O Cachimbo de Magritte: Evitar o pior

07-07-2011
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No plano internacional, sobreviverá o nosso País a uma eventual ruptura e a novas eleições?, pergunta o Ricardo.Não. Seria um puro e simples harakiri. Arrastaríamos não só o país para a ruptura financeira instantânea, numa altura em que só já não caímos nela porque somos cobertos pela «Europa», como a «Europa» só poderia tentar defender-se do contágio de semelhante explosão, montando em torno de nós um cordão sanitário, desobrigando-se completamente dos compromissos assumidos, entregando-nos a nós próprios e à nossa desagregação interna, mesmo assim sem garantia de que o contágio não a atingiria, tal a virulência do caso. Pelo que... não vale a pena imaginar.Não temos outro remédio. Assumir a responsabilidade pelo que fizemos (é totalmente indiferente para as nações com quem queremos viver em aliança que tenha sido o PS a fazer, o PSD, os dois com diferentes graus de responsabilidade, etc. Isso é connosco. A responsabilidade nacional é que é indeclinável). E recomeçar. Com a noção de que isto não começou quando nascemos, e não era má ideia que continuasse depois de partirmos. A situação em que vivemos não é normal. Pelo que a sobriedade na apreciação do que podemos e devemos é um imperativo. Existencial.Nada do que digo quer significar que não vamos incumprir, que há grandes probabilidades de isso não acontecer, que o euro vai sobreviver (de facto, aquilo a que chamávamos euro já não existe), que a União se vai manter, etc. Tudo isso pode acontecer. Ou não. Eu tenho uma opinião. É irrelevante para esta questão. Escusamos é de imaginar que faz sentido sequer pensar em tomarmos a dianteira e dinamitar imediatamente tudo.


No plano internacional, sobreviverá o nosso País a uma eventual ruptura e a novas eleições?, pergunta o Ricardo.Não. Seria um puro e simples harakiri. Arrastaríamos não só o país para a ruptura financeira instantânea, numa altura em que só já não caímos nela porque somos cobertos pela «Europa», como a «Europa» só poderia tentar defender-se do contágio de semelhante explosão, montando em torno de nós um cordão sanitário, desobrigando-se completamente dos compromissos assumidos, entregando-nos a nós próprios e à nossa desagregação interna, mesmo assim sem garantia de que o contágio não a atingiria, tal a virulência do caso. Pelo que... não vale a pena imaginar.Não temos outro remédio. Assumir a responsabilidade pelo que fizemos (é totalmente indiferente para as nações com quem queremos viver em aliança que tenha sido o PS a fazer, o PSD, os dois com diferentes graus de responsabilidade, etc. Isso é connosco. A responsabilidade nacional é que é indeclinável). E recomeçar. Com a noção de que isto não começou quando nascemos, e não era má ideia que continuasse depois de partirmos. A situação em que vivemos não é normal. Pelo que a sobriedade na apreciação do que podemos e devemos é um imperativo. Existencial.Nada do que digo quer significar que não vamos incumprir, que há grandes probabilidades de isso não acontecer, que o euro vai sobreviver (de facto, aquilo a que chamávamos euro já não existe), que a União se vai manter, etc. Tudo isso pode acontecer. Ou não. Eu tenho uma opinião. É irrelevante para esta questão. Escusamos é de imaginar que faz sentido sequer pensar em tomarmos a dianteira e dinamitar imediatamente tudo.

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