Devaneios Desintéricos: Watada

27-01-2012
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Verdadeiro idealista ou oportunista mediático? Ninguém sabe, por terras norte americanas, como definir as atitudes do primeiro tenente do US Army Ehren Watada. Este jovem havaiano, cujo pai já se havia recusado a combater na Guerra do Vietname, recusou-se a levar a cabo as suas funções militares no Iraque. Consta que Watada, dando cumprimento a um historial de excelência académica terá, por sua própria iniciativa, encetado um estudo aprofundado da História do Médio Oriente e do Iraque, das Relações Internacionais, do Direito Internacional Público não esquecendo as razões apontadas pela Administração Bush...e ainda foi falar com veteranos do Iraque! Na posse de toda esta informação, foi entendimento da consciência de Ehren ser de recusar ser transferido para o atoleiro iraquiano. A sua recusa foi juridicamente fundada na violação, por parte do presidente dos EUA, do Acto dos Poderes de Guerra, da Carta das Nações Unidas, da Constituição dos EUA, da Convenção de Genebra e dos Princípios de Nuremberga. "Tudo por causa de uma mentira", afirmou, declarando preferir ir para o Afeganistão, uma guerra com "maior suporte legal". A franqueza, não obstante os depoimentos de professores universitários de Direito em seu favor, valeu-lhe um julgamento que corre os seus termos em Tribunal Marcial, sob acusação de ofensa a oficial superior (neste caso, Bush) e recusa em acatar ordem. O recém transformado em ícone do pacifismo norte americano passa, deste modo, para a História como o primeiro soldado a recusar a mentira Iraquiana. Este julgamento assume, assim, a valência interessante de um primeiro afloramento, rectius, de um pré Julgamento da História. Sejam quais forem as reais razões de Watada, a verdade é que a Farsa encontra aqui um primeiro embate com a Justiça. Esta não será, quase de certeza, feita. Mas pelo menos ficará um primeiro registo.


Verdadeiro idealista ou oportunista mediático? Ninguém sabe, por terras norte americanas, como definir as atitudes do primeiro tenente do US Army Ehren Watada. Este jovem havaiano, cujo pai já se havia recusado a combater na Guerra do Vietname, recusou-se a levar a cabo as suas funções militares no Iraque. Consta que Watada, dando cumprimento a um historial de excelência académica terá, por sua própria iniciativa, encetado um estudo aprofundado da História do Médio Oriente e do Iraque, das Relações Internacionais, do Direito Internacional Público não esquecendo as razões apontadas pela Administração Bush...e ainda foi falar com veteranos do Iraque! Na posse de toda esta informação, foi entendimento da consciência de Ehren ser de recusar ser transferido para o atoleiro iraquiano. A sua recusa foi juridicamente fundada na violação, por parte do presidente dos EUA, do Acto dos Poderes de Guerra, da Carta das Nações Unidas, da Constituição dos EUA, da Convenção de Genebra e dos Princípios de Nuremberga. "Tudo por causa de uma mentira", afirmou, declarando preferir ir para o Afeganistão, uma guerra com "maior suporte legal". A franqueza, não obstante os depoimentos de professores universitários de Direito em seu favor, valeu-lhe um julgamento que corre os seus termos em Tribunal Marcial, sob acusação de ofensa a oficial superior (neste caso, Bush) e recusa em acatar ordem. O recém transformado em ícone do pacifismo norte americano passa, deste modo, para a História como o primeiro soldado a recusar a mentira Iraquiana. Este julgamento assume, assim, a valência interessante de um primeiro afloramento, rectius, de um pré Julgamento da História. Sejam quais forem as reais razões de Watada, a verdade é que a Farsa encontra aqui um primeiro embate com a Justiça. Esta não será, quase de certeza, feita. Mas pelo menos ficará um primeiro registo.

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