Vou ali, já volto. Ana Gomes disse à TSF que considera «razoável» a decisão do PS em proibir candidaturas a vários cargos. Razoável é pouco, obviamente, porquanto se trata de uma boa decisão, apenas tardia. Mas, apesar disso, Ana Gomes tem razão quando aponta o exemplo de Paulo Rangel que, mal foi eleito deputado europeu, se disponibilizou para integrar o próximo governo, caso o PSD vença as eleições legislativas. Esta «promiscuidade» das duplas candidaturas e a sua consequência: não cumprir um dos mandatos para qual se foi eleito, não é apreciada pelo «Zé-povinho», o qual, em regra, se desilude, e lhes faz um manguito. Já que andam a regular a quantidade de sal que o pão deve ter, que tal legislar sobre esta questão. É simples: quem não cumprir um mandato, ao qual se candidatou e foi eleito, salvo motivos de saúde ou outros tipificados, deve ficar inibido de se candidatar a qualquer cargo por uma boa dezena de anos. Isto de jogar em vários tabuleiros, desacredita os protagonistas, o que é o menos, mas desacredita, também, o que é grave, a frágil democracia em que vivemos. (Nota de rodapé: Ilda Figueiredo, cabeça de lista do PCP ao parlamento europeu, é candidata à Câmara Municipal de Gaia?) Tomás Vasques
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Vou ali, já volto. Ana Gomes disse à TSF que considera «razoável» a decisão do PS em proibir candidaturas a vários cargos. Razoável é pouco, obviamente, porquanto se trata de uma boa decisão, apenas tardia. Mas, apesar disso, Ana Gomes tem razão quando aponta o exemplo de Paulo Rangel que, mal foi eleito deputado europeu, se disponibilizou para integrar o próximo governo, caso o PSD vença as eleições legislativas. Esta «promiscuidade» das duplas candidaturas e a sua consequência: não cumprir um dos mandatos para qual se foi eleito, não é apreciada pelo «Zé-povinho», o qual, em regra, se desilude, e lhes faz um manguito. Já que andam a regular a quantidade de sal que o pão deve ter, que tal legislar sobre esta questão. É simples: quem não cumprir um mandato, ao qual se candidatou e foi eleito, salvo motivos de saúde ou outros tipificados, deve ficar inibido de se candidatar a qualquer cargo por uma boa dezena de anos. Isto de jogar em vários tabuleiros, desacredita os protagonistas, o que é o menos, mas desacredita, também, o que é grave, a frágil democracia em que vivemos. (Nota de rodapé: Ilda Figueiredo, cabeça de lista do PCP ao parlamento europeu, é candidata à Câmara Municipal de Gaia?) Tomás Vasques