Alhos Vedros ao Poder !: A Quinta da "Ti' Lídia"

07-07-2011
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Não sei como os nossos leitores alhosvedrenses conheceram este espaço, agora entre as Ruas Duarte Pacheco e Agostinho Neto mas, na minha infância, quando nem sequer a Duarte Pacheco chegava aqui e Agostinho Neto não podia ser nome de rua, eu conheci-o como a "Quinta da Ti' Lídia".Era aqui que existia uma vacaria à moda antiga, sem nenhum respeito pelas normas sanitárias europeias, mas onde íamos buscar leite saídinho da teta da vaca para a leiteira ou fervedor, ali com a nata a boiar (a que um amigo meu chamava "peles").Nos meses de Inverno, a sessão da tarde, pelas 18.00, já era no escuro, com lampiões à moda antiga a iluminarem o cenário do barracão.Depois era chegar a casa, ferver o dito cujo e beber.A primeira machadada nesta tradição foram as carrinhas da UCAL que nos traziam o leite do dia à porta. Depois, o posto de leite na Praça Nova, onde se fazia fila desde as 6.30-7.00 da manhã para arranjar leite nos anos de 74-76.No entanto, a memória do leite das vacas da Ti' Lídia é a melhor e custa ver o abandono a que todas estas zonas foram votadas. Resta um dos eucaliptos dos que faziam sombra aos barracões, enquanto a azenha vai ficando cada vez mais ferrugenta, à espera de ser destruída para nascer mais um bunker semelhante ao que lhe está fronteiro há meia dúzia de anos..


Não sei como os nossos leitores alhosvedrenses conheceram este espaço, agora entre as Ruas Duarte Pacheco e Agostinho Neto mas, na minha infância, quando nem sequer a Duarte Pacheco chegava aqui e Agostinho Neto não podia ser nome de rua, eu conheci-o como a "Quinta da Ti' Lídia".Era aqui que existia uma vacaria à moda antiga, sem nenhum respeito pelas normas sanitárias europeias, mas onde íamos buscar leite saídinho da teta da vaca para a leiteira ou fervedor, ali com a nata a boiar (a que um amigo meu chamava "peles").Nos meses de Inverno, a sessão da tarde, pelas 18.00, já era no escuro, com lampiões à moda antiga a iluminarem o cenário do barracão.Depois era chegar a casa, ferver o dito cujo e beber.A primeira machadada nesta tradição foram as carrinhas da UCAL que nos traziam o leite do dia à porta. Depois, o posto de leite na Praça Nova, onde se fazia fila desde as 6.30-7.00 da manhã para arranjar leite nos anos de 74-76.No entanto, a memória do leite das vacas da Ti' Lídia é a melhor e custa ver o abandono a que todas estas zonas foram votadas. Resta um dos eucaliptos dos que faziam sombra aos barracões, enquanto a azenha vai ficando cada vez mais ferrugenta, à espera de ser destruída para nascer mais um bunker semelhante ao que lhe está fronteiro há meia dúzia de anos..

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