A CGTP criticou hoje a possibilidade de o Governo atribuir incentivos financeiros a serviços privados de emprego pela colocação de desempregados que não estejam a receber subsídio.
"A CGTP-in considera inaceitável a intenção de transferir recursos públicos para o sector privado, especialmente num momento em que se alega que esses recursos são escassos e, por outro lado, é igualmente inaceitável que, ao mesmo tempo que se reduz a retribuição dos trabalhadores do sector público a pretexto da necessidade de reduzir despesa, se pretenda pagar a empresas privadas pela realização de tarefas que podem e devem ser desenvolvidas no âmbito da Administração Pública", diz a intersindical num comunicado.
Para a central sindical, "a entrega destes serviços ao sector privado aponta para a desresponsabilização e possível esvaziamento do serviço público de emprego".
Na quinta-feira, o secretário de Estado do Emprego anunciou que o Governo admite financiar "serviços privados de emprego" que coloquem no mercado de trabalho desempregados que não recebem subsídio de desemprego e acrescentou que conta definir até ao final do ano o enquadramento necessário para tal.
"Se se verificar, nas experiências piloto, que os serviços privados de emprego têm sucesso na colocação de desempregados não subsidiados, o Estado admite pagar a essas agências por esse
serviço", disse aos jornalistas o secretário de Estado do Emprego Pedro Martins.
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A CGTP criticou hoje a possibilidade de o Governo atribuir incentivos financeiros a serviços privados de emprego pela colocação de desempregados que não estejam a receber subsídio.
"A CGTP-in considera inaceitável a intenção de transferir recursos públicos para o sector privado, especialmente num momento em que se alega que esses recursos são escassos e, por outro lado, é igualmente inaceitável que, ao mesmo tempo que se reduz a retribuição dos trabalhadores do sector público a pretexto da necessidade de reduzir despesa, se pretenda pagar a empresas privadas pela realização de tarefas que podem e devem ser desenvolvidas no âmbito da Administração Pública", diz a intersindical num comunicado.
Para a central sindical, "a entrega destes serviços ao sector privado aponta para a desresponsabilização e possível esvaziamento do serviço público de emprego".
Na quinta-feira, o secretário de Estado do Emprego anunciou que o Governo admite financiar "serviços privados de emprego" que coloquem no mercado de trabalho desempregados que não recebem subsídio de desemprego e acrescentou que conta definir até ao final do ano o enquadramento necessário para tal.
"Se se verificar, nas experiências piloto, que os serviços privados de emprego têm sucesso na colocação de desempregados não subsidiados, o Estado admite pagar a essas agências por esse
serviço", disse aos jornalistas o secretário de Estado do Emprego Pedro Martins.