O Insurgente: Pares entre Primos

03-07-2011
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O post oportuno do Brainstormz acerca de um outro post desse fenómeno da política portuguesa que dá pelo nome de Ana Gomes levantou-me sérias dúvidas. Porque elas são sérias e porque a senhora eurodeputada afirma que o assunto põe em causa a democracia, permitam-me que transcreva mais uma vez o motivo da polémica:Alguém tem dúvidas de que eu - caída de paraquedas na política em 2002 - alguma vez teria sido integrada na lista europeia do PS, em 2004, se não fosse a determinação do então Secretário-Geral Ferro Rodrigues de me incluir e de se valer do sistema de quotas que, pela primeira vez, fez aplicar no Partido para me colocar no lugar elegível na lista em que fui apresentada ao voto do eleitorado?Isto, meus Senhores e minhas Senhoras, é a política portuguesa no seu melhor. Ainda para mais, vinda de alguém que sabe o que é a democracia e que ainda há coisa de dois anos, contestando uma decisão do Presidente da República, se preparava para ir para a rua defender o regime democrático (na altura também estava ofendida, lembram-se?).Cá vão as minhas preocupações:Primeira preocupação:Ana Gomes (AG) afirma-se caída de pára-quedas na política portuguesa. Pergunto eu: a quem devemos nós a queda de tão magnífico anjo?Segunda preocupação:De acordo com AG, o “Secretário-Geral Ferro Rodrigues” para a “colocar no lugar elegível na lista” (leia-se: para a nomear), teve “de se valer do sistema de quotas”. Ora bem, à parte da questão das nomeações versus eleições políticas (que, essa sim, é perigosa para a democracia), ficámos a saber que, afinal o secretário-geral do PS precisa “de se valer” de subterfúgios para se fazer ouvir?Terceira preocupação:O que AG revela é verdadeiramente perigoso: um instrumento que tem em vista alegadamente o aperfeiçamento da democracia, como a regra da paridade, é, na sua génese, subvertido para funcionar como puro mecanismo de nomeação política e, como tal, radicalmente anti-democrático.Só para concluir, o que me preocupa verdadeiramente é que a nenhum dos eleitores foi dada a oportunidade de votar na senhora deputada em causa, ou em qualquer outra ou outro. Se me permitem, o que se pode concluir daqui é que, com leis da paridade ou sem leis da paridade, a democracia portuguesa está reduzida a um grupo restrito de grandes-eleitores, ou mandantes, que escolhem soberanamente os mandatários dos eleitores normais, cidadãos e contribuintes normais, vulgares, mandados.

O post oportuno do Brainstormz acerca de um outro post desse fenómeno da política portuguesa que dá pelo nome de Ana Gomes levantou-me sérias dúvidas. Porque elas são sérias e porque a senhora eurodeputada afirma que o assunto põe em causa a democracia, permitam-me que transcreva mais uma vez o motivo da polémica:Alguém tem dúvidas de que eu - caída de paraquedas na política em 2002 - alguma vez teria sido integrada na lista europeia do PS, em 2004, se não fosse a determinação do então Secretário-Geral Ferro Rodrigues de me incluir e de se valer do sistema de quotas que, pela primeira vez, fez aplicar no Partido para me colocar no lugar elegível na lista em que fui apresentada ao voto do eleitorado?Isto, meus Senhores e minhas Senhoras, é a política portuguesa no seu melhor. Ainda para mais, vinda de alguém que sabe o que é a democracia e que ainda há coisa de dois anos, contestando uma decisão do Presidente da República, se preparava para ir para a rua defender o regime democrático (na altura também estava ofendida, lembram-se?).Cá vão as minhas preocupações:Primeira preocupação:Ana Gomes (AG) afirma-se caída de pára-quedas na política portuguesa. Pergunto eu: a quem devemos nós a queda de tão magnífico anjo?Segunda preocupação:De acordo com AG, o “Secretário-Geral Ferro Rodrigues” para a “colocar no lugar elegível na lista” (leia-se: para a nomear), teve “de se valer do sistema de quotas”. Ora bem, à parte da questão das nomeações versus eleições políticas (que, essa sim, é perigosa para a democracia), ficámos a saber que, afinal o secretário-geral do PS precisa “de se valer” de subterfúgios para se fazer ouvir?Terceira preocupação:O que AG revela é verdadeiramente perigoso: um instrumento que tem em vista alegadamente o aperfeiçamento da democracia, como a regra da paridade, é, na sua génese, subvertido para funcionar como puro mecanismo de nomeação política e, como tal, radicalmente anti-democrático.Só para concluir, o que me preocupa verdadeiramente é que a nenhum dos eleitores foi dada a oportunidade de votar na senhora deputada em causa, ou em qualquer outra ou outro. Se me permitem, o que se pode concluir daqui é que, com leis da paridade ou sem leis da paridade, a democracia portuguesa está reduzida a um grupo restrito de grandes-eleitores, ou mandantes, que escolhem soberanamente os mandatários dos eleitores normais, cidadãos e contribuintes normais, vulgares, mandados.

O post oportuno do Brainstormz acerca de um outro post desse fenómeno da política portuguesa que dá pelo nome de Ana Gomes levantou-me sérias dúvidas. Porque elas são sérias e porque a senhora eurodeputada afirma que o assunto põe em causa a democracia, permitam-me que transcreva mais uma vez o motivo da polémica:Alguém tem dúvidas de que eu - caída de paraquedas na política em 2002 - alguma vez teria sido integrada na lista europeia do PS, em 2004, se não fosse a determinação do então Secretário-Geral Ferro Rodrigues de me incluir e de se valer do sistema de quotas que, pela primeira vez, fez aplicar no Partido para me colocar no lugar elegível na lista em que fui apresentada ao voto do eleitorado?Isto, meus Senhores e minhas Senhoras, é a política portuguesa no seu melhor. Ainda para mais, vinda de alguém que sabe o que é a democracia e que ainda há coisa de dois anos, contestando uma decisão do Presidente da República, se preparava para ir para a rua defender o regime democrático (na altura também estava ofendida, lembram-se?).Cá vão as minhas preocupações:Primeira preocupação:Ana Gomes (AG) afirma-se caída de pára-quedas na política portuguesa. Pergunto eu: a quem devemos nós a queda de tão magnífico anjo?Segunda preocupação:De acordo com AG, o “Secretário-Geral Ferro Rodrigues” para a “colocar no lugar elegível na lista” (leia-se: para a nomear), teve “de se valer do sistema de quotas”. Ora bem, à parte da questão das nomeações versus eleições políticas (que, essa sim, é perigosa para a democracia), ficámos a saber que, afinal o secretário-geral do PS precisa “de se valer” de subterfúgios para se fazer ouvir?Terceira preocupação:O que AG revela é verdadeiramente perigoso: um instrumento que tem em vista alegadamente o aperfeiçamento da democracia, como a regra da paridade, é, na sua génese, subvertido para funcionar como puro mecanismo de nomeação política e, como tal, radicalmente anti-democrático.Só para concluir, o que me preocupa verdadeiramente é que a nenhum dos eleitores foi dada a oportunidade de votar na senhora deputada em causa, ou em qualquer outra ou outro. Se me permitem, o que se pode concluir daqui é que, com leis da paridade ou sem leis da paridade, a democracia portuguesa está reduzida a um grupo restrito de grandes-eleitores, ou mandantes, que escolhem soberanamente os mandatários dos eleitores normais, cidadãos e contribuintes normais, vulgares, mandados.

O post oportuno do Brainstormz acerca de um outro post desse fenómeno da política portuguesa que dá pelo nome de Ana Gomes levantou-me sérias dúvidas. Porque elas são sérias e porque a senhora eurodeputada afirma que o assunto põe em causa a democracia, permitam-me que transcreva mais uma vez o motivo da polémica:Alguém tem dúvidas de que eu - caída de paraquedas na política em 2002 - alguma vez teria sido integrada na lista europeia do PS, em 2004, se não fosse a determinação do então Secretário-Geral Ferro Rodrigues de me incluir e de se valer do sistema de quotas que, pela primeira vez, fez aplicar no Partido para me colocar no lugar elegível na lista em que fui apresentada ao voto do eleitorado?Isto, meus Senhores e minhas Senhoras, é a política portuguesa no seu melhor. Ainda para mais, vinda de alguém que sabe o que é a democracia e que ainda há coisa de dois anos, contestando uma decisão do Presidente da República, se preparava para ir para a rua defender o regime democrático (na altura também estava ofendida, lembram-se?).Cá vão as minhas preocupações:Primeira preocupação:Ana Gomes (AG) afirma-se caída de pára-quedas na política portuguesa. Pergunto eu: a quem devemos nós a queda de tão magnífico anjo?Segunda preocupação:De acordo com AG, o “Secretário-Geral Ferro Rodrigues” para a “colocar no lugar elegível na lista” (leia-se: para a nomear), teve “de se valer do sistema de quotas”. Ora bem, à parte da questão das nomeações versus eleições políticas (que, essa sim, é perigosa para a democracia), ficámos a saber que, afinal o secretário-geral do PS precisa “de se valer” de subterfúgios para se fazer ouvir?Terceira preocupação:O que AG revela é verdadeiramente perigoso: um instrumento que tem em vista alegadamente o aperfeiçamento da democracia, como a regra da paridade, é, na sua génese, subvertido para funcionar como puro mecanismo de nomeação política e, como tal, radicalmente anti-democrático.Só para concluir, o que me preocupa verdadeiramente é que a nenhum dos eleitores foi dada a oportunidade de votar na senhora deputada em causa, ou em qualquer outra ou outro. Se me permitem, o que se pode concluir daqui é que, com leis da paridade ou sem leis da paridade, a democracia portuguesa está reduzida a um grupo restrito de grandes-eleitores, ou mandantes, que escolhem soberanamente os mandatários dos eleitores normais, cidadãos e contribuintes normais, vulgares, mandados.

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