A audição de Nuno Santos e Hugo Andrade, pedida pelo PS e aprovada na Comissão de Ética na semana passada, versava procurar esclarecimentos da produção de conteúdos na RTP Madeira e da RTP Açores.
De acordo com a deputada do PSD Francisca Almeida, os socialistas têm apresentado "sucessivamente" requerimentos sobre as televisões públicas nas ilhas "apenas para criar factos políticos", ainda para mais num cenário pré-eleitoral na Madeira, com Inês de Medeiros, deputada do PS, a reconhecer que houve de facto um "erro de interpretação" no requerimento do PS mas negando a pretensão de gerar factos políticos.
A concentração da produção local da RTP Madeira e da RTP Açores em quatro horas diárias de emissão, a complementar com a restante emissão de outros canais da RTP no resto do dia, com conteúdos produzidos não localmente, foi anunciada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, numa audição no Parlamento.
"Temos todos o gosto em ouvir os directores de informação e de programas da RTP, mas estes não são os responsáveis pela informação e programação da RTP Madeira e Açores, que têm autonomia", disse a socialista Inês de Medeiros à agência Lusa.
O PSD, por seu turno, quer um "esclarecimento cabal sem aproveitamento político" das emissões das ilhas, lamentando que o PS "não tenha sido claro" no requerimento aprovado e "estranhando" a tardia suspensão das audições previstas para hoje.
"Não se compreende [a suspensão] desde logo porque estava agendada desde a semana passada", considerou Francisca Almeida à Lusa, lembrando que a meio de outubro o presidente do conselho de administração da RTP, Guilherme Costa, será ouvido sobre o assunto e poderá fazer-se acompanhar de quem considerar mais capaz de prestar esclarecimentos.
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A audição de Nuno Santos e Hugo Andrade, pedida pelo PS e aprovada na Comissão de Ética na semana passada, versava procurar esclarecimentos da produção de conteúdos na RTP Madeira e da RTP Açores.
De acordo com a deputada do PSD Francisca Almeida, os socialistas têm apresentado "sucessivamente" requerimentos sobre as televisões públicas nas ilhas "apenas para criar factos políticos", ainda para mais num cenário pré-eleitoral na Madeira, com Inês de Medeiros, deputada do PS, a reconhecer que houve de facto um "erro de interpretação" no requerimento do PS mas negando a pretensão de gerar factos políticos.
A concentração da produção local da RTP Madeira e da RTP Açores em quatro horas diárias de emissão, a complementar com a restante emissão de outros canais da RTP no resto do dia, com conteúdos produzidos não localmente, foi anunciada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, numa audição no Parlamento.
"Temos todos o gosto em ouvir os directores de informação e de programas da RTP, mas estes não são os responsáveis pela informação e programação da RTP Madeira e Açores, que têm autonomia", disse a socialista Inês de Medeiros à agência Lusa.
O PSD, por seu turno, quer um "esclarecimento cabal sem aproveitamento político" das emissões das ilhas, lamentando que o PS "não tenha sido claro" no requerimento aprovado e "estranhando" a tardia suspensão das audições previstas para hoje.
"Não se compreende [a suspensão] desde logo porque estava agendada desde a semana passada", considerou Francisca Almeida à Lusa, lembrando que a meio de outubro o presidente do conselho de administração da RTP, Guilherme Costa, será ouvido sobre o assunto e poderá fazer-se acompanhar de quem considerar mais capaz de prestar esclarecimentos.