A B S O R T O: SANTA CRUZ DE COIMBRA

26-01-2012
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Como já antes disse concluí, no período de férias, a leitura de “D. Afonso Henriques”, de José Mattoso. Os últimos sublinhados de leitura que aqui deixei datam de há mais de um mês. Vou agora reiniciar a sua publicação quer pelo interesse que a leitura me suscitou, quer pelo importância que atribuo à divulgação da história da vida do governante que mais tempo exerceu o poder em Portugal tendo sido aquele que, na verdade, assumiu, nas circunstâncias do seu tempo, a responsabilidade pela fundação da nacionalidade. As notas de leitura constam sempre de excertos cuja selecção é meramente subjectiva e, neste suporte, nunca podem ser excessivamente longas.“Santa Cruz de Coimbra, graças a um conjunto raro de circunstâncias, é a instituição religiosa medieval portuguesa acerca da qual possuímos, de longe, mais informações, graças ao facto dos seus cónegos terem redigido, ainda durante o século XII, ou seja, bastante perto dos acontecimentos que relatam, não só três textos narrativos ainda impregnados do fervor do impulso inicial – a Vida de Telo (o Fundador) -, a Vida de Teotónio (o primeiro prior) e a Vida de Martinho de Soure (o clérigo exemplar) , como também vários textos normativos muito pormenorizados. (…) Estes textos desmentem a impressão de região periférica com que tantas vezes, frequentemente com razão, se classifica Portugal no contexto da história europeia.”In “D. Afonso Henriques” de José Mattoso, ”7. Santa Cruz”, pgs. 83/84 (21). .


Como já antes disse concluí, no período de férias, a leitura de “D. Afonso Henriques”, de José Mattoso. Os últimos sublinhados de leitura que aqui deixei datam de há mais de um mês. Vou agora reiniciar a sua publicação quer pelo interesse que a leitura me suscitou, quer pelo importância que atribuo à divulgação da história da vida do governante que mais tempo exerceu o poder em Portugal tendo sido aquele que, na verdade, assumiu, nas circunstâncias do seu tempo, a responsabilidade pela fundação da nacionalidade. As notas de leitura constam sempre de excertos cuja selecção é meramente subjectiva e, neste suporte, nunca podem ser excessivamente longas.“Santa Cruz de Coimbra, graças a um conjunto raro de circunstâncias, é a instituição religiosa medieval portuguesa acerca da qual possuímos, de longe, mais informações, graças ao facto dos seus cónegos terem redigido, ainda durante o século XII, ou seja, bastante perto dos acontecimentos que relatam, não só três textos narrativos ainda impregnados do fervor do impulso inicial – a Vida de Telo (o Fundador) -, a Vida de Teotónio (o primeiro prior) e a Vida de Martinho de Soure (o clérigo exemplar) , como também vários textos normativos muito pormenorizados. (…) Estes textos desmentem a impressão de região periférica com que tantas vezes, frequentemente com razão, se classifica Portugal no contexto da história europeia.”In “D. Afonso Henriques” de José Mattoso, ”7. Santa Cruz”, pgs. 83/84 (21). .

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