Octávio V. Gonçalves: Para se acabar de vez com esta fantochada

27-01-2012
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In A Voz de Trás-os-Montes, 17-02-2011
Começo por afirmar que, aparte distanciamentos, divergências, amuos ou satelizações que possam ter ocorrido ou estar a ocorrer, me congratulo com a disposição manifestada, nesta notícia, pelos colegas do Liceu para se manifestarem publicamente contra o modelo de avaliação.Como já referi em posts anteriores, apenas se me afigura penoso pensar no tempo desperdiçado, no trabalho infrutífero, nas perturbações e nos conflitos escusados, em que escolas e professores se consumiram para que muitos se pudessem voltar a consciencializar da aberração que aceitaram ou toleraram, em nome de um frete dos sindicatos ao ministério da Educação e ao governo.Todavia, por uma questão de convicção e de coerência, estarei nas manifestações que tenham como principal motivação e reivindicação a suspensão e a consequente erradicação deste modelo de avaliação do desempenho.Na sequência das afirmações produzidas, na peça jornalística, pelo representante sindical da FNE, confesso que me arrepia admitir que os professores estejam, mais uma vez, a ser utilizados como cobaias para se "testar" um modelo que já toda a gente percebeu (excepto o ministério da Educação, certos directores e muitos sindicalistas) que não é susceptível de poder ser operacionalizado em condições de rigor, de seriedade e de justiça, sobretudo, quando estão em causa, quer a carreira dos professores, quer o prejuízo para as aprendizagens dos alunos.Talvez os próprios dirigentes e representantes sindicais pudessem ter constituído uma excelente coorte para a testagem do modelo, pois daí não adviria nenhuma perturbação para as escolas.Mas, independentemente destes desabafos e "alfinetes" que não podem ser reprimidos, até pelo destratamento a que os resistentes a este modelo de avaliação foram sujeitos, o mais relevante é que todos os professores e os seus representantes possam, agora, convergir na acção para acabarem definitivamente, sem recauchutagens ou paninhos quentes, com o modelo e os desacreditados processos avaliativos que desesperam e indignam os professores, nas escolas.Até porque ninguém poda ou apara uma erva daninha.

In A Voz de Trás-os-Montes, 17-02-2011
Começo por afirmar que, aparte distanciamentos, divergências, amuos ou satelizações que possam ter ocorrido ou estar a ocorrer, me congratulo com a disposição manifestada, nesta notícia, pelos colegas do Liceu para se manifestarem publicamente contra o modelo de avaliação.Como já referi em posts anteriores, apenas se me afigura penoso pensar no tempo desperdiçado, no trabalho infrutífero, nas perturbações e nos conflitos escusados, em que escolas e professores se consumiram para que muitos se pudessem voltar a consciencializar da aberração que aceitaram ou toleraram, em nome de um frete dos sindicatos ao ministério da Educação e ao governo.Todavia, por uma questão de convicção e de coerência, estarei nas manifestações que tenham como principal motivação e reivindicação a suspensão e a consequente erradicação deste modelo de avaliação do desempenho.Na sequência das afirmações produzidas, na peça jornalística, pelo representante sindical da FNE, confesso que me arrepia admitir que os professores estejam, mais uma vez, a ser utilizados como cobaias para se "testar" um modelo que já toda a gente percebeu (excepto o ministério da Educação, certos directores e muitos sindicalistas) que não é susceptível de poder ser operacionalizado em condições de rigor, de seriedade e de justiça, sobretudo, quando estão em causa, quer a carreira dos professores, quer o prejuízo para as aprendizagens dos alunos.Talvez os próprios dirigentes e representantes sindicais pudessem ter constituído uma excelente coorte para a testagem do modelo, pois daí não adviria nenhuma perturbação para as escolas.Mas, independentemente destes desabafos e "alfinetes" que não podem ser reprimidos, até pelo destratamento a que os resistentes a este modelo de avaliação foram sujeitos, o mais relevante é que todos os professores e os seus representantes possam, agora, convergir na acção para acabarem definitivamente, sem recauchutagens ou paninhos quentes, com o modelo e os desacreditados processos avaliativos que desesperam e indignam os professores, nas escolas.Até porque ninguém poda ou apara uma erva daninha.

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