Os debates entre candidatos presidenciais, nesta sua primeira fase, têm revelado as razões da desmobilização pública face à próxima eleição do Presidente da República que terá lugar daqui a um mês, dia 23 de Janeiro. De facto, a ausência de diferenças claras na visão do perfil presidencial e a incontornável dificuldade dos candidatos em falar abertamente sobre as respectivas propostas para o exercício das mais altas funções do Estado, quer por razões diplomáticas eleitorais, quer porque os portugueses estão deveras centralizados no problema económico a que Governo, União Europeia e oposição não dão respostas minimamente satisfatórias face ao desalento social, concorrem para que a eleição do Presidente da República resulte numa efeméride ditada quase pelo acaso de uma reeleição por imobilismo ou por uma segunda volta inesperada por margens mínimas. Vale a pena ler alguns textos que desta realidade dão nota quer para verificarmos "o pulso" ao país, quer para percebermos o que é apontado como causa da anomia que envolve o fenómeno: sugiro, para o efeito, que visitem aqui o Politeia, A Carta a Garcia, o Conversa Avinagrada, o Delito de Opinião, o Vermelho Cor de Alface e o Defender o Quadrado. A verdade é que o nosso país suscita, em termos governamentais e presidenciais, apreciações como a que se pode ler em O Tempo das Cerejas, no PuxaPalavra, no SineDie ou no Albergue Espanhol... e se é verdade que o mundo contemporâneo e particularmente o designado mundo ocidental, deveria atender, antes de mais, ao problema aqui abordado pelo Sustentabilidade é Acção, bom seria também que aprendessemos a analisar a realidade não apenas em termos imediatistas e especulativos mas, em termos de médio e longo prazo e que, ao invés de nos bastarmos no esforço do auto-elogio em auto-defesa por exemplo no que respeita à Educação, tivessemos a coragem de olhar para as nossas insuficiências de modo a que as pudessemos corrigir e melhorar qualitativamente, de modo a aumentar as nossas potencialidades para enfrentar o futuro (vale a pena ler, a propósito do PISA, o que hoje se escreveu no Câmara Corporativa e no Aventar)... porque a verdade é que foi hoje noticiado o número astronómico de prestações sociais cortadas ou reduzidas a cidadãos que, seguramente, não enriqueceram nem obtiveram empregos sustentáveis nos últimos meses. Estamos, também aqui, por tudo isto, a viver entre imagens de desejos e especulações que nos levam a evocar a reflexão feita no Certamente, a propósito do caso WikiLeaks.
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Os debates entre candidatos presidenciais, nesta sua primeira fase, têm revelado as razões da desmobilização pública face à próxima eleição do Presidente da República que terá lugar daqui a um mês, dia 23 de Janeiro. De facto, a ausência de diferenças claras na visão do perfil presidencial e a incontornável dificuldade dos candidatos em falar abertamente sobre as respectivas propostas para o exercício das mais altas funções do Estado, quer por razões diplomáticas eleitorais, quer porque os portugueses estão deveras centralizados no problema económico a que Governo, União Europeia e oposição não dão respostas minimamente satisfatórias face ao desalento social, concorrem para que a eleição do Presidente da República resulte numa efeméride ditada quase pelo acaso de uma reeleição por imobilismo ou por uma segunda volta inesperada por margens mínimas. Vale a pena ler alguns textos que desta realidade dão nota quer para verificarmos "o pulso" ao país, quer para percebermos o que é apontado como causa da anomia que envolve o fenómeno: sugiro, para o efeito, que visitem aqui o Politeia, A Carta a Garcia, o Conversa Avinagrada, o Delito de Opinião, o Vermelho Cor de Alface e o Defender o Quadrado. A verdade é que o nosso país suscita, em termos governamentais e presidenciais, apreciações como a que se pode ler em O Tempo das Cerejas, no PuxaPalavra, no SineDie ou no Albergue Espanhol... e se é verdade que o mundo contemporâneo e particularmente o designado mundo ocidental, deveria atender, antes de mais, ao problema aqui abordado pelo Sustentabilidade é Acção, bom seria também que aprendessemos a analisar a realidade não apenas em termos imediatistas e especulativos mas, em termos de médio e longo prazo e que, ao invés de nos bastarmos no esforço do auto-elogio em auto-defesa por exemplo no que respeita à Educação, tivessemos a coragem de olhar para as nossas insuficiências de modo a que as pudessemos corrigir e melhorar qualitativamente, de modo a aumentar as nossas potencialidades para enfrentar o futuro (vale a pena ler, a propósito do PISA, o que hoje se escreveu no Câmara Corporativa e no Aventar)... porque a verdade é que foi hoje noticiado o número astronómico de prestações sociais cortadas ou reduzidas a cidadãos que, seguramente, não enriqueceram nem obtiveram empregos sustentáveis nos últimos meses. Estamos, também aqui, por tudo isto, a viver entre imagens de desejos e especulações que nos levam a evocar a reflexão feita no Certamente, a propósito do caso WikiLeaks.