Deus quer, o homem sonha, a obra nasce!(Fernando Pessoa – Mensagem) Dom Sebastião foi o Rei Português que praticamente antecedeu à Dinastia Filipina. Este grandioso Rei do Império Lusitano e a quem Camões dedicou os Lusíadas, tinha um sonho, o de ser Imperador do V Império.Perante a fantasia desse sonho, aos vinte quatro anos de idade numa batalha em Alcacér-Quibir, no ano de 1578, foi-lhe desmontada a possibilidade da concretização desse objectivo de vida, ficando na história como o Herói que carrega na sua morte, a tragédia da própria nação que com ele termina, ficando o nosso País em domínio Espanhol.Aquele que idealizou a criação do Império de Cristo, que iria dominar todos os continentes, de Ocidente a Oriente, termina morto e Portugal acaba sem Rei e sem Pátria. El Rei Dom Sebastião possuía um sonho de grande dimensão. Este assumiu-se como sendo "O Louco" e não considerando os conselhos dos velhos do Restelo, teve a audácia de partir e deixar-se morrer pelas suas próprias aspirações.Com ele nem tudo morreu, como escreveu Fernando Pessoa "Ficou-me ser que houve, não o que há. Pois o que sobreviveu foi, afinal, o mais importante, o ser que há, que permanece, que é imortal, o sonho – loucura – de querer grandeza qual a sorte que não a dá".Com Dom Sebastião, ficou o sopro de uma fé, de uma possibilidade de ruptura com a morte e a estagnação de um povo que conheceu a glória e que ainda vive envolto em nevoeiro e incerteza aguardando, ainda, o regresso do seu Rei. E tudo voltaria a ser Portugal.Quanto a Dom Sebastião nunca mais houve notícia, e quanto a Portugal? Desde 1578 tivemos vários sonhadores e que cujos sonhos comandaram a sua vida.Gente Louca como disse Pessoa, "mas os loucos são aqueles que vão sempre em frente, haja o que houver, na busca da realização dos seus sonhos", então sempre que tenhamos um sonho seremos loucos. Mas quanto louco seria Dom Sebastião, pois se voltasse de Quibir, proclamando-se Imperador do V Império, este deixaria de ser um dos loucos e passaria a ser um herói, aquele que lutou e concretizou o seu sonho, tal como, Vasco da Gama.No dia vinte cinco de Abril de 1974, se Salgueiro Maia não tivesse o sonho, de libertar Portugal de uma ditadura fascista, que governou o Pais durante várias décadas, talvez não teria sido responsável pela "invasão" de Lisboa, e a ocupação do Largo do Carmo, forçando Marcelo Caetano a demitir-se.Maia foi então um louco, que seguiu avante com a sua loucura e triunfou, fazendo com que Portugal se convertesse um estado de direito livre do fascismo e, obviamente, democrático.Porem, quando Maia e D. Sebastião são aqui referidos, a morte é muito pouco e não é, de facto, o que pode impedir que os sonhos deles possam prosseguir.Deste modo, Pessoa considera que "besta sadia" é aquele que passa os dias sem ter ideias e grandes projectos, pois não tem sonhos, igualmente asseguro, que sem sonhos não há vida, pois para vivermos temos que ter o sonho de viver a vida. Melhor que um cadáver adiado que procria é pensar o Homem como alguém que pode criar, amar, desejar, arriscar, enfim, viver até morrer por um ideal.Desta forma, o sonho representa, um desconhecido no encantador mundo de sentimentos e emoções, mostrando em Dom Sebastião e Salgueiro Maia que os seus sonhos foram de constante rebeldia e resistência contra a alienação e estagnação do nosso País. Neste momento de grande incerteza económica e social em que vivemos em Portugal, os Portugueses devem sonhar, devem lutar e, obviamente, devem ter a responsabilidade de continuarmos a fazer CUMPRIR PORTUGAL.Rui Ataíderuiataide11@gmail.com
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Deus quer, o homem sonha, a obra nasce!(Fernando Pessoa – Mensagem) Dom Sebastião foi o Rei Português que praticamente antecedeu à Dinastia Filipina. Este grandioso Rei do Império Lusitano e a quem Camões dedicou os Lusíadas, tinha um sonho, o de ser Imperador do V Império.Perante a fantasia desse sonho, aos vinte quatro anos de idade numa batalha em Alcacér-Quibir, no ano de 1578, foi-lhe desmontada a possibilidade da concretização desse objectivo de vida, ficando na história como o Herói que carrega na sua morte, a tragédia da própria nação que com ele termina, ficando o nosso País em domínio Espanhol.Aquele que idealizou a criação do Império de Cristo, que iria dominar todos os continentes, de Ocidente a Oriente, termina morto e Portugal acaba sem Rei e sem Pátria. El Rei Dom Sebastião possuía um sonho de grande dimensão. Este assumiu-se como sendo "O Louco" e não considerando os conselhos dos velhos do Restelo, teve a audácia de partir e deixar-se morrer pelas suas próprias aspirações.Com ele nem tudo morreu, como escreveu Fernando Pessoa "Ficou-me ser que houve, não o que há. Pois o que sobreviveu foi, afinal, o mais importante, o ser que há, que permanece, que é imortal, o sonho – loucura – de querer grandeza qual a sorte que não a dá".Com Dom Sebastião, ficou o sopro de uma fé, de uma possibilidade de ruptura com a morte e a estagnação de um povo que conheceu a glória e que ainda vive envolto em nevoeiro e incerteza aguardando, ainda, o regresso do seu Rei. E tudo voltaria a ser Portugal.Quanto a Dom Sebastião nunca mais houve notícia, e quanto a Portugal? Desde 1578 tivemos vários sonhadores e que cujos sonhos comandaram a sua vida.Gente Louca como disse Pessoa, "mas os loucos são aqueles que vão sempre em frente, haja o que houver, na busca da realização dos seus sonhos", então sempre que tenhamos um sonho seremos loucos. Mas quanto louco seria Dom Sebastião, pois se voltasse de Quibir, proclamando-se Imperador do V Império, este deixaria de ser um dos loucos e passaria a ser um herói, aquele que lutou e concretizou o seu sonho, tal como, Vasco da Gama.No dia vinte cinco de Abril de 1974, se Salgueiro Maia não tivesse o sonho, de libertar Portugal de uma ditadura fascista, que governou o Pais durante várias décadas, talvez não teria sido responsável pela "invasão" de Lisboa, e a ocupação do Largo do Carmo, forçando Marcelo Caetano a demitir-se.Maia foi então um louco, que seguiu avante com a sua loucura e triunfou, fazendo com que Portugal se convertesse um estado de direito livre do fascismo e, obviamente, democrático.Porem, quando Maia e D. Sebastião são aqui referidos, a morte é muito pouco e não é, de facto, o que pode impedir que os sonhos deles possam prosseguir.Deste modo, Pessoa considera que "besta sadia" é aquele que passa os dias sem ter ideias e grandes projectos, pois não tem sonhos, igualmente asseguro, que sem sonhos não há vida, pois para vivermos temos que ter o sonho de viver a vida. Melhor que um cadáver adiado que procria é pensar o Homem como alguém que pode criar, amar, desejar, arriscar, enfim, viver até morrer por um ideal.Desta forma, o sonho representa, um desconhecido no encantador mundo de sentimentos e emoções, mostrando em Dom Sebastião e Salgueiro Maia que os seus sonhos foram de constante rebeldia e resistência contra a alienação e estagnação do nosso País. Neste momento de grande incerteza económica e social em que vivemos em Portugal, os Portugueses devem sonhar, devem lutar e, obviamente, devem ter a responsabilidade de continuarmos a fazer CUMPRIR PORTUGAL.Rui Ataíderuiataide11@gmail.com