“A posição do governo português é clara e inalterada: a Palestina tem direito a ser um Estado e Israel tem direito à segurança. Toda a nossa perspectiva é contribuir para que num futuro breve Israel e a Palestina possam viver lado a lado e em paz”, disse Paulo Portas à imprensa após um encontro com o seu homólogo palestiniano, Riad al-Malki.
“Não defendemos que haja um confronto no Conselho de Segurança da ONU, exactamente porque defendemos uma negociação positiva e construtiva que leve a uma solução duradoura estável de dois Estados que vivem lado a lado”, acrescentou.
A Autoridade Palestiniana apresentou em Setembro um pedido de adesão de um Estado da Palestina à ONU como membro de pleno direito, pedido que está a ser analisado pelo Conselho de Segurança. Os Estados Unidos anunciaram dias depois que votarão contra o pedido.
O ministro admitiu no entanto que, havendo um compromisso da Autoridade Palestiniana para negociações directas com Israel, Portugal “não terá problema nenhum em apoiar um estatuto intermédio” da Palestina na ONU, referindo-se a um estatuto de Estado observador.
Portas afirmou ainda que ambas as partes devem “aproveitar a oportunidade aberta” pela recente declaração do Quarteto (ONU, União Europeia, EUA e Rússia) para retomar negociações e pediu que se abstenham de medidas contrárias ao espírito negocial.
“Quando se aceitam negociações directas, de boa fé, para atingir um resultado positivo, não se pode ao mesmo tempo tomar medidas que não sejam concordantes com o espírito da negociação”, disse, acrescentando que no passado Portugal sempre condenou decisões relativas a colonatos israelitas e sempre exigiu a “clara aceitação” da existência de Israel.
Riad al-Malki afirmou que a posição palestiniana é também a de um futuro em “paz, estabilidade e segurança” e que a Autoridade Palestiniana também “defendeu sempre a via das negociações”, mas que não vê contradição entre essa posição e o esforço para ver um Estado palestiniano reconhecido pela ONU.
“Temos uma mesma visão do futuro (...) A Palestina quer paz e estabilidade na região, com dois Estados, vivendo lado a lado em segurança”, disse o ministro palestiniano.
“Esperamos que a reunião do Quarteto de dia 26 em Jerusalém produza resultados tangíveis no sentido de retomar as negociações e, ao mesmo tempo, vamos continuar com os nossos esforços nas Nações Unidas. Não vemos qualquer contradição entre as duas coisas”, afirmou.
Riad Malki concluiu fazendo votos de que “Portugal mantenha, na UE e na ONU, um importante papel facilitador”.
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“A posição do governo português é clara e inalterada: a Palestina tem direito a ser um Estado e Israel tem direito à segurança. Toda a nossa perspectiva é contribuir para que num futuro breve Israel e a Palestina possam viver lado a lado e em paz”, disse Paulo Portas à imprensa após um encontro com o seu homólogo palestiniano, Riad al-Malki.
“Não defendemos que haja um confronto no Conselho de Segurança da ONU, exactamente porque defendemos uma negociação positiva e construtiva que leve a uma solução duradoura estável de dois Estados que vivem lado a lado”, acrescentou.
A Autoridade Palestiniana apresentou em Setembro um pedido de adesão de um Estado da Palestina à ONU como membro de pleno direito, pedido que está a ser analisado pelo Conselho de Segurança. Os Estados Unidos anunciaram dias depois que votarão contra o pedido.
O ministro admitiu no entanto que, havendo um compromisso da Autoridade Palestiniana para negociações directas com Israel, Portugal “não terá problema nenhum em apoiar um estatuto intermédio” da Palestina na ONU, referindo-se a um estatuto de Estado observador.
Portas afirmou ainda que ambas as partes devem “aproveitar a oportunidade aberta” pela recente declaração do Quarteto (ONU, União Europeia, EUA e Rússia) para retomar negociações e pediu que se abstenham de medidas contrárias ao espírito negocial.
“Quando se aceitam negociações directas, de boa fé, para atingir um resultado positivo, não se pode ao mesmo tempo tomar medidas que não sejam concordantes com o espírito da negociação”, disse, acrescentando que no passado Portugal sempre condenou decisões relativas a colonatos israelitas e sempre exigiu a “clara aceitação” da existência de Israel.
Riad al-Malki afirmou que a posição palestiniana é também a de um futuro em “paz, estabilidade e segurança” e que a Autoridade Palestiniana também “defendeu sempre a via das negociações”, mas que não vê contradição entre essa posição e o esforço para ver um Estado palestiniano reconhecido pela ONU.
“Temos uma mesma visão do futuro (...) A Palestina quer paz e estabilidade na região, com dois Estados, vivendo lado a lado em segurança”, disse o ministro palestiniano.
“Esperamos que a reunião do Quarteto de dia 26 em Jerusalém produza resultados tangíveis no sentido de retomar as negociações e, ao mesmo tempo, vamos continuar com os nossos esforços nas Nações Unidas. Não vemos qualquer contradição entre as duas coisas”, afirmou.
Riad Malki concluiu fazendo votos de que “Portugal mantenha, na UE e na ONU, um importante papel facilitador”.