O antigo líder do PS reagia assim à notícia de hoje do PÚBLICO - e que este jornal reafirma -, de que houve conversas telefónicas entre José Sócrates e deputados do PS que lhe são próximos no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2012.
A actual direcção do PS, liderada por António José Seguro, declarou à Radio Renascença que não comenta.
O PÚBLICO sabe que existe no PS um grupo de pressão que integra apoiantes do ex-primeiro-ministro para que a actual direcção do PS, liderado por António José Seguro, anuncie que vota contra o Orçamento de Estado.
Uma posição que está a ser defendida dentro do PS com o argumento de que não votar contra é reconhecer que o Governo de Sócrates é de facto responsável pelo desvio de mais de três milhões de euros que o actual primeiro-ministro, Passos Coelho, diz ter recebido de herança.
A porta-voz de José Sócrates, Teresa Pina, afirmou hoje que o ex-primeiro-ministro nega ter contactado deputados do PS para que votem contra o Orçamento e diz que está a ser alvo de “uma instrumentalização do seu nome ao serviço de objectivos políticos que desconhece”.
Por sua vez, os ex-dirigentes e actuais deputados socialistas José Lello e André Figueiredo negam veementemente que o ex-primeiro-ministro José Sócrates esteja a pressionar deputados do PS para votarem contra a proposta de Orçamento.
Em declarações à agência Lusa, José Lello, ex-secretário nacional do PS para as Relações Internacionais, diz que “é mentira e uma refinada intriga dizer-se que José Sócrates telefonou para deputados para votarem contra o Orçamento”. E acrescenta: “Jamais José Sócrates me sugeriu tal coisa e se pensam que, com a instrumentalização do nome do meu amigo, me condicionarão o meu voto livre, estão muito enganados.”
Por sua vez, André Figueiredo, ex-secretário nacional do PS para a Organização, declarou à Lusa que considera “lamentável que se utilize de forma indevida o nome de José Sócrates para condicionar a posição política dos deputados sobre o Orçamento do Estado”. E acrescentou: “Este Orçamento do Estado é mau demais para o país para que alguma vez necessitasse de especulações sobre o sentido de voto daqueles que sempre defenderam o Estado social, bem como medidas para impulsionar a economia.”
Refira-se que o PÚBLICO não mencionou o nome das pessoas que falaram ao telefone com José Sócrates. Apenas referiu o nome de José Lello e de André Figueiredo para lembrar que ambos defenderam que o PS deve votar contra o Orçamento do Estado.
Notícia substituída às 15h41
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O antigo líder do PS reagia assim à notícia de hoje do PÚBLICO - e que este jornal reafirma -, de que houve conversas telefónicas entre José Sócrates e deputados do PS que lhe são próximos no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2012.
A actual direcção do PS, liderada por António José Seguro, declarou à Radio Renascença que não comenta.
O PÚBLICO sabe que existe no PS um grupo de pressão que integra apoiantes do ex-primeiro-ministro para que a actual direcção do PS, liderado por António José Seguro, anuncie que vota contra o Orçamento de Estado.
Uma posição que está a ser defendida dentro do PS com o argumento de que não votar contra é reconhecer que o Governo de Sócrates é de facto responsável pelo desvio de mais de três milhões de euros que o actual primeiro-ministro, Passos Coelho, diz ter recebido de herança.
A porta-voz de José Sócrates, Teresa Pina, afirmou hoje que o ex-primeiro-ministro nega ter contactado deputados do PS para que votem contra o Orçamento e diz que está a ser alvo de “uma instrumentalização do seu nome ao serviço de objectivos políticos que desconhece”.
Por sua vez, os ex-dirigentes e actuais deputados socialistas José Lello e André Figueiredo negam veementemente que o ex-primeiro-ministro José Sócrates esteja a pressionar deputados do PS para votarem contra a proposta de Orçamento.
Em declarações à agência Lusa, José Lello, ex-secretário nacional do PS para as Relações Internacionais, diz que “é mentira e uma refinada intriga dizer-se que José Sócrates telefonou para deputados para votarem contra o Orçamento”. E acrescenta: “Jamais José Sócrates me sugeriu tal coisa e se pensam que, com a instrumentalização do nome do meu amigo, me condicionarão o meu voto livre, estão muito enganados.”
Por sua vez, André Figueiredo, ex-secretário nacional do PS para a Organização, declarou à Lusa que considera “lamentável que se utilize de forma indevida o nome de José Sócrates para condicionar a posição política dos deputados sobre o Orçamento do Estado”. E acrescentou: “Este Orçamento do Estado é mau demais para o país para que alguma vez necessitasse de especulações sobre o sentido de voto daqueles que sempre defenderam o Estado social, bem como medidas para impulsionar a economia.”
Refira-se que o PÚBLICO não mencionou o nome das pessoas que falaram ao telefone com José Sócrates. Apenas referiu o nome de José Lello e de André Figueiredo para lembrar que ambos defenderam que o PS deve votar contra o Orçamento do Estado.
Notícia substituída às 15h41