O Acidental: Voltando a João Pereira Coutinho

30-06-2011
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Se calhar sou muito ingénua, vai na volta João Pereira Coutinho estava ali com objectivos pouco altruístas. Não sei. Mas sei que gostei.
Gostei imenso da entrevista que este empresário português deu quinta-feira passada a Judite de Sousa. Porquê? Porque falou das qualidades dos portugueses sem inventar nada, falou do laxismo dos portugueses, falou da vitimização dos empresários e da sua meritória teimosia, falou do Estado, do País e da Nação que é de todos nós e não apenas dos políticos, falou da extrema necessidade de se ter consciência das dificuldades do país e falou da responsabilidade que é de todos.
Mas do que gostei mesmo foi da forma convicta com que falou do seu desavergonhado patriotismo. Até de Aljubarrota o homem falou. No fim da entrevista Judite de Sousa mostrou a mais mesquinha e estúpida faceta dos portugueses. Com um riso nervoso e alguma excitação perguntou-lhe isto: “Parece que senhor doutor tem um excelente avião particular de luxo, não é?” Foi triste e revelador.
[Inês Teotónio Pereira]

Se calhar sou muito ingénua, vai na volta João Pereira Coutinho estava ali com objectivos pouco altruístas. Não sei. Mas sei que gostei.
Gostei imenso da entrevista que este empresário português deu quinta-feira passada a Judite de Sousa. Porquê? Porque falou das qualidades dos portugueses sem inventar nada, falou do laxismo dos portugueses, falou da vitimização dos empresários e da sua meritória teimosia, falou do Estado, do País e da Nação que é de todos nós e não apenas dos políticos, falou da extrema necessidade de se ter consciência das dificuldades do país e falou da responsabilidade que é de todos.
Mas do que gostei mesmo foi da forma convicta com que falou do seu desavergonhado patriotismo. Até de Aljubarrota o homem falou. No fim da entrevista Judite de Sousa mostrou a mais mesquinha e estúpida faceta dos portugueses. Com um riso nervoso e alguma excitação perguntou-lhe isto: “Parece que senhor doutor tem um excelente avião particular de luxo, não é?” Foi triste e revelador.
[Inês Teotónio Pereira]

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