Mercados em Zoom: Jerónimo Martins renova mínimos de 2010 com dúvidas sobre Polónia
Paulo Zacarias Gomes
paulo.gomes@economico.pt
17:14
Acções em níveis de 2010 depois de o BPI ter cortado a avaliação da empresa devido ao peso da deflação no retalho em Portugal e na Polónia sobre as suas contas. É a sétima casa a fazê-lo este mês.
Jerónimo Martins €8,7180 (-0,92%)
A retalhista encerrou a sessão com a segunda maior queda do PSI 20 e em mínimos de Agosto de 2010, penalizada pelas condições de mercado na Polónia. Depois de conhecida a possível desistência dos mexicanos da Ángeles, os títulos da ESS agravaram a correcção vivida durante a sessão e fecharam a cair 0,5%. O principal índice nacional fechou em terreno positivo, com o suporte dos títulos do BCP e EDP, embora a maior valorização coubesse à Mota Engil, depois do anúncio de 600 milhões de euros em novas obras.
Footsie 100 6.622,72 pontos (-0,36%)
Londres foi excepção aos ganhos entre as principais praças europeias, pressionada pelo comportamento dos títulos do sector do retalho – Marks & Spencer e Next – depois de esta última ter avisado para uma redução das perspectivas de crescimento anuais. As acções do Velho Continente encerraram mais um trimestre de valorizações, perante a especulação de que o BCE deva acrescentar medidas de estímulo na reunião da próxima quinta-feira para fazer frente aos números de persistente baixa inflação na zona euro, que hoje foram confirmados.
eBay 56,50$ (7,29%)
As acções da plataforma de comércio electrónico estão entre as que mais se destacam em Wall Street, depois de anunciado o spin-off da PayPal. Os investidores digerem ainda os dados da confiança do consumidor, que recuou inesperadamente para mínimos de quatro meses, o que acrescenta obstáculos a um possível aumento antecipado dos juros nos EUA por parte da Reserva Federal.
Rublo 0,0253$ (-0,336%)
A moeda russa volta a tocar novos valores mínimos, perante a possibilidade de o Banco Central Russo poder intervir para evitar a fuga de capitais do país, após as rondas de sanções europeias e norte-americanas em resposta à atitude de Moscovo sobre a situação na Ucrânia. A nota verde está em máximos de quatro anos face a um cabaz de 10 divisas internacionais, perante especulação de aumento antecipado dos juros norte-americanos.
Dívida de Portugal a 10 anos 3,164% (0,018)
As obrigações soberanas de Portugal não se incluem no movimento de distensão generalizada que atravessa as “yields” associadas à dívida dos restantes países do Sul do euro. A beneficiar as negociações está a especulação sobre o que fará Mario Draghi na quinta-feira face aos sinais consistentes de reduzida inflação na zona euro, mesmo depois das várias rondas de estímulos já adoptadas.
Pirite de ferro 548 yuan (0,18%)
O abrandamento da economia chinesa reduz a procura por minério de ferro e leva o preço por tonelada métrica, apesar da ligeira valorização deste sessão, à terceira queda trimestral consecutiva – a maior série de recuos registada. Os barris de petróleo crude e brent encaminham-se para fechar a maior queda trimestral em valor dos últimos dois anos, face a projecções de excedentes de produção. A valorização do dólar penaliza o recurso ao ouro, que vê o valor por onça recuar para mínimos de Janeiro.
O Mercados em Zoom, um retrato instantâneo da evolução das bolsas, é actualizado todos os dias úteis às 10h30, 14h45 e 16h45.
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Mercados em Zoom: Jerónimo Martins renova mínimos de 2010 com dúvidas sobre Polónia
Paulo Zacarias Gomes
paulo.gomes@economico.pt
17:14
Acções em níveis de 2010 depois de o BPI ter cortado a avaliação da empresa devido ao peso da deflação no retalho em Portugal e na Polónia sobre as suas contas. É a sétima casa a fazê-lo este mês.
Jerónimo Martins €8,7180 (-0,92%)
A retalhista encerrou a sessão com a segunda maior queda do PSI 20 e em mínimos de Agosto de 2010, penalizada pelas condições de mercado na Polónia. Depois de conhecida a possível desistência dos mexicanos da Ángeles, os títulos da ESS agravaram a correcção vivida durante a sessão e fecharam a cair 0,5%. O principal índice nacional fechou em terreno positivo, com o suporte dos títulos do BCP e EDP, embora a maior valorização coubesse à Mota Engil, depois do anúncio de 600 milhões de euros em novas obras.
Footsie 100 6.622,72 pontos (-0,36%)
Londres foi excepção aos ganhos entre as principais praças europeias, pressionada pelo comportamento dos títulos do sector do retalho – Marks & Spencer e Next – depois de esta última ter avisado para uma redução das perspectivas de crescimento anuais. As acções do Velho Continente encerraram mais um trimestre de valorizações, perante a especulação de que o BCE deva acrescentar medidas de estímulo na reunião da próxima quinta-feira para fazer frente aos números de persistente baixa inflação na zona euro, que hoje foram confirmados.
eBay 56,50$ (7,29%)
As acções da plataforma de comércio electrónico estão entre as que mais se destacam em Wall Street, depois de anunciado o spin-off da PayPal. Os investidores digerem ainda os dados da confiança do consumidor, que recuou inesperadamente para mínimos de quatro meses, o que acrescenta obstáculos a um possível aumento antecipado dos juros nos EUA por parte da Reserva Federal.
Rublo 0,0253$ (-0,336%)
A moeda russa volta a tocar novos valores mínimos, perante a possibilidade de o Banco Central Russo poder intervir para evitar a fuga de capitais do país, após as rondas de sanções europeias e norte-americanas em resposta à atitude de Moscovo sobre a situação na Ucrânia. A nota verde está em máximos de quatro anos face a um cabaz de 10 divisas internacionais, perante especulação de aumento antecipado dos juros norte-americanos.
Dívida de Portugal a 10 anos 3,164% (0,018)
As obrigações soberanas de Portugal não se incluem no movimento de distensão generalizada que atravessa as “yields” associadas à dívida dos restantes países do Sul do euro. A beneficiar as negociações está a especulação sobre o que fará Mario Draghi na quinta-feira face aos sinais consistentes de reduzida inflação na zona euro, mesmo depois das várias rondas de estímulos já adoptadas.
Pirite de ferro 548 yuan (0,18%)
O abrandamento da economia chinesa reduz a procura por minério de ferro e leva o preço por tonelada métrica, apesar da ligeira valorização deste sessão, à terceira queda trimestral consecutiva – a maior série de recuos registada. Os barris de petróleo crude e brent encaminham-se para fechar a maior queda trimestral em valor dos últimos dois anos, face a projecções de excedentes de produção. A valorização do dólar penaliza o recurso ao ouro, que vê o valor por onça recuar para mínimos de Janeiro.
O Mercados em Zoom, um retrato instantâneo da evolução das bolsas, é actualizado todos os dias úteis às 10h30, 14h45 e 16h45.