Da Literatura: A FRONDA DO BCP

01-07-2011
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Com maior ou menor conhecimento dos seus meandros, toda a gente acompanhou a novela do BCP. Depois da renúncia de Jardim Gonçalves, com efeitos a partir do próximo dia 31, parecia aberto o caminho à normalidade. Filipe Pinhal, o novo homem forte do grupo, preparava-se para submeter a sua lista à liderança para o próximo triénio na assembleia-geral marcada para 15 de Janeiro. Sucede que o Banco de Portugal não vê com bons olhos essa candidatura. À hora em que escrevo, já o governador do Banco de Portugal estará reunido com os grandes accionistas do Banco — a Eureko, o BPI, a EDP, a CGD, o BPP, a Sonangol, e ainda Joe Berardo, Pedro Teixeira Duarte, Moniz da Maia e Manuel Fino —, para tentar obter uma lista de consenso (leia-se: acima de qualquer suspeita). Por outras palavras, Vítor Constâncio não quer a administração nas mãos de Filipe Pinhal, Cristopher de Beck, Alípio Dias, António Rodrigues, Francisco Lacerda, Bastos Gomes, Castro Henriques, Manuel Alves Monteiro, Rui Horta e Costa, Miguel Maya, Paulo Macedo (ex-director geral dos impostos) e José João Guilherme. Tudo isto obedecerá a uma lógica estrita. A curiosidade está em saber se estes desenvolvimentos teriam tido lugar se Joe Berardo não tivesse sido recebido em audiência pelo Procurador-Geral da República, no passado dia 13. Se estão lembrados, Berardo levantou a lebre de operações do BCP envolvendo “off-shores e pessoas individuais”, tendo o dossier por ele entregue a Pinto Monteiro sido encaminhado para o DIAP, o que não aconteceria sem a presunção de “indícios criminais”. Decerto não por acaso, há poucos dias, o Presidente da República chamou o ministro das Finanças para discutir o assunto. Portanto, aparentemente, Berardo conseguiu o inimaginável. E estragou o Natal à alta-finança.Etiquetas: BCP, Sociedade

Com maior ou menor conhecimento dos seus meandros, toda a gente acompanhou a novela do BCP. Depois da renúncia de Jardim Gonçalves, com efeitos a partir do próximo dia 31, parecia aberto o caminho à normalidade. Filipe Pinhal, o novo homem forte do grupo, preparava-se para submeter a sua lista à liderança para o próximo triénio na assembleia-geral marcada para 15 de Janeiro. Sucede que o Banco de Portugal não vê com bons olhos essa candidatura. À hora em que escrevo, já o governador do Banco de Portugal estará reunido com os grandes accionistas do Banco — a Eureko, o BPI, a EDP, a CGD, o BPP, a Sonangol, e ainda Joe Berardo, Pedro Teixeira Duarte, Moniz da Maia e Manuel Fino —, para tentar obter uma lista de consenso (leia-se: acima de qualquer suspeita). Por outras palavras, Vítor Constâncio não quer a administração nas mãos de Filipe Pinhal, Cristopher de Beck, Alípio Dias, António Rodrigues, Francisco Lacerda, Bastos Gomes, Castro Henriques, Manuel Alves Monteiro, Rui Horta e Costa, Miguel Maya, Paulo Macedo (ex-director geral dos impostos) e José João Guilherme. Tudo isto obedecerá a uma lógica estrita. A curiosidade está em saber se estes desenvolvimentos teriam tido lugar se Joe Berardo não tivesse sido recebido em audiência pelo Procurador-Geral da República, no passado dia 13. Se estão lembrados, Berardo levantou a lebre de operações do BCP envolvendo “off-shores e pessoas individuais”, tendo o dossier por ele entregue a Pinto Monteiro sido encaminhado para o DIAP, o que não aconteceria sem a presunção de “indícios criminais”. Decerto não por acaso, há poucos dias, o Presidente da República chamou o ministro das Finanças para discutir o assunto. Portanto, aparentemente, Berardo conseguiu o inimaginável. E estragou o Natal à alta-finança.Etiquetas: BCP, Sociedade

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