Estranho Estrangeiro (no degredo do rochedo): A cloaca que acolhe as retretes

01-07-2011
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vbfsousa@hotmail.com Vicente Jorge Silva, no Causa Nossa, dedica um texto a escudar Jacinto Serrão, líder do PS-M, após o desaguisado entre o socialista e Jaime Ramos, fiel sequaz de Jardim e milionário depois de, há dez anos, “andar a vender sifões de retretes”. Hoje, é um opíparo e pretensamente douto ser, a exemplo de tantos que aquela cloaca, denominada por Assembleia, acolhe.
Na verdade, não é possível ser polido quando aquele com quem nos envolvemos em pelejas argumentativas socorre-se de ignomínias e tiradas cauterizantes, cujo único intuito é desviar a atenção dos incautos para redutos que nenhuma relação têmcom a causa cívica. Alberto João Jardim nunca será derrotado no jogo dos arremessos de farpas, nem mesmo nos raros debates em que participa, porque o seu estilo abjecto e jactante trucida todos os adversários. Jardim não pode ser prostrado nos debates porque somente dois políticos (?) têm proficiência para consegui-lo: um deles é o seu fiel escudeiro, Jaime Ramos. O outro faz campanha na TV e no meio dos seus íntimos porcos, habitantes do esterco. Naturalmente que falo de Avelino Ferreira Torres, aquele que, num dia de incandescente fúria, disse “que também tem o direito à indignidade”... Para alguns, a indignidade é um ideal, o qual perseguem com notável pertinácia.
Grande parte da classe política madeirense enoja-me. Procuro encapotar os esgares de enjoo quando sinto o odor fétido de alguns sabujos que pelas ruas espraiam a sua prosápia, órfã de fundamentos, tal como os seus donos são órfãos de lisura. Não há um só deputado do PSD que não gere em mim repulsa. Todos eles nunca ousaram discordar do seu líder, temendo ferinas bordoadas, a exemplo daquilo que o Cavaleiro da Triste Figura fazia com o esporadicamente recalcitrante Sancho Pança. Grande parte provém desse centro de aglomeração de desesperados, vácuos e sinecuristas (leia-se JSD), e todos aspiram menos a contribuir para a depuração cívica da sua terra do que porfiar para recrudescer o seu pecúlio.
Entre todos os deputados e autarcas do poder laranja – se Iuschenko conhecesse a Madeira… –, sou obrigado a prestar um simples, e nada cerimonioso, louvor a Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal do Funchal, por ter ousado arrostar o caudilho – Morais Sarmento falava de outra pessoa, de certeza –, quando este promulgou, e promoveu, a contaminação do mar através do despejo de terras desnecessárias. Se Albuquerque, tal como prevejo, continuar a evidenciar capacidade de resistência e propensão para a relutância – e porque não a rebelião? – os meus tributos serão um pouco mais longos. Até lá, e apesar de renunciar às torpezas dos seus companheiros de partido, não deixa de ser um apaniguado do regime.
No Professorices aludíamos à putrefacção da classe política, decorrente da deterioração da qualidade cívica. Pena é – ou ventura? – que os continentais não tenham acesso, com maior assiduidade, às imagens dos debates parlamentares madeirenses. Garanto que quando vislumbro uns meninos glabros a fala ao telefone, enquanto adversários discursam, irrompe por mim um desejo flamejante de distribuir traulitadas. Contenho-me e fico-me pelos impropérios. Tenho de pedir perdão aos vizinhos…


vbfsousa@hotmail.com Vicente Jorge Silva, no Causa Nossa, dedica um texto a escudar Jacinto Serrão, líder do PS-M, após o desaguisado entre o socialista e Jaime Ramos, fiel sequaz de Jardim e milionário depois de, há dez anos, “andar a vender sifões de retretes”. Hoje, é um opíparo e pretensamente douto ser, a exemplo de tantos que aquela cloaca, denominada por Assembleia, acolhe.
Na verdade, não é possível ser polido quando aquele com quem nos envolvemos em pelejas argumentativas socorre-se de ignomínias e tiradas cauterizantes, cujo único intuito é desviar a atenção dos incautos para redutos que nenhuma relação têmcom a causa cívica. Alberto João Jardim nunca será derrotado no jogo dos arremessos de farpas, nem mesmo nos raros debates em que participa, porque o seu estilo abjecto e jactante trucida todos os adversários. Jardim não pode ser prostrado nos debates porque somente dois políticos (?) têm proficiência para consegui-lo: um deles é o seu fiel escudeiro, Jaime Ramos. O outro faz campanha na TV e no meio dos seus íntimos porcos, habitantes do esterco. Naturalmente que falo de Avelino Ferreira Torres, aquele que, num dia de incandescente fúria, disse “que também tem o direito à indignidade”... Para alguns, a indignidade é um ideal, o qual perseguem com notável pertinácia.
Grande parte da classe política madeirense enoja-me. Procuro encapotar os esgares de enjoo quando sinto o odor fétido de alguns sabujos que pelas ruas espraiam a sua prosápia, órfã de fundamentos, tal como os seus donos são órfãos de lisura. Não há um só deputado do PSD que não gere em mim repulsa. Todos eles nunca ousaram discordar do seu líder, temendo ferinas bordoadas, a exemplo daquilo que o Cavaleiro da Triste Figura fazia com o esporadicamente recalcitrante Sancho Pança. Grande parte provém desse centro de aglomeração de desesperados, vácuos e sinecuristas (leia-se JSD), e todos aspiram menos a contribuir para a depuração cívica da sua terra do que porfiar para recrudescer o seu pecúlio.
Entre todos os deputados e autarcas do poder laranja – se Iuschenko conhecesse a Madeira… –, sou obrigado a prestar um simples, e nada cerimonioso, louvor a Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal do Funchal, por ter ousado arrostar o caudilho – Morais Sarmento falava de outra pessoa, de certeza –, quando este promulgou, e promoveu, a contaminação do mar através do despejo de terras desnecessárias. Se Albuquerque, tal como prevejo, continuar a evidenciar capacidade de resistência e propensão para a relutância – e porque não a rebelião? – os meus tributos serão um pouco mais longos. Até lá, e apesar de renunciar às torpezas dos seus companheiros de partido, não deixa de ser um apaniguado do regime.
No Professorices aludíamos à putrefacção da classe política, decorrente da deterioração da qualidade cívica. Pena é – ou ventura? – que os continentais não tenham acesso, com maior assiduidade, às imagens dos debates parlamentares madeirenses. Garanto que quando vislumbro uns meninos glabros a fala ao telefone, enquanto adversários discursam, irrompe por mim um desejo flamejante de distribuir traulitadas. Contenho-me e fico-me pelos impropérios. Tenho de pedir perdão aos vizinhos…

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