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António Costa decidiu pagar indemnizações milionárias a dois restaurantes do Parque Mayer antes ainda da decisão judicial, sendo que, num dos casos, o restaurante já estava fechado aquando da cessação do contrato de arrendamento e o proprietário já morreu.
É uma tendência patológica do Partido Socialista, pagar indemnizações a empresas antes dos Tribunais decidirem que essas indemnizações devem ser pagas (ou não).
Quem não se lembra do caso Eurominas, que é para mim um dos maiores escândalos da política portuguesa no pós-25 de Abril? Para os mais esquecidos, o Governo de Cavaco Silva, em 1995, decidira que os terrenos do estuário do Sado, onde estava instalada a fábrica de ligas de manganês, deviam reverter para o Estado por falta de actividade da empresa desde 1986, sem qualquer direito a indemnização.
A Eurominas, proprietária do terreno e já sem actividade, recorreu para os Tribunais. Vários pareceres apontavam para uma clara derrota da empresa, que não tinha qualquer base jurídica para ganhar o processo.
Em 1997, António Vitorino, então um membro influente do Governo, propôs que o Estado chegasse a acordo com a empresa. Um Governo do qual fazia parte também José Lamego, seu Secretário de Estado, e Alberto Costa, Ministro da Administração Interna.
Foi já no segundo Governo de António Guterres, em 2001, que o Estado chegou a acordo com a Eurominas, atribuindo-lhe uma indemnização de 12 milhões de euros. Não deixando sequer que os juizes decidissem e quando todos os indícios apontavam para a vitória do Estado.
Resta dizer que representava a Eurominas, em tribunal, o escritório de advogados de… António Vitorino, Alberto Costa e José Lamego.
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António Costa decidiu pagar indemnizações milionárias a dois restaurantes do Parque Mayer antes ainda da decisão judicial, sendo que, num dos casos, o restaurante já estava fechado aquando da cessação do contrato de arrendamento e o proprietário já morreu.
É uma tendência patológica do Partido Socialista, pagar indemnizações a empresas antes dos Tribunais decidirem que essas indemnizações devem ser pagas (ou não).
Quem não se lembra do caso Eurominas, que é para mim um dos maiores escândalos da política portuguesa no pós-25 de Abril? Para os mais esquecidos, o Governo de Cavaco Silva, em 1995, decidira que os terrenos do estuário do Sado, onde estava instalada a fábrica de ligas de manganês, deviam reverter para o Estado por falta de actividade da empresa desde 1986, sem qualquer direito a indemnização.
A Eurominas, proprietária do terreno e já sem actividade, recorreu para os Tribunais. Vários pareceres apontavam para uma clara derrota da empresa, que não tinha qualquer base jurídica para ganhar o processo.
Em 1997, António Vitorino, então um membro influente do Governo, propôs que o Estado chegasse a acordo com a empresa. Um Governo do qual fazia parte também José Lamego, seu Secretário de Estado, e Alberto Costa, Ministro da Administração Interna.
Foi já no segundo Governo de António Guterres, em 2001, que o Estado chegou a acordo com a Eurominas, atribuindo-lhe uma indemnização de 12 milhões de euros. Não deixando sequer que os juizes decidissem e quando todos os indícios apontavam para a vitória do Estado.
Resta dizer que representava a Eurominas, em tribunal, o escritório de advogados de… António Vitorino, Alberto Costa e José Lamego.