PSD e CDS chumbam audição parlamentar de Miguel Relvas sobre a RTP

04-11-2011
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O requerimento para a audição do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, sobre o processo de reestruturação da RTP foi apresentado pelo PS, mas apenas mereceu o apoio do Bloco de Esquerda e PCP.

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da bancada socialista Inês de Medeiros lamentou a decisão de PSD e CDS de chumbarem a audição de Miguel Relvas e considerou que essa opção traduz o “mal-estar” da maioria relativamente ao processo de reestruturação da RTP.

“O caricato desta situação é que, tal como refere o comunicado da Presidência do Conselho de Ministros [de Outubro passado], o Governo encomendou um plano à RTP, retrabalhou o plano, aprovou o plano e o PSD, no final disto tudo, não quer ouvir o senhor ministro responsável por este plano. Venha alguém explicar-nos esta lógica”, comentou Inês de Medeiros.

Versão totalmente distinta apresentou à agência Lusa a vice-presidente da bancada do PSD Francisca Almeida, frisando que os sociais-democratas foram os primeiros a requerer a presença do presidente do Conselho de Administração da RTP, Guilherme Costa, no Parlamento, para explicar o plano de reestruturação da empresa.

“Na própria comissão consensualizou-se uma alteração à grelha de tempos para dar os dez minutos iniciais do presidente da RTP para proceder à apresentação das medidas, só depois se seguindo o período de colocação de questões por parte dos deputados. Antes de outras iniciativas, interessa aos deputados conhecer em detalhe o plano de reestruturação da RTP – e não há ninguém melhor para esse efeito do que o presidente da RTP”, alegou Francisca Almeida.

Francisco Almeida acrescentou depois que o PSD “não coloca totalmente de parte” a hipótese de se ouvir mais tarde o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares sobre este mesmo tema.

“Se julgarmos necessário, então mais tarde poderemos partir para um conjunto de audições, que poderá incluir o senhor ministro ou outras entidades que se julguem necessárias”, referiu a dirigente da bancada do PSD. Para Inês de Medeiros, no entanto, a reacção do PSD “denota o extremo mal-estar” que há sobre o processo para a alienação de um dos canais da RTP.

“Cada vez que o PS tenta perceber as consequências desta decisão do Governo, o PSD vota contra e fez agora o mesmo até em relação ao ministro responsável que aprovou a reestruturação. Temos muita dificuldade em encontrar uma explicação lógica e racional para esta atitude que não seja o profundo mal-estar perante aquilo que consideramos uma opção do ministro Miguel Relvas”, apontou Inês de Madeiros.

O requerimento para a audição do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, sobre o processo de reestruturação da RTP foi apresentado pelo PS, mas apenas mereceu o apoio do Bloco de Esquerda e PCP.

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da bancada socialista Inês de Medeiros lamentou a decisão de PSD e CDS de chumbarem a audição de Miguel Relvas e considerou que essa opção traduz o “mal-estar” da maioria relativamente ao processo de reestruturação da RTP.

“O caricato desta situação é que, tal como refere o comunicado da Presidência do Conselho de Ministros [de Outubro passado], o Governo encomendou um plano à RTP, retrabalhou o plano, aprovou o plano e o PSD, no final disto tudo, não quer ouvir o senhor ministro responsável por este plano. Venha alguém explicar-nos esta lógica”, comentou Inês de Medeiros.

Versão totalmente distinta apresentou à agência Lusa a vice-presidente da bancada do PSD Francisca Almeida, frisando que os sociais-democratas foram os primeiros a requerer a presença do presidente do Conselho de Administração da RTP, Guilherme Costa, no Parlamento, para explicar o plano de reestruturação da empresa.

“Na própria comissão consensualizou-se uma alteração à grelha de tempos para dar os dez minutos iniciais do presidente da RTP para proceder à apresentação das medidas, só depois se seguindo o período de colocação de questões por parte dos deputados. Antes de outras iniciativas, interessa aos deputados conhecer em detalhe o plano de reestruturação da RTP – e não há ninguém melhor para esse efeito do que o presidente da RTP”, alegou Francisca Almeida.

Francisco Almeida acrescentou depois que o PSD “não coloca totalmente de parte” a hipótese de se ouvir mais tarde o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares sobre este mesmo tema.

“Se julgarmos necessário, então mais tarde poderemos partir para um conjunto de audições, que poderá incluir o senhor ministro ou outras entidades que se julguem necessárias”, referiu a dirigente da bancada do PSD. Para Inês de Medeiros, no entanto, a reacção do PSD “denota o extremo mal-estar” que há sobre o processo para a alienação de um dos canais da RTP.

“Cada vez que o PS tenta perceber as consequências desta decisão do Governo, o PSD vota contra e fez agora o mesmo até em relação ao ministro responsável que aprovou a reestruturação. Temos muita dificuldade em encontrar uma explicação lógica e racional para esta atitude que não seja o profundo mal-estar perante aquilo que consideramos uma opção do ministro Miguel Relvas”, apontou Inês de Madeiros.

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