"Tenho as maiores dúvidas" sobre descida da TSU

08-09-2015
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O primeiro-ministro afirmou que tem "as maiores dúvidas" sobre uma descida ambiciosa e ao defender que o que está previsto no memorando da 'troika' é o estudo da medida. "Devemos estudar, calibrar e, se for possível, fazê-lo", disse o primeiro-ministro em gestão, referindo-se ao que, segundo afiança, está escrito no documento que assinou com a Comissão Europeia, o Banco Central e o FMI.

Sócrates reconheceu que "não está claro" nos seus discursos o que pretende fazer em relação à TSU, voltou a criticar a proposta do PSD de a reduzir em quatro por cento e voltou a defender que a descida desta taxa que as empresas pagam à Segurança Social terá que ser compensado, o que levará "a um aumento de impostos".

"Tenho as maiores dúvidas que possa ser feito com a ambição e profundidade que alguns propõem", disse, insistindo com a ideia de que a compensação só poderá fazer-se pela via do aumento dos impostos uma vez que o memorando da 'troika' já impõe para 2012 "uma exigência de corte na despesa e muitas medidas de austeridade".

O primeiro-ministro demissionário, o primeiro líder político a falar esta manhã na conferência do Diário Económico "Governar Portugal", elencou o que disse ser as medidas de sucesso dos seus seis anos de governação em matéria de educação, ciência e qualificação, apontando esta última como um factor-chave para o reforço da competitividade da economia portuguesa. Sócrates deixou mesmo claro, perante uma plateia de empresários, que não concorda com a tese da descida de salários nas empresas como instrumento para o aumento da competitividade, preferindo a aposta na qualificação.

Em matéria de qualificação, Sócrates deu como exemplo o programa Novas Oportunidades, que foi esta semana alvo de uma troca de ataques entre PSD e PS depois de Passos Coelho ter prometido fazer uma auditoria externa. Sócrates saiu em defesa do programa, uma das suas bandeiras desde sempre, classificando-o como "uma tentativa séria e honesta de responder" a um problema de falta de qualificação no país. E voltou a apontar o dedo ao PSD, lembrando que as Novas Oportunidades são já alvo de uma avaliação da parte da Universidade Católica.

O primeiro-ministro apontou como metas para a sua governação, caso ganhe, o reforço das exportações, a aposta na qualificação e nas energias renováveis e a continuação do esforço em matéria de simplificação administrativa, para mitigar a burocracia, que "tem custos" para a economia e para a sociedade.

Da plateia, no momento das perguntas a Sócrates, um empresário elogiou muitas das medidas que o primeiro-ministro tomou ao longo de seis anos mas disse ao primeiro-ministro que "os actos [de Sócrates] não reflectem as palavras". Uma observação que desagradou ao primeiro-ministro. "Não gostei do que disse, faço o meu melhor para que as minhas palavras correspondam ao que eu faço", ripostou Sócrates.

O primeiro-ministro afirmou que tem "as maiores dúvidas" sobre uma descida ambiciosa e ao defender que o que está previsto no memorando da 'troika' é o estudo da medida. "Devemos estudar, calibrar e, se for possível, fazê-lo", disse o primeiro-ministro em gestão, referindo-se ao que, segundo afiança, está escrito no documento que assinou com a Comissão Europeia, o Banco Central e o FMI.

Sócrates reconheceu que "não está claro" nos seus discursos o que pretende fazer em relação à TSU, voltou a criticar a proposta do PSD de a reduzir em quatro por cento e voltou a defender que a descida desta taxa que as empresas pagam à Segurança Social terá que ser compensado, o que levará "a um aumento de impostos".

"Tenho as maiores dúvidas que possa ser feito com a ambição e profundidade que alguns propõem", disse, insistindo com a ideia de que a compensação só poderá fazer-se pela via do aumento dos impostos uma vez que o memorando da 'troika' já impõe para 2012 "uma exigência de corte na despesa e muitas medidas de austeridade".

O primeiro-ministro demissionário, o primeiro líder político a falar esta manhã na conferência do Diário Económico "Governar Portugal", elencou o que disse ser as medidas de sucesso dos seus seis anos de governação em matéria de educação, ciência e qualificação, apontando esta última como um factor-chave para o reforço da competitividade da economia portuguesa. Sócrates deixou mesmo claro, perante uma plateia de empresários, que não concorda com a tese da descida de salários nas empresas como instrumento para o aumento da competitividade, preferindo a aposta na qualificação.

Em matéria de qualificação, Sócrates deu como exemplo o programa Novas Oportunidades, que foi esta semana alvo de uma troca de ataques entre PSD e PS depois de Passos Coelho ter prometido fazer uma auditoria externa. Sócrates saiu em defesa do programa, uma das suas bandeiras desde sempre, classificando-o como "uma tentativa séria e honesta de responder" a um problema de falta de qualificação no país. E voltou a apontar o dedo ao PSD, lembrando que as Novas Oportunidades são já alvo de uma avaliação da parte da Universidade Católica.

O primeiro-ministro apontou como metas para a sua governação, caso ganhe, o reforço das exportações, a aposta na qualificação e nas energias renováveis e a continuação do esforço em matéria de simplificação administrativa, para mitigar a burocracia, que "tem custos" para a economia e para a sociedade.

Da plateia, no momento das perguntas a Sócrates, um empresário elogiou muitas das medidas que o primeiro-ministro tomou ao longo de seis anos mas disse ao primeiro-ministro que "os actos [de Sócrates] não reflectem as palavras". Uma observação que desagradou ao primeiro-ministro. "Não gostei do que disse, faço o meu melhor para que as minhas palavras correspondam ao que eu faço", ripostou Sócrates.

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