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O deputado madeirense Guilherme Silva disse esta quinta-feira à Lusa ser «perfeitamente razoável e compreensível» que o presidente do Governo Regional da Madeira se recuse a assinar um programa inexequível para a região.
«Quando o presidente do governo diz que não assina, diz que não assina um programa que não tenha estas características de exequibilidade e que à partida se perceba que vai conduzir a situação de incumprimento», defendeu o deputado do PSD.
Guilherme Silva considerou «perfeitamente razoável e compreensível» a posição de Alberto João Jardim e mostrou esperança na possibilidade do governo da República «encontrar o patamar de rigor e de exigência, mas de exequibilidade do programa que se vai fixar para a Madeira».
«Os dados que até agora estavam em cima da mesa e que foram objecto de contrapropostas da região não eram exequíveis e aquilo que se quer evitar é que haja uma tendência excessiva de impor um programa que a região não tenha capacidade de cumprir», indicou o social-democrata.
Lembrando que a região está a fazer um «esforço brutal» para honrar os seus compromissos, Guilherme Silva sublinhou que a resolução deste tipo de negociações «é muitas vezes fácil por prolongamento de um prazo ou por redução de uma taxa de juro».
Na tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação de Jovens Empresários da Madeira, Jardim considerou que a alternativa à «não assinatura» é a falta de liquidez e a Região cair num descalabro maior, considerando, no entanto, que será maior esse dano «se daqui a seis meses não se conseguir cumprir o acordo».
«Pressão e birra»
Os partidos com menor representatividade na Assembleia Legislativa da Madeira consideram que as declarações do presidente do Governo Regional, de que não assina um plano de ajustamento financeiro inexequível, são uma forma de «pressão» e uma «birra».
«É a rábula do fingimento ou do coitadinho, encenando uma birra num dia, no outro a dizer que não haverá dinheiro para pagar à função pública», disse o deputado comunista Edgar Silva, para quem as palavras do presidente do Executivo madeirense «correspondem a uma estratégia de desresponsabilização e de querer aparecer na opinião pública na Madeira de mãos lavadas diante de um processo que é de própria traição à região e ao seu povo».
Para o dirigente da Nova Democracia, Baltasar Aguiar, o líder do Executivo insular «só não assina porque não tem nada a ganhar do ponto de vista pessoal e político», refutando a «inexequibilidade» do plano de ajustamento financeiro.
Já o deputado do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), Rui Almeida, vê nas palavras de Alberto João Jardim uma «declaração política que visa colocar pressão sobre as negociações».
José Manuel Coelho, do Partido Trabalhista Português, vaticina, porém, que o presidente do Governo Regional, «sem dinheiro, vai cair», porque «se não puder pagar à função pública, que é a força que o mantém no poder», vai ter contestação e «vai perder base eleitoral».
«Esticar a corda»
O deputado socialista, Jacinto Serrão disse que o presidente do Governo Regional está a «a esticar a corda» e a extremar posições».
«O presidente do Governo Regional assinou já uma carta de intenções [para o programa de ajustamento financeiro] que enviou ao Governo da República e agora o que se está a verificar é que Alberto João Jardim volta a esticar a corda, a extremar posições, criando mais dificuldades no relacionamento entre a região e Lisboa», declarou à Lusa Jacinto Serrão.
«Negociata»
Já o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho afirmou que estará atento à solução final do acordo de assistência financeira à Madeira, dizendo que denunciará caso haja «negociata» entre o Governo da República e o executivo regional madeirense.
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O deputado madeirense Guilherme Silva disse esta quinta-feira à Lusa ser «perfeitamente razoável e compreensível» que o presidente do Governo Regional da Madeira se recuse a assinar um programa inexequível para a região.
«Quando o presidente do governo diz que não assina, diz que não assina um programa que não tenha estas características de exequibilidade e que à partida se perceba que vai conduzir a situação de incumprimento», defendeu o deputado do PSD.
Guilherme Silva considerou «perfeitamente razoável e compreensível» a posição de Alberto João Jardim e mostrou esperança na possibilidade do governo da República «encontrar o patamar de rigor e de exigência, mas de exequibilidade do programa que se vai fixar para a Madeira».
«Os dados que até agora estavam em cima da mesa e que foram objecto de contrapropostas da região não eram exequíveis e aquilo que se quer evitar é que haja uma tendência excessiva de impor um programa que a região não tenha capacidade de cumprir», indicou o social-democrata.
Lembrando que a região está a fazer um «esforço brutal» para honrar os seus compromissos, Guilherme Silva sublinhou que a resolução deste tipo de negociações «é muitas vezes fácil por prolongamento de um prazo ou por redução de uma taxa de juro».
Na tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação de Jovens Empresários da Madeira, Jardim considerou que a alternativa à «não assinatura» é a falta de liquidez e a Região cair num descalabro maior, considerando, no entanto, que será maior esse dano «se daqui a seis meses não se conseguir cumprir o acordo».
«Pressão e birra»
Os partidos com menor representatividade na Assembleia Legislativa da Madeira consideram que as declarações do presidente do Governo Regional, de que não assina um plano de ajustamento financeiro inexequível, são uma forma de «pressão» e uma «birra».
«É a rábula do fingimento ou do coitadinho, encenando uma birra num dia, no outro a dizer que não haverá dinheiro para pagar à função pública», disse o deputado comunista Edgar Silva, para quem as palavras do presidente do Executivo madeirense «correspondem a uma estratégia de desresponsabilização e de querer aparecer na opinião pública na Madeira de mãos lavadas diante de um processo que é de própria traição à região e ao seu povo».
Para o dirigente da Nova Democracia, Baltasar Aguiar, o líder do Executivo insular «só não assina porque não tem nada a ganhar do ponto de vista pessoal e político», refutando a «inexequibilidade» do plano de ajustamento financeiro.
Já o deputado do Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN), Rui Almeida, vê nas palavras de Alberto João Jardim uma «declaração política que visa colocar pressão sobre as negociações».
José Manuel Coelho, do Partido Trabalhista Português, vaticina, porém, que o presidente do Governo Regional, «sem dinheiro, vai cair», porque «se não puder pagar à função pública, que é a força que o mantém no poder», vai ter contestação e «vai perder base eleitoral».
«Esticar a corda»
O deputado socialista, Jacinto Serrão disse que o presidente do Governo Regional está a «a esticar a corda» e a extremar posições».
«O presidente do Governo Regional assinou já uma carta de intenções [para o programa de ajustamento financeiro] que enviou ao Governo da República e agora o que se está a verificar é que Alberto João Jardim volta a esticar a corda, a extremar posições, criando mais dificuldades no relacionamento entre a região e Lisboa», declarou à Lusa Jacinto Serrão.
«Negociata»
Já o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho afirmou que estará atento à solução final do acordo de assistência financeira à Madeira, dizendo que denunciará caso haja «negociata» entre o Governo da República e o executivo regional madeirense.