Face ao aumento da procura, é provável que a Associação Nacional de Farmácias admita a possibilidade de os farmacêuticos serem obrigados a receitar genéricos para os crescentes focos de enjoo e de nojo que grassam por aí. A possibilidade de produção e comercialização de vomitórios portáteis também não está descartada. Alguns defendem que a epidemia se estanca com o arquivamento ou com o silenciamento na comunicação social (o que era provável que viesse a produzir o mesmo resultado) do caso Freeport. Confesso que me repugnam as aparições cirúrgicas dos pretensos senadores da nação, que ao invés de aproveitarem a sua autoridade para exigirem a moralização da vida pública e, consequentemente, o cabal esclarecimento das situações e das implicações menos claras que, supostamente, envolvem agentes políticos, venham pugnar pelo manto de silêncio e pela reserva da informação.O problema, nesta fase, é que os cidadãos perderam a confiança no controlo demasiado restringido da informação e temem pela eventual existência de pressões, ameaças ou desinteresses que tolham as investigações, pelo que reclamam vir a ser informados sobre os resultados da investigação de todas as pistas e de todos os indivíduos, pois ninguém está acima ou ao lado da lei.O que, nesta fase, mais enjoaria as pessoas, não seria, certamente, o incómodo político de ver correlegionários nossos envolvidos no caso, mas, antes, a suspeita de que, por quaisquer proteccionismos ou prevenção de instabilidades, não se apurasse toda a verdade, doa a quem doer.Alguém se questiona sobre as motivações que levaram o presidente do Sindicato dos Magistrados do MP e os magistrados que conduzem o caso Freeport a deixarem transparecer, publicamente, a existência de pressões e de ameaças? Segundo os órgãos de comunicação social, essas denúncias haviam sido transmitidas superiormente e o que, alegadamente, terá ocorrido? Nada, ou seja, a negação pública da existência de pressões. A denúncia pública é a melhor defesa e garantia contra as pretensas tentativas de isolamento e de exercício de represálias que venham a ser agitadas contra os agentes de justiça que decidem no âmbito do caso Freeport.O que começa a enojar muitos cidadãos deste país, que não abdicam da sua liberdade e do seu espírito crítico, é a circunstância de alguns não manifestarem, publicamente, o seu enjoo face a recorrentes quebras de compromissos políticos e de fugas à verdade, face a golpes de esperteza saloia, face às afrontas de que muitos profissionais dignos deste país (como é o caso dos professores) foram objecto ou face ao endividamento irresponsável do país.Nojo metem as opções políticas e administrativas que não garantem a contratação dos quadros técnicos suficientes por parte da administração fiscal para não deixarem prescrever um terço dos 10,9 milhões de euros de correcções ao IVA da banca (vide em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372851), mas, em contrapartida, dispõem dos recursos humanos e dos mecanismos implacáveis para exigirem multas e coimas no cumprimento das obrigações fiscais aos cidadãos anónimos do país, no dia imediato ao do fim do prazo para liquidação.Nojo causam-nos aqueles que não se enjoam com a incompetência, com a falta de seriedade política e com as injustiças criadas e mantidas por aqueles que nos (des)governam, fingindo não ver o óbvio.Por favor, não continuem a abusar da inteligência dos portugueses!
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Face ao aumento da procura, é provável que a Associação Nacional de Farmácias admita a possibilidade de os farmacêuticos serem obrigados a receitar genéricos para os crescentes focos de enjoo e de nojo que grassam por aí. A possibilidade de produção e comercialização de vomitórios portáteis também não está descartada. Alguns defendem que a epidemia se estanca com o arquivamento ou com o silenciamento na comunicação social (o que era provável que viesse a produzir o mesmo resultado) do caso Freeport. Confesso que me repugnam as aparições cirúrgicas dos pretensos senadores da nação, que ao invés de aproveitarem a sua autoridade para exigirem a moralização da vida pública e, consequentemente, o cabal esclarecimento das situações e das implicações menos claras que, supostamente, envolvem agentes políticos, venham pugnar pelo manto de silêncio e pela reserva da informação.O problema, nesta fase, é que os cidadãos perderam a confiança no controlo demasiado restringido da informação e temem pela eventual existência de pressões, ameaças ou desinteresses que tolham as investigações, pelo que reclamam vir a ser informados sobre os resultados da investigação de todas as pistas e de todos os indivíduos, pois ninguém está acima ou ao lado da lei.O que, nesta fase, mais enjoaria as pessoas, não seria, certamente, o incómodo político de ver correlegionários nossos envolvidos no caso, mas, antes, a suspeita de que, por quaisquer proteccionismos ou prevenção de instabilidades, não se apurasse toda a verdade, doa a quem doer.Alguém se questiona sobre as motivações que levaram o presidente do Sindicato dos Magistrados do MP e os magistrados que conduzem o caso Freeport a deixarem transparecer, publicamente, a existência de pressões e de ameaças? Segundo os órgãos de comunicação social, essas denúncias haviam sido transmitidas superiormente e o que, alegadamente, terá ocorrido? Nada, ou seja, a negação pública da existência de pressões. A denúncia pública é a melhor defesa e garantia contra as pretensas tentativas de isolamento e de exercício de represálias que venham a ser agitadas contra os agentes de justiça que decidem no âmbito do caso Freeport.O que começa a enojar muitos cidadãos deste país, que não abdicam da sua liberdade e do seu espírito crítico, é a circunstância de alguns não manifestarem, publicamente, o seu enjoo face a recorrentes quebras de compromissos políticos e de fugas à verdade, face a golpes de esperteza saloia, face às afrontas de que muitos profissionais dignos deste país (como é o caso dos professores) foram objecto ou face ao endividamento irresponsável do país.Nojo metem as opções políticas e administrativas que não garantem a contratação dos quadros técnicos suficientes por parte da administração fiscal para não deixarem prescrever um terço dos 10,9 milhões de euros de correcções ao IVA da banca (vide em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372851), mas, em contrapartida, dispõem dos recursos humanos e dos mecanismos implacáveis para exigirem multas e coimas no cumprimento das obrigações fiscais aos cidadãos anónimos do país, no dia imediato ao do fim do prazo para liquidação.Nojo causam-nos aqueles que não se enjoam com a incompetência, com a falta de seriedade política e com as injustiças criadas e mantidas por aqueles que nos (des)governam, fingindo não ver o óbvio.Por favor, não continuem a abusar da inteligência dos portugueses!