“Não seremos mais ou menos exigentes por se tratar de Moedas”

30-09-2014
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“Não seremos mais ou menos exigentes por se tratar de Moedas”

Luís Reis Pires

00:05

Crítcas à nomeção são passado, diz Carlos Zorrinho, do PS, que integra a comissão que avalia hoje o português.

Carlos Moedas vai ser hoje submetido a uma "prova exigente", mas em linha com as dos restantes comissários europeus da lista de Jean-Claude Juncker. Quem o diz é Carlos Zorrinho, eurodeputado do PS que hoje vai estar a avaliar o comissário português. "Não seremos [a família socialista] mais ou menos exigentes por se tratar de Moedas", garante, em conversa com o Diário Económico.

Moedas vai entrar na comissão parlamentar para a Indústria, Investigação e Energia hoje às 8 horas de Lisboa. Pela frente terá um exame oral com cerca de três horas de duração e onde terá de responder a qualquer coisa como 50 perguntas dos eurodeputados. Só do Partido Socialista Europeu (PSE) serão 10 perguntas, algumas feitas por Carlos Zorrinho, o único português que é membro permanente da comissão parlamentar - João Ferreira, da CDU, e Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, são suplentes.

A nomeação de Moedas mereceu fortes críticas do PS, mas Zorrinho garante que esse foi outro momento. "Houve o momento a nível nacional, da designação. Agora que foi nomeado, é o comissário português", afirma o eurodeputado do PS ao Económico. "Não seremos particularmente duros por ser ele, nem seremos patrióticos por ser o comissário português", sublinha.

Apesar de o trabalho feito durante o programa da troika ser reconhecido em Bruxelas, os eurodeputados portugueses foram questionados pelos seus colegas sobre o ex-responsável pela ESAME. "Acontece com todos os comissários, pede-se informação global sobre eles às delegações dos respectivos países", nota Zorrinho. E o que querem os eurodeputados saber? Sobretudo, "se o facto de não ter experiência na área não poderá ser um ‘handicap'".

O eurodeputado do PS antecipa que a prova vai ser dura também pelo momento que vive a União Europeia. "O programa de Juncker tem uma proposta de 300 mil milhões para o crescimento e o emprego, mas entretanto há uma proposta de corte no Horizonte 2020. Na delegação portuguesa, por exemplo, estamos muito mais preocupados em saber se há condições para o pacote dos 300 mil milhões e com o impulso que foi prometido para reforçar a arquitectura da união económica e monetária", frisa.

O presidente da comissão parlamentar que vai ouvir Moedas, Jerzy Buzek, disse ontem, em Bruxelas, que Moedas tem condições para fazer "responder de forma excelente às questões" que lhe forem colocadas. "Não penso que [a audição] seja muito difícil para alguém que tenha estado muito envolvido no mundo dos negócios e das finanças no passado", acrescentou aquele que também já foi presidente do Parlamento Europeu.

Zorrinho concorda. "Vai ser difícil, mas não creio que vá ser, de todo, das audições mais problemáticas". Essas ficam guardadas para amanhã e para a próxima segunda-feira.

“Não seremos mais ou menos exigentes por se tratar de Moedas”

Luís Reis Pires

00:05

Crítcas à nomeção são passado, diz Carlos Zorrinho, do PS, que integra a comissão que avalia hoje o português.

Carlos Moedas vai ser hoje submetido a uma "prova exigente", mas em linha com as dos restantes comissários europeus da lista de Jean-Claude Juncker. Quem o diz é Carlos Zorrinho, eurodeputado do PS que hoje vai estar a avaliar o comissário português. "Não seremos [a família socialista] mais ou menos exigentes por se tratar de Moedas", garante, em conversa com o Diário Económico.

Moedas vai entrar na comissão parlamentar para a Indústria, Investigação e Energia hoje às 8 horas de Lisboa. Pela frente terá um exame oral com cerca de três horas de duração e onde terá de responder a qualquer coisa como 50 perguntas dos eurodeputados. Só do Partido Socialista Europeu (PSE) serão 10 perguntas, algumas feitas por Carlos Zorrinho, o único português que é membro permanente da comissão parlamentar - João Ferreira, da CDU, e Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, são suplentes.

A nomeação de Moedas mereceu fortes críticas do PS, mas Zorrinho garante que esse foi outro momento. "Houve o momento a nível nacional, da designação. Agora que foi nomeado, é o comissário português", afirma o eurodeputado do PS ao Económico. "Não seremos particularmente duros por ser ele, nem seremos patrióticos por ser o comissário português", sublinha.

Apesar de o trabalho feito durante o programa da troika ser reconhecido em Bruxelas, os eurodeputados portugueses foram questionados pelos seus colegas sobre o ex-responsável pela ESAME. "Acontece com todos os comissários, pede-se informação global sobre eles às delegações dos respectivos países", nota Zorrinho. E o que querem os eurodeputados saber? Sobretudo, "se o facto de não ter experiência na área não poderá ser um ‘handicap'".

O eurodeputado do PS antecipa que a prova vai ser dura também pelo momento que vive a União Europeia. "O programa de Juncker tem uma proposta de 300 mil milhões para o crescimento e o emprego, mas entretanto há uma proposta de corte no Horizonte 2020. Na delegação portuguesa, por exemplo, estamos muito mais preocupados em saber se há condições para o pacote dos 300 mil milhões e com o impulso que foi prometido para reforçar a arquitectura da união económica e monetária", frisa.

O presidente da comissão parlamentar que vai ouvir Moedas, Jerzy Buzek, disse ontem, em Bruxelas, que Moedas tem condições para fazer "responder de forma excelente às questões" que lhe forem colocadas. "Não penso que [a audição] seja muito difícil para alguém que tenha estado muito envolvido no mundo dos negócios e das finanças no passado", acrescentou aquele que também já foi presidente do Parlamento Europeu.

Zorrinho concorda. "Vai ser difícil, mas não creio que vá ser, de todo, das audições mais problemáticas". Essas ficam guardadas para amanhã e para a próxima segunda-feira.

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