Anterior gestão tentou tapar dívidas da ESI

31-07-2014
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Anterior gestão tentou tapar dívidas da ESI

Maria Ana Barroso

maria.barroso@economico.pt

Ontem 23:08

"O Conselho de Administração tomou conhecimento da existência de duas cartas emitidas pelo Banco Espírito Santo a benefício de entidades credoras da Espirito Santo International, cuja aprovação não havia sido realizada de acordo com os procedimentos internos", diz o comunicado do BES. Em causa estão mais de 800 milhões.

Quando Vítor Bento assumiu a liderança do Banco Espírito Santo (BES), a sua equipa detectou a "existência de duas cartas emitidas pelo Banco (...) a benefício de entidades credoras da Espirito Santo International", sociedade do grupo e processo de protecção de credores e tecnicamente falida. Em causa estão cerca de 856 milhões de euros que, a julgar pelo que refere o relatório, serviriam para responder a dívidas da ESI. Esta exposição não estava incluída na comunicação divulgada ao mercado a 10 de Julho, relatando precisamente a exposição do BES ao GES. Vítor Bento assumiria funções dias depois, a 14 de Julho.

Conta ainda a actual equipa de gestão que tais operações não tinham sido submetidas a aprovação "de acordo com os procedimentos internos instituídos no Banco, nem constava dos seus registos contabilísticos a 30 de Junho".

"Para fazer face aos passivos contingentes descritos neste ponto, o Conselho de Administração decidiu constituir uma provisão de 856 milhões de euros", explica o banco.

Este montante faz parte dos 2.130 milhões de euros de imparidades constituídas por conta de "crédito a clientes", dos quais 1.164 milhões são "exposição directa ao GES".

O total de imparidades e contingências foi, recorde-se, de 4.253 milhões de euros.

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Maria Ana Barroso

maria.barroso@economico.pt

Ontem 23:08

"O Conselho de Administração tomou conhecimento da existência de duas cartas emitidas pelo Banco Espírito Santo a benefício de entidades credoras da Espirito Santo International, cuja aprovação não havia sido realizada de acordo com os procedimentos internos", diz o comunicado do BES. Em causa estão mais de 800 milhões.

Quando Vítor Bento assumiu a liderança do Banco Espírito Santo (BES), a sua equipa detectou a "existência de duas cartas emitidas pelo Banco (...) a benefício de entidades credoras da Espirito Santo International", sociedade do grupo e processo de protecção de credores e tecnicamente falida. Em causa estão cerca de 856 milhões de euros que, a julgar pelo que refere o relatório, serviriam para responder a dívidas da ESI. Esta exposição não estava incluída na comunicação divulgada ao mercado a 10 de Julho, relatando precisamente a exposição do BES ao GES. Vítor Bento assumiria funções dias depois, a 14 de Julho.

Conta ainda a actual equipa de gestão que tais operações não tinham sido submetidas a aprovação "de acordo com os procedimentos internos instituídos no Banco, nem constava dos seus registos contabilísticos a 30 de Junho".

"Para fazer face aos passivos contingentes descritos neste ponto, o Conselho de Administração decidiu constituir uma provisão de 856 milhões de euros", explica o banco.

Este montante faz parte dos 2.130 milhões de euros de imparidades constituídas por conta de "crédito a clientes", dos quais 1.164 milhões são "exposição directa ao GES".

O total de imparidades e contingências foi, recorde-se, de 4.253 milhões de euros.

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