em crescer. Porquê?
Será assim tão mau ser-se pequeno? Fazendo a perspectiva digo até que é melhor do que ser-se adulto (credo, que noção longínqua, mas ao mesmo tempo chegada).
Pois ontem, Domingo, a Rita fartou-se de ouviu os protocolares "Ena estás tão crescida". Em tamanho não reparei, na personalidade tampouco.
A Rita é uma das pessoas mais especiais que alguma vez conheci: ela entende-me como poucos (esse privilégio [não é presunção!] é ainda muito reduzido, e isto não significa que haja qualquer reduto da minha parte). A questão é que não sou de fácil trato, nem de compreensão acelerada e poucos têm a paciência e o dom de escutar; a Rita é um desses seres fantásticos que, apesar das suas fraquezas humanas, são dotados de capacidades superiores. São aquilo que comummente se designam por "amigos do seu amigo".
Ela é mais que uma amiga, fazendo quase parte de mim: a compreensão mútua das idiossincrasias torna a nossa relação em algo peculiar, único.
É por isso que não entendo esta urgência de crescer. Todos os bons momentos que vivi são supostamente memórias insolúveis, mas que com o caminhar dos anos se vão enevoando, até ao ponto em que deixam de ser claras. Perdem-se.
Não sou afecto à ideia do Peter Pan de querer ser sempre criança; não é isso.
Apenas não quero crescer tão rápido. Não quero que tudo se apague facilmente, com a vassoura do tempo. Quero que o pensamento, a memória e o vivido se mantenham congruentes, verosímeis.
Já lá vão três cheios anos de amizade, que mais parecem uma vida inteira.
Obrigado Rita. Obrigado.
FGR
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em crescer. Porquê?
Será assim tão mau ser-se pequeno? Fazendo a perspectiva digo até que é melhor do que ser-se adulto (credo, que noção longínqua, mas ao mesmo tempo chegada).
Pois ontem, Domingo, a Rita fartou-se de ouviu os protocolares "Ena estás tão crescida". Em tamanho não reparei, na personalidade tampouco.
A Rita é uma das pessoas mais especiais que alguma vez conheci: ela entende-me como poucos (esse privilégio [não é presunção!] é ainda muito reduzido, e isto não significa que haja qualquer reduto da minha parte). A questão é que não sou de fácil trato, nem de compreensão acelerada e poucos têm a paciência e o dom de escutar; a Rita é um desses seres fantásticos que, apesar das suas fraquezas humanas, são dotados de capacidades superiores. São aquilo que comummente se designam por "amigos do seu amigo".
Ela é mais que uma amiga, fazendo quase parte de mim: a compreensão mútua das idiossincrasias torna a nossa relação em algo peculiar, único.
É por isso que não entendo esta urgência de crescer. Todos os bons momentos que vivi são supostamente memórias insolúveis, mas que com o caminhar dos anos se vão enevoando, até ao ponto em que deixam de ser claras. Perdem-se.
Não sou afecto à ideia do Peter Pan de querer ser sempre criança; não é isso.
Apenas não quero crescer tão rápido. Não quero que tudo se apague facilmente, com a vassoura do tempo. Quero que o pensamento, a memória e o vivido se mantenham congruentes, verosímeis.
Já lá vão três cheios anos de amizade, que mais parecem uma vida inteira.
Obrigado Rita. Obrigado.
FGR