A crer na notícia, um membro do (des)governo da Nação, ter-se-á ufanado (a propósito dos números do desmprego) pelo feito hercúleo de “todos os que previram que Portugal ultrapassaria os 11 por cento no ano de 2010 falharam. Os dados do final do ano estão dentro das previsões que o Governo tinha feito e mostram que há uma estabilidade, apesar de elevado”. Repare-se na vitória deste cavalheiro: A taxa de desemprego em Portugal, em 2010 e de acordo com a notícia, não foi, de facto, de 11 % ou acima, mas ficou-se por uns modestos 10,9 %! Realmente, é caso para dizer que é obra que merece, no mínimo, um brinde com um Dom Perignon, tal o feito!O que este cavalheiro se esquece é que, a crer, por exemplo, nesta peça de campanha negra a “previsão do Governo português, inscrita no Orçamento de Estado para 2010, aponta(va) para uma taxa média de desemprego de 9,8% ao longo deste ano”. Se a previsão era de 9,8 % e, no final o resultado é de 10,9 %, está visto que não restam grandes dúvidas da capacidade de previsão por parte do (des)governo da Nação (ao qual este cavalheiro também pertence)... Pelo menos no que ao desemprego diz respeito!E sabendo-se, mais do que a percentagem (pelos vistos, brilhante, dado que também aqui se obteve um número abaixo para mais este défice), das centenas de milhares de pessoas afectadas pelo desemprego, dá vontade de perguntar: De que se vangloria este cavalheiro? Haverá mesmo motivos para celebrar vitória tão esmagadora?Manuel Salgueiro
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A crer na notícia, um membro do (des)governo da Nação, ter-se-á ufanado (a propósito dos números do desmprego) pelo feito hercúleo de “todos os que previram que Portugal ultrapassaria os 11 por cento no ano de 2010 falharam. Os dados do final do ano estão dentro das previsões que o Governo tinha feito e mostram que há uma estabilidade, apesar de elevado”. Repare-se na vitória deste cavalheiro: A taxa de desemprego em Portugal, em 2010 e de acordo com a notícia, não foi, de facto, de 11 % ou acima, mas ficou-se por uns modestos 10,9 %! Realmente, é caso para dizer que é obra que merece, no mínimo, um brinde com um Dom Perignon, tal o feito!O que este cavalheiro se esquece é que, a crer, por exemplo, nesta peça de campanha negra a “previsão do Governo português, inscrita no Orçamento de Estado para 2010, aponta(va) para uma taxa média de desemprego de 9,8% ao longo deste ano”. Se a previsão era de 9,8 % e, no final o resultado é de 10,9 %, está visto que não restam grandes dúvidas da capacidade de previsão por parte do (des)governo da Nação (ao qual este cavalheiro também pertence)... Pelo menos no que ao desemprego diz respeito!E sabendo-se, mais do que a percentagem (pelos vistos, brilhante, dado que também aqui se obteve um número abaixo para mais este défice), das centenas de milhares de pessoas afectadas pelo desemprego, dá vontade de perguntar: De que se vangloria este cavalheiro? Haverá mesmo motivos para celebrar vitória tão esmagadora?Manuel Salgueiro