PCP e BE criticam Governo por propor “mais trabalho com menos dinheiro”

15-10-2011
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“Com este Governo trabalha-se mais para ficar mais pobre”, atirou Louçã, no debate quinzenal no Parlamento com a presença do primeiro-ministro. Jerónimo de Sousa acusou “uma política da terra queimada” e que vai “obrigar os trabalhadores a trabalharem mais e gratuitamente”.

O líder do BE acusou hoje o Governo de estar a escrever “uma nova Constituição”, afirmando que as medidas que resultam da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2012 significam “um novo regime social”. Tudo o que Passos Coelho disse na campanha eleitoral, segundo o líder bloquista, era “mentira” e o país conheceu ontem o “PEC VI”.

Jerónimo de Sousa criticou a proposta de OE que, segundo o secretário-geral do PCP, coloca toda a factura sobre os rendimentos do trabalho e poupa o capital financeiro, “que tem graves responsabilidades” na situação do país. E acusou Passos de não conseguir ser “claro sobre offshores”.

“Em relação à factura do capital financeiro aquilo que disse foi zero”, afirmou Jerónimo. Uma receita de “menos investimento, mais desemprego e menos consumo” só pode “falhar”, justificou o líder comunista.

Um primeiro-ministro cada vez mais parecido com Sócrates, que “diz uma coisa e faz outra” e uma proposta de OE “classista”, foram outras das acusações de Jerónimo de Sousa, que acusou Passos Coelho de saber “lá o que é a vida”.

Na resposta, Passos afirmou: “Eu sei o que é a vida. Não escondi que o caminho que temos pela frente é muito estreito e de grande, grande severidade. Não o faço de ânimo leve, acredite".

O primeiro-ministro reafirmou que este OE é “severo”, mas indispensável para que o país retome uma trajectória de crescimento económico e cumpra os compromissos externos assumidos.

Pelo partido ecologista Os Verdes, a deputada Heloísa Apolónia questionou Passos Coelho sobre os limites para os sacrifícios e comparou-o ao ao anterior primeiro-ministro José Sócrates ao apresentar sucessivos pacotes de austeridade. O primeiro-ministro negou e assegurou que o Orçamento de Estado para 2012 contém medidas para "o próximo ano e não para três meses".

“Com este Governo trabalha-se mais para ficar mais pobre”, atirou Louçã, no debate quinzenal no Parlamento com a presença do primeiro-ministro. Jerónimo de Sousa acusou “uma política da terra queimada” e que vai “obrigar os trabalhadores a trabalharem mais e gratuitamente”.

O líder do BE acusou hoje o Governo de estar a escrever “uma nova Constituição”, afirmando que as medidas que resultam da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2012 significam “um novo regime social”. Tudo o que Passos Coelho disse na campanha eleitoral, segundo o líder bloquista, era “mentira” e o país conheceu ontem o “PEC VI”.

Jerónimo de Sousa criticou a proposta de OE que, segundo o secretário-geral do PCP, coloca toda a factura sobre os rendimentos do trabalho e poupa o capital financeiro, “que tem graves responsabilidades” na situação do país. E acusou Passos de não conseguir ser “claro sobre offshores”.

“Em relação à factura do capital financeiro aquilo que disse foi zero”, afirmou Jerónimo. Uma receita de “menos investimento, mais desemprego e menos consumo” só pode “falhar”, justificou o líder comunista.

Um primeiro-ministro cada vez mais parecido com Sócrates, que “diz uma coisa e faz outra” e uma proposta de OE “classista”, foram outras das acusações de Jerónimo de Sousa, que acusou Passos Coelho de saber “lá o que é a vida”.

Na resposta, Passos afirmou: “Eu sei o que é a vida. Não escondi que o caminho que temos pela frente é muito estreito e de grande, grande severidade. Não o faço de ânimo leve, acredite".

O primeiro-ministro reafirmou que este OE é “severo”, mas indispensável para que o país retome uma trajectória de crescimento económico e cumpra os compromissos externos assumidos.

Pelo partido ecologista Os Verdes, a deputada Heloísa Apolónia questionou Passos Coelho sobre os limites para os sacrifícios e comparou-o ao ao anterior primeiro-ministro José Sócrates ao apresentar sucessivos pacotes de austeridade. O primeiro-ministro negou e assegurou que o Orçamento de Estado para 2012 contém medidas para "o próximo ano e não para três meses".

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