Francisco José Viegas "encerra um ciclo" com policial

20-03-2015
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É também em Macau que o polícia "acerta contas com o seu passado" como militante comunista, numa cidade que cumpre mais uma vez o seu desígnio de local de refúgio.

Francisco José Viegas está em Macau para participar no festival Rota das Letras, que hoje inicia a sua quarta edição. É a segunda vez que o autor está no território - no ano passado, quando visitou o território a convite do Instituto Português do Oriente, anunciou que Macau seria palco do seu próximo livro.

Um ano depois, o policial continua sem título, mas está, garante, na fase final, e deverá ser publicado em outubro.

As decisões sobre o desfecho já estão tomadas, mas agora é tempo de concretizar "quem vai morrer e quem vai matar", numa história que começa com duas mãos algemadas encontradas no café Caravela, ponto de encontro dos portugueses.

"O resto do corpo está provavelmente na praia em Coloane", adiantou.

Com este livro Jaime Ramos "encerra um ciclo", fazendo a sua última viagem pelo império, onde vem à procura de um homem que se refugia em Macau.

"O meu detetive tem feito um périplo pelos lugares do império, tem procurado estabelecer pontes com esses lugares, porque são para nós memórias não resolvidas. Este polícia viveu sempre na ideia de que havia um império, que havia uma série de territórios onde não se sentiria estranho e a ideia é que ele não se sinta estranho em Macau", descreve, em entrevista à Lusa.

O inspetor vem, então, no encalço de um homem que não se cruza com o mundo dos casinos, mas vem antes para Macau em busca de um porto de abrigo "onde pudesse não ser encontrado".

"De todos os lugares onde esse homem andou, nenhum foi tão perfeito como Macau mas é em Macau que acaba por arranjar problemas. Porque é que ele não foi para Angola ou para Moçambique? Porque apesar de tudo Macau é um refúgio maior", revela.

Esta relação de Viegas, através do inspetor, com os antigos territórios portugueses prende-se com essas "memórias mal resolvidas" decorrentes de um longo período "de costas viradas para a Europa", que fez com que várias gerações olhem para o velho continente como algo "muito mais estranho do que África, ou Brasil, ou Macau". "Essas pessoas interessam-me mais", justifica.

Na sua segunda visita a Macau, Francisco José Viegas voltou a encontrar aquilo que o atraiu da primeira vez: "Vejo Macau como um território estranho e enigmático. O espaço surpreendeu-me muito. A sensação para um ocidental é tremenda porque se sente reduzido à sua real importância quando está na rua. Aquela sensação de que um europeu quando vai a qualquer sítio é dono do mundo, acaba em Macau", conclui.

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Com este livro Jaime Ramos "encerra um ciclo", fazendo a sua última viagem pelo império, onde vem à procura de um homem que se refugia em Macau.

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O inspetor vem, então, no encalço de um homem que não se cruza com o mundo dos casinos, mas vem antes para Macau em busca de um porto de abrigo "onde pudesse não ser encontrado".

"De todos os lugares onde esse homem andou, nenhum foi tão perfeito como Macau mas é em Macau que acaba por arranjar problemas. Porque é que ele não foi para Angola ou para Moçambique? Porque apesar de tudo Macau é um refúgio maior", revela.

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Na sua segunda visita a Macau, Francisco José Viegas voltou a encontrar aquilo que o atraiu da primeira vez: "Vejo Macau como um território estranho e enigmático. O espaço surpreendeu-me muito. A sensação para um ocidental é tremenda porque se sente reduzido à sua real importância quando está na rua. Aquela sensação de que um europeu quando vai a qualquer sítio é dono do mundo, acaba em Macau", conclui.

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