322O grande sucesso da reestruturação da dívida grega assinala a contagem decrescente para a saída da crise. Além disso, já apareceram os primeiros sinais positivos com a revisão em alta da notação da Grécia pela agência Fitch, em seis níveis, da categoria do «incumprimento selectivo» para a categoria B-, e a mudança da perspectiva de negativa para estável associada ao rating grego, enquanto se espera que outras agências de notação de risco procedam a movimentos análogos. Trata-se de um voto de confiança às perspectivas de recuperação da economia grega e à sua sustentabilidade, algo que na fase actual é extremamente positivo e importante para a Grécia. Ao mesmo tempo, trata-se de um voto de confiança às decisões apoiadas pela zona euro.
Com base nos novos dados orçamentais, não só se está a realizar o objectivo de a dívida grega atingir 120% do PIB, em 2020, tornando-se sustentável, de acordo com os rigorosos e conservadores pressupostos internacionais, mas também está a ser excedido, visto que as últimas estimativas dos nossos parceiros prevêem uma dívida de 116% do PIB.
Ao mesmo tempo, o relatório de Avaliação da Comissão prevê uma recessão menos grave de 4,7%, a estabilização da economia em 2013 e o regresso ao crescimento em 2014 na ordem dos 2,5%.
Deste modo e mediante a estabilização da cena política, fecha-se o ciclo de insegurança, abrindo-se o caminho para o fluxo de investimentos nos sectores das fontes de energia renováveis, do turismo, das novas tecnologias, das infra-estruturas, da indústria e para o reforço da liquidez das pequenas e médias empresas que darão à economia uma lufada de ar fresco.
Daqui em diante, o melhoramento do ambiente empresarial e o reforço do emprego não são simplesmente prioritários mas constituem, também, uma via de sentido único para a economia grega. A Grécia atingiu os seus limites a nível económico, social e político e a aposta no crescimento constitui já a única saída.
Reconhecendo o contributo dos nossos parceiros, não se deve ignorar que a base da reconstrução da economia grega é, sem dúvida, o próprio povo grego que se submete a sacrifícios e perdeu grande parte dos seus rendimentos, a fim de se aplicar um plano intensivo e exigente de ajustamento orçamental e de mudanças e reformas estruturais.
Existem países com elevado défice orçamental, outros com problemas de competitividade e outros com uma dívida pública relativamente elevada. Actualmente, a Grécia tem uma dívida pública e um défice orçamental elevados, tem problemas de competitividade e regista um elevado défice na balança de transacções correntes. Neste momento, no entanto, está a ser realizado um esforço difícil e consistente para que a economia grega mude e que seja garantido um nível de vida condigno aos cidadãos gregos. Na realidade, os gregos estão sujeitos a perdas e injustiças para salvar a credibilidade do país e garantir o seu crescimento.
Considerando que as evoluções na economia internacional e na zona euro, em particular, serão positivas nos próximos anos, neste caso não deve haver a menor dúvida de que, daqui a alguns anos, a imagem da economia grega seja completamente diferente da actual.
Embaixador da Grécia em Portugal
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322O grande sucesso da reestruturação da dívida grega assinala a contagem decrescente para a saída da crise. Além disso, já apareceram os primeiros sinais positivos com a revisão em alta da notação da Grécia pela agência Fitch, em seis níveis, da categoria do «incumprimento selectivo» para a categoria B-, e a mudança da perspectiva de negativa para estável associada ao rating grego, enquanto se espera que outras agências de notação de risco procedam a movimentos análogos. Trata-se de um voto de confiança às perspectivas de recuperação da economia grega e à sua sustentabilidade, algo que na fase actual é extremamente positivo e importante para a Grécia. Ao mesmo tempo, trata-se de um voto de confiança às decisões apoiadas pela zona euro.
Com base nos novos dados orçamentais, não só se está a realizar o objectivo de a dívida grega atingir 120% do PIB, em 2020, tornando-se sustentável, de acordo com os rigorosos e conservadores pressupostos internacionais, mas também está a ser excedido, visto que as últimas estimativas dos nossos parceiros prevêem uma dívida de 116% do PIB.
Ao mesmo tempo, o relatório de Avaliação da Comissão prevê uma recessão menos grave de 4,7%, a estabilização da economia em 2013 e o regresso ao crescimento em 2014 na ordem dos 2,5%.
Deste modo e mediante a estabilização da cena política, fecha-se o ciclo de insegurança, abrindo-se o caminho para o fluxo de investimentos nos sectores das fontes de energia renováveis, do turismo, das novas tecnologias, das infra-estruturas, da indústria e para o reforço da liquidez das pequenas e médias empresas que darão à economia uma lufada de ar fresco.
Daqui em diante, o melhoramento do ambiente empresarial e o reforço do emprego não são simplesmente prioritários mas constituem, também, uma via de sentido único para a economia grega. A Grécia atingiu os seus limites a nível económico, social e político e a aposta no crescimento constitui já a única saída.
Reconhecendo o contributo dos nossos parceiros, não se deve ignorar que a base da reconstrução da economia grega é, sem dúvida, o próprio povo grego que se submete a sacrifícios e perdeu grande parte dos seus rendimentos, a fim de se aplicar um plano intensivo e exigente de ajustamento orçamental e de mudanças e reformas estruturais.
Existem países com elevado défice orçamental, outros com problemas de competitividade e outros com uma dívida pública relativamente elevada. Actualmente, a Grécia tem uma dívida pública e um défice orçamental elevados, tem problemas de competitividade e regista um elevado défice na balança de transacções correntes. Neste momento, no entanto, está a ser realizado um esforço difícil e consistente para que a economia grega mude e que seja garantido um nível de vida condigno aos cidadãos gregos. Na realidade, os gregos estão sujeitos a perdas e injustiças para salvar a credibilidade do país e garantir o seu crescimento.
Considerando que as evoluções na economia internacional e na zona euro, em particular, serão positivas nos próximos anos, neste caso não deve haver a menor dúvida de que, daqui a alguns anos, a imagem da economia grega seja completamente diferente da actual.
Embaixador da Grécia em Portugal