Sonae é a primeira em Portugal a não tolerar subornos
Económico com Lusa
10 Mai 2010
A Sonae é a primeira empresa portuguesa a aderir aos princípios de gestão do Fórum Económico Mundial, um código de ética para gestores no qual as empresas se comprometem, por exemplo, a não tolerar subornos.
De um conjunto de 500 cartas e e-mails enviados a empresas portuguesas cotadas em bolsa, apenas a Sonae respondeu ao convite lançado pelo grupo de jovens gestores (entre os quais um português) 'Young Global Leaders'.
O ‘Young Global Leaders' é um grupo de gestores distinguidos e reconhecidos pelo Fórum Económico Mundial (um por ano) pelos seus feitos profissionais e dedicação à sociedade.
O documento foi elaborado por esse grupo de jovens gestores, incluíndo Gustavo Cardoso, professor e investigador de Tecnologia e Sociedade no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), eleito como "jovem líder global de 2008".
O objectivo deste código de ética é, segundo explicou, criar um juramento para líderes empresariais que sirva de guia quando se enfrentam decisões difíceis.
Luís Reis, administrador da Sonae, explicou que os 300 gestores do grupo serão convidados a subscrever esta "carta de princípios" que faz "um apelo claro à ética nos negócios, um valor especialmente importante nos dias de hoje".
"Este documento apela a que os gestores sejam transparentes na sua actividade. Alguns dos problemas que enfrentamos hoje (crise económica mundial) existem por falta de transparência", disse, adiantando que muitos dos princípios deste documento já fazem parte das regras internas da empresa.
O documento, conhecido por "Juramento de Davos" estabelece que as empresas e os seus gestores adoptem as melhores práticas de ‘corporate governance', em defesa de valores e da ética dos negócios comprometendo-se a respeitar a dignidade das pessoas e a rejeitar subornos assim como a proteger o ambiente e as gerações futuras e a investir na formação dos recursos humanos.
Há cerca de um mês o documento foi enviado para várias grandes empresas portuguesas cotadas na bolsa com o convite à adesão voluntária e individual de cada gestor, sendo assim as empresas uma plataforma de divulgação do documento para que os gestores portugueses possam individualmente aderir.
Gustavo Cardoso acredita que outras empresas, além da Sonae irão aderir a este conjunto de princípios uma vez que "esta é uma mudança que os mercados também incentivam".
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Sonae é a primeira em Portugal a não tolerar subornos
Económico com Lusa
10 Mai 2010
A Sonae é a primeira empresa portuguesa a aderir aos princípios de gestão do Fórum Económico Mundial, um código de ética para gestores no qual as empresas se comprometem, por exemplo, a não tolerar subornos.
De um conjunto de 500 cartas e e-mails enviados a empresas portuguesas cotadas em bolsa, apenas a Sonae respondeu ao convite lançado pelo grupo de jovens gestores (entre os quais um português) 'Young Global Leaders'.
O ‘Young Global Leaders' é um grupo de gestores distinguidos e reconhecidos pelo Fórum Económico Mundial (um por ano) pelos seus feitos profissionais e dedicação à sociedade.
O documento foi elaborado por esse grupo de jovens gestores, incluíndo Gustavo Cardoso, professor e investigador de Tecnologia e Sociedade no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), eleito como "jovem líder global de 2008".
O objectivo deste código de ética é, segundo explicou, criar um juramento para líderes empresariais que sirva de guia quando se enfrentam decisões difíceis.
Luís Reis, administrador da Sonae, explicou que os 300 gestores do grupo serão convidados a subscrever esta "carta de princípios" que faz "um apelo claro à ética nos negócios, um valor especialmente importante nos dias de hoje".
"Este documento apela a que os gestores sejam transparentes na sua actividade. Alguns dos problemas que enfrentamos hoje (crise económica mundial) existem por falta de transparência", disse, adiantando que muitos dos princípios deste documento já fazem parte das regras internas da empresa.
O documento, conhecido por "Juramento de Davos" estabelece que as empresas e os seus gestores adoptem as melhores práticas de ‘corporate governance', em defesa de valores e da ética dos negócios comprometendo-se a respeitar a dignidade das pessoas e a rejeitar subornos assim como a proteger o ambiente e as gerações futuras e a investir na formação dos recursos humanos.
Há cerca de um mês o documento foi enviado para várias grandes empresas portuguesas cotadas na bolsa com o convite à adesão voluntária e individual de cada gestor, sendo assim as empresas uma plataforma de divulgação do documento para que os gestores portugueses possam individualmente aderir.
Gustavo Cardoso acredita que outras empresas, além da Sonae irão aderir a este conjunto de princípios uma vez que "esta é uma mudança que os mercados também incentivam".