“Depois de, há já mais de um ano, a Assembleia da Republica ter aprovado três resoluções no sentido de se encontrar uma solução, era altura de estar em cima da mesa uma proposta que resolvesse os problemas e não fossem, mais uma vez, os trabalhadores e as suas famílias a pagar esta pesadíssima factura”, afirmou à agência Lusa um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap).
Segundo José Abraão, desde o início do protesto, às 11h00, apenas dois funcionários administrativos de apoio à direcção estão a trabalhar, pelo que “a Casa do Douro está praticamente parada”.
Contudo, criticou, “a direcção da Casa do Douro disse que estaria disponível para atender, ela própria, os vitivinicultores, o que significa que, para eles, tanto dá os trabalhadores estarem em greve”.
“Se a Casa do Douro não tem trabalhadores, a porta devia estar fechada e a direcção não se devia substituir aos grevistas. É um desrespeito, tanto mais que o grande responsável pelo não pagamento dos salários é a Casa do Douro”, sustentou José Abraão.
Relativamente aos salários em atraso, o responsável sindical afirmou que os trabalhadores aguardam até ao final da tarde de sexta feira, altura em que termina a greve, “que o ministro da Agricultura [António Serrano] e a própria direcção da Casa do Douro possam assumir algum compromisso”.
“Depois do optimismo que o sr. ministro revelou quanto à possibilidade de haver um entendimento e de este ser aprovado no Conselho Regional [de Vitivinicultores], entendemos que alguém tem que fazer alguma coisa”, afirmou José Abraão.
Segundo explicou, a proposta de acordo avançada pelo Governo passará pelo adiantamento de até 1,3 milhões de euros à Casa do Douro, para que esta liquide os salários em atraso.
Entre outras contrapartidas, a instituição duriense teria de entrar com cerca de 9,6 milhões de litros de vinhos que tem em stock.
De acordo com o dirigente sindical, esta proposta “não avançou porque não foi aprovada em sede do Conselho Regional de Vitivinicultores”, que reúne a produção, o comércio e o próprio Estado, por intermédio do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).
Afirmando não estar “preocupado com o tipo de solução que virá”, o sindicato destaca que a sua preocupação “é que os vários responsáveis relativamente à Casa do Douro se entendam e paguem os salários aos trabalhadores”.
“Quanto ao futuro, é evidente que defendemos uma solução duradoura e que vá no sentido da manutenção dos postos de trabalho ainda existentes na Casa do Douro”, disse José Abraão, recordando que no quadro da instituição restam hoje cerca de metade dos trabalhadores que havia há seis meses.
“Se não houver nenhuma novidade até sexta-feira”, o sindicato diz apenas que “serão os trabalhadores a dizer o que fazer no futuro”.
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“Depois de, há já mais de um ano, a Assembleia da Republica ter aprovado três resoluções no sentido de se encontrar uma solução, era altura de estar em cima da mesa uma proposta que resolvesse os problemas e não fossem, mais uma vez, os trabalhadores e as suas famílias a pagar esta pesadíssima factura”, afirmou à agência Lusa um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap).
Segundo José Abraão, desde o início do protesto, às 11h00, apenas dois funcionários administrativos de apoio à direcção estão a trabalhar, pelo que “a Casa do Douro está praticamente parada”.
Contudo, criticou, “a direcção da Casa do Douro disse que estaria disponível para atender, ela própria, os vitivinicultores, o que significa que, para eles, tanto dá os trabalhadores estarem em greve”.
“Se a Casa do Douro não tem trabalhadores, a porta devia estar fechada e a direcção não se devia substituir aos grevistas. É um desrespeito, tanto mais que o grande responsável pelo não pagamento dos salários é a Casa do Douro”, sustentou José Abraão.
Relativamente aos salários em atraso, o responsável sindical afirmou que os trabalhadores aguardam até ao final da tarde de sexta feira, altura em que termina a greve, “que o ministro da Agricultura [António Serrano] e a própria direcção da Casa do Douro possam assumir algum compromisso”.
“Depois do optimismo que o sr. ministro revelou quanto à possibilidade de haver um entendimento e de este ser aprovado no Conselho Regional [de Vitivinicultores], entendemos que alguém tem que fazer alguma coisa”, afirmou José Abraão.
Segundo explicou, a proposta de acordo avançada pelo Governo passará pelo adiantamento de até 1,3 milhões de euros à Casa do Douro, para que esta liquide os salários em atraso.
Entre outras contrapartidas, a instituição duriense teria de entrar com cerca de 9,6 milhões de litros de vinhos que tem em stock.
De acordo com o dirigente sindical, esta proposta “não avançou porque não foi aprovada em sede do Conselho Regional de Vitivinicultores”, que reúne a produção, o comércio e o próprio Estado, por intermédio do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).
Afirmando não estar “preocupado com o tipo de solução que virá”, o sindicato destaca que a sua preocupação “é que os vários responsáveis relativamente à Casa do Douro se entendam e paguem os salários aos trabalhadores”.
“Quanto ao futuro, é evidente que defendemos uma solução duradoura e que vá no sentido da manutenção dos postos de trabalho ainda existentes na Casa do Douro”, disse José Abraão, recordando que no quadro da instituição restam hoje cerca de metade dos trabalhadores que havia há seis meses.
“Se não houver nenhuma novidade até sexta-feira”, o sindicato diz apenas que “serão os trabalhadores a dizer o que fazer no futuro”.