Do Portugal Profundo

20-01-2012
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Três perguntas em voz alta sobre o caso da apreensão pela ASAE, entre 12 e 14 de janeiro de 2012, à moda do hermano Hugo Chávez, de cerca de 400 mil litros de leite no Pingo Doce e no Continente:
Num país dominado pelo socratismo - sete meses depois de eleições que o PS perdeu!... -, como se pode querer que os empresários, como Alexandre Soares dos Santos, da Jerónimo Martins , resistam à deslocalização para o estrangeiro , neste caso da sede dos seus investimentos, provadamente sujeitos às tropelias socialisto-maçónicas da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), capitaneada por António Nunes, ex-diretor-geral de Viação?
Substitui-se a ASAE, do socialista-universalista António Nunes, armado em protetor dos agricultores que o socratismo desprezou, aos tribunais na análise de um caso complexo como é a imputação de dumping, ainda por cima contra alguém que o socratismo dos «truques» detesta?
Se o leite não estava estragado, pretende a ASAE, de António Nunes, esmagar os consumidores portugueses, empobrecidos pelas políticas socratinas, que aproveitam estas promoções do leite, do arroz e de outros produtos básicos?
Compreendo a contestação dos produtores de leite à concorrência externa, nomeadamente leite polaco, que não é de agora, pois o leite galego a mais baixo custo há anos que é vendido nas cadeias comerciais portuguesas, , que lhes degrada os preços - e também o desagrado das empresas portuguesas de laticínios. Mas as táticas de promoção de loss leader, como a oferta pelo Pingo Doce de uma embalagem de leite meio gordo de marca própria na compra de outra ou, no caso do Continente, descontos acumuláveis no cartão de crédito da loja, são processos de marketing comuns para atracção de consumidores. Os consumidores não compram apenas um produto, mas um cabaz e a perda relativa (se for...) num produto é mais do que compensada pela margem e volume nas compras de outros nessa visita à loja. Por outro lado, na formação do preço, existem parcelas financeiras, de pagamento dilatado, e comerciais (como compensação da empresa produtora em custos de promoção e publicidade) que devem ser analisadas. E nem sempre uma baixa de preço significa dumping, mas uma diminuição da margem de lucro: até há pouco tempo os chocolates After Eight custavam 5 euros no Continente, enquanto o Lidl os pôs à venda por menos de dois euros.-

A mágoa, neste início de Janeiro de 2012, com a passagem da Sociedade Francisco Manuel dos Santos (detentora de 56% da Jerónimo Martins) para a Holanda, deslocalizando a  sua sede - alegadamente, como 19 das 20 empresas cotadas no índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa - é parte de um movimento de fuga de capitais para outros países onde têm menos custos e melhor remuneração. Mais grave do que esse movimento de capitais e investimentos é a fuga de pessoas, que vão buscar noutros países as condições que o Estado aqui lhes negou. Mas a saída de capitais e de pessoas - nas quais avultam os 12 por cento de desempregados que o socratismo deixou - para o estrangeiro tem como principal responsável o socratismo. O socratismo arruinou o País e agora, ainda por dentro do Estado e dos organismos direta e indiretamente dele dependentes, continua, na prática, a prejudicar gravemente os esforços do novo governo na reorganização das finanças e na recuperação da economia.

Acredito na interpretação de que esta, e outras orquestrações, pretendem criar o clima de desagrado para o regresso do auto-exilado seletivo - faltoso a tribunal de Lisboa, em dia útil, e almoçarista na capital portuguesa, ao fim de semana - ao Governo do país que arruinou. Não é só na eleição presidencial de 2016 que Sócrates pretende voltar: é o mais cedo possível e ao Governo.

Quem o seu inimigo poupa, nas mãos lhe morre. Ou Passos faz imediatamente a barrela geral do Estado, e das instituições dependentes, ou o socratismo, que corrói a ação do Governo PSD-CDS, volta ao poder mais cedo do que o PSD suave e o CDS neutro pensam.


Três perguntas em voz alta sobre o caso da apreensão pela ASAE, entre 12 e 14 de janeiro de 2012, à moda do hermano Hugo Chávez, de cerca de 400 mil litros de leite no Pingo Doce e no Continente:
Num país dominado pelo socratismo - sete meses depois de eleições que o PS perdeu!... -, como se pode querer que os empresários, como Alexandre Soares dos Santos, da Jerónimo Martins , resistam à deslocalização para o estrangeiro , neste caso da sede dos seus investimentos, provadamente sujeitos às tropelias socialisto-maçónicas da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), capitaneada por António Nunes, ex-diretor-geral de Viação?
Substitui-se a ASAE, do socialista-universalista António Nunes, armado em protetor dos agricultores que o socratismo desprezou, aos tribunais na análise de um caso complexo como é a imputação de dumping, ainda por cima contra alguém que o socratismo dos «truques» detesta?
Se o leite não estava estragado, pretende a ASAE, de António Nunes, esmagar os consumidores portugueses, empobrecidos pelas políticas socratinas, que aproveitam estas promoções do leite, do arroz e de outros produtos básicos?
Compreendo a contestação dos produtores de leite à concorrência externa, nomeadamente leite polaco, que não é de agora, pois o leite galego a mais baixo custo há anos que é vendido nas cadeias comerciais portuguesas, , que lhes degrada os preços - e também o desagrado das empresas portuguesas de laticínios. Mas as táticas de promoção de loss leader, como a oferta pelo Pingo Doce de uma embalagem de leite meio gordo de marca própria na compra de outra ou, no caso do Continente, descontos acumuláveis no cartão de crédito da loja, são processos de marketing comuns para atracção de consumidores. Os consumidores não compram apenas um produto, mas um cabaz e a perda relativa (se for...) num produto é mais do que compensada pela margem e volume nas compras de outros nessa visita à loja. Por outro lado, na formação do preço, existem parcelas financeiras, de pagamento dilatado, e comerciais (como compensação da empresa produtora em custos de promoção e publicidade) que devem ser analisadas. E nem sempre uma baixa de preço significa dumping, mas uma diminuição da margem de lucro: até há pouco tempo os chocolates After Eight custavam 5 euros no Continente, enquanto o Lidl os pôs à venda por menos de dois euros.-

A mágoa, neste início de Janeiro de 2012, com a passagem da Sociedade Francisco Manuel dos Santos (detentora de 56% da Jerónimo Martins) para a Holanda, deslocalizando a  sua sede - alegadamente, como 19 das 20 empresas cotadas no índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa - é parte de um movimento de fuga de capitais para outros países onde têm menos custos e melhor remuneração. Mais grave do que esse movimento de capitais e investimentos é a fuga de pessoas, que vão buscar noutros países as condições que o Estado aqui lhes negou. Mas a saída de capitais e de pessoas - nas quais avultam os 12 por cento de desempregados que o socratismo deixou - para o estrangeiro tem como principal responsável o socratismo. O socratismo arruinou o País e agora, ainda por dentro do Estado e dos organismos direta e indiretamente dele dependentes, continua, na prática, a prejudicar gravemente os esforços do novo governo na reorganização das finanças e na recuperação da economia.

Acredito na interpretação de que esta, e outras orquestrações, pretendem criar o clima de desagrado para o regresso do auto-exilado seletivo - faltoso a tribunal de Lisboa, em dia útil, e almoçarista na capital portuguesa, ao fim de semana - ao Governo do país que arruinou. Não é só na eleição presidencial de 2016 que Sócrates pretende voltar: é o mais cedo possível e ao Governo.

Quem o seu inimigo poupa, nas mãos lhe morre. Ou Passos faz imediatamente a barrela geral do Estado, e das instituições dependentes, ou o socratismo, que corrói a ação do Governo PSD-CDS, volta ao poder mais cedo do que o PSD suave e o CDS neutro pensam.

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