados eleitorais, o presidente da Cotec congratula-se com o facto de Portugal ter "condições para ter maioria na Assembleia da República".

Que comentário faz aos resultados eleitorais de domingo?

Tenho a satisfação de perceber que temos condições para ter um Governo de maioria, o que fez, de facto, muita falta ao país. E mais do que olharmos para os resultados eleitorais há que perceber o que nos espera o futuro e o que aí vem.

Era exactamente o que lhe ia perguntar. O que espera a partir de agora?

Estou expectante sobre o que vem aí e sobre a composição do novo Governo. É preciso perceber quem são os ministros para se perceber o que se pode esperar deste novo Governo.

Com a saída de José Sócrates de líder do partido socialista, considera que estão criadas as condições necessárias para um entendimento entre PSD, CDS e PS no Governo?

Não vejo, sinceramente, que seja necessário um entendimento a três [PS, PSD e PP] no Governo. Aliás, penso mesmo que o Governo precisa de ser desafiado e portanto, precisa de uma boa oposição, o que não invalida que se possam fazer acordos pontuais.

Defende então entendimentos na Assembleia da República?

Penso que o mais importante é que cada um cumpra os seus compromissos de modo a atingir as metas da ‘troika'. Mesmo que isso implique revisões constitucionais. Os compromissos são para cumprir.

Considera importante que o novo Executivo seja formado o mais depressa possível, atendendo à difícil situação da economia portuguesa?

Obviamente, atendendo aos compromissos e às dificuldades que Portugal tem pela frente é necessário que a composição do novo Governo seja feita o mais depressa possível. Portugal precisa de um Governo forte e em funções para poder fazer face aos compromissos.

Já disse que está expectante quanto à composição do Governo de Pedro Passos Coelho. Quem seria, no seu entender, um bom ministro das Finanças?

Não tenho nenhuma bola de cristal e, portanto, não vou responder, mas estou bastante expectante quanto à composição de todo o Executivo e da pasta do Ministério das Finanças também.

Carlos Moreira da Silva, presidente da BA e da Cotec, está expectante quanto à composição do novo Governo.

Moreira da Silva não defende um entendimento entre os três maiores partidos em termos de Governo porque diz, "é preciso que o Governo seja desafiado, o que só acontece com uma oposição forte". Sobre os resultados eleitorais, o presidente da Cotec congratula-se com o facto de Portugal ter "condições para ter maioria na Assembleia da República".

Que comentário faz aos resultados eleitorais de domingo?

Tenho a satisfação de perceber que temos condições para ter um Governo de maioria, o que fez, de facto, muita falta ao país. E mais do que olharmos para os resultados eleitorais há que perceber o que nos espera o futuro e o que aí vem.

Era exactamente o que lhe ia perguntar. O que espera a partir de agora?

Estou expectante sobre o que vem aí e sobre a composição do novo Governo. É preciso perceber quem são os ministros para se perceber o que se pode esperar deste novo Governo.

Com a saída de José Sócrates de líder do partido socialista, considera que estão criadas as condições necessárias para um entendimento entre PSD, CDS e PS no Governo?

Não vejo, sinceramente, que seja necessário um entendimento a três [PS, PSD e PP] no Governo. Aliás, penso mesmo que o Governo precisa de ser desafiado e portanto, precisa de uma boa oposição, o que não invalida que se possam fazer acordos pontuais.

Defende então entendimentos na Assembleia da República?

Penso que o mais importante é que cada um cumpra os seus compromissos de modo a atingir as metas da ‘troika'. Mesmo que isso implique revisões constitucionais. Os compromissos são para cumprir.

Considera importante que o novo Executivo seja formado o mais depressa possível, atendendo à difícil situação da economia portuguesa?

Obviamente, atendendo aos compromissos e às dificuldades que Portugal tem pela frente é necessário que a composição do novo Governo seja feita o mais depressa possível. Portugal precisa de um Governo forte e em funções para poder fazer face aos compromissos.

Já disse que está expectante quanto à composição do Governo de Pedro Passos Coelho. Quem seria, no seu entender, um bom ministro das Finanças?

Não tenho nenhuma bola de cristal e, portanto, não vou responder, mas estou bastante expectante quanto à composição de todo o Executivo e da pasta do Ministério das Finanças também.

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