Alto Hama: Militares subordinados ao poder políticoou políticos subordinados ao poder militar?

30-06-2011
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Na entrevista que dei à secção de língua portuguesa da Rádio Deutsche Welle e que hoje foi transmitida, dia em que os novos deputados angolanos tomaram posse, entre os quais está, pelo MPLA, o mais velho parlamentar, com 94 anos, o rei Ekuikui IV, (ver Land Rover comprou o soba dos sobas) afirmei que os militares estávam subordinados ao poder político. Com esta afirmação estraguei tudo. Pudera! E estraguei tudo porque, na verdade, é o contrário. Basta ver que, por exemplo, o general Hélder Vieira Dias, Kopelipa, é, no mínimo, o braço direito de Eduardo dos Santos na escolha do novo Governo. Ou ainda, que Paulo Kassoma, o novo-primeiro-ministro, é também general.Os militares em África em geral e em Angola em particular são quem, de facto, tem o poder. Pouco importa se é estritamente militar ou político. A subordinação do poder militar ao político ainda está, em Angola, a dar os primeiros passos. É preciso tempo para que cada macaco regresse ao seu galho. A paz ainda é recente e, por isso, ainda está tudo misturado.Aliás, embora estajam muito calmos, os generais angolanos continuam a ter presente a sua velha tese herdada dos cubanos e russos: quem quer come, quem não quer morre.Angola tem quase mais generais (entendidos figurativamente como sinónimo de militares) do que angolanos. Até agora a situação está controlada. Mas um dias destes é preciso quebrar essa velha escola de maus hábitos que é o ócio.


Na entrevista que dei à secção de língua portuguesa da Rádio Deutsche Welle e que hoje foi transmitida, dia em que os novos deputados angolanos tomaram posse, entre os quais está, pelo MPLA, o mais velho parlamentar, com 94 anos, o rei Ekuikui IV, (ver Land Rover comprou o soba dos sobas) afirmei que os militares estávam subordinados ao poder político. Com esta afirmação estraguei tudo. Pudera! E estraguei tudo porque, na verdade, é o contrário. Basta ver que, por exemplo, o general Hélder Vieira Dias, Kopelipa, é, no mínimo, o braço direito de Eduardo dos Santos na escolha do novo Governo. Ou ainda, que Paulo Kassoma, o novo-primeiro-ministro, é também general.Os militares em África em geral e em Angola em particular são quem, de facto, tem o poder. Pouco importa se é estritamente militar ou político. A subordinação do poder militar ao político ainda está, em Angola, a dar os primeiros passos. É preciso tempo para que cada macaco regresse ao seu galho. A paz ainda é recente e, por isso, ainda está tudo misturado.Aliás, embora estajam muito calmos, os generais angolanos continuam a ter presente a sua velha tese herdada dos cubanos e russos: quem quer come, quem não quer morre.Angola tem quase mais generais (entendidos figurativamente como sinónimo de militares) do que angolanos. Até agora a situação está controlada. Mas um dias destes é preciso quebrar essa velha escola de maus hábitos que é o ócio.

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