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A MULATA FORA DA SENZALA: GILBERTO FREYRE E DI CAVALCANTI -- O VERDADEIRO
DESCOBRIMENTO DO BRASIL
http://www.estacio.br/graduacao/letras/revista/amilena.htm
- Mais links: O Adamastor e/ou Mostrengo, baseados na rota dos descobrimentos portugueses http://www.esec-emidio-navarro-alm.rcts.pt/dramas_pessoanos/poemamostrengo.htm http://www.esec-emidio-navarro-alm.rcts.pt/dramas_pessoanos/poemamostrengo.htm - Folclore, lendas e mitos do Brasil http://www.escolavesper.com.br/folclore.htm
RAINHA SANTA ISABEL
O culto de D. Isabel principiou logo após a sua morte, mas em 1516 seria oficialmente reconhecido pelo papa Leão X, com o título de beata, restrito à diocese
de Coimbra. Em 1556 seria ampliado a todo o país através da acção do papa Paulo IV. Seria D. Afonso de Castelo Branco a implementar o processo de canonização
por volta de 1612. Mandando abrir o túmulo e verificando que o corpo da rainha se encontrava incorrupto, logo tratou de o mandar depositar numa urna de
prata e cristal para veneração dos fiéis. A canonização solene teria lugar no ano de 1625 pelo pontífice Urbano VIII. As gentes de Coimbra exultam de entusiasmo
e alegria e celebram o dia com grandes festejos que se prolongam durante uma semana.
Actualmente, os festejos continuam a efectuar-se em todos os anos pares durante o mês de Julho. São as Festas da Cidade em honra da sua padroeira - a Rainha
Santa Isabel. Merece particular destaque a procissão nocturna de penitência (quinta-feira) durante a qual é lançado um espectacular "bouquet" de fogo de
artifício logo que a imagem da padroeira chega ao Largo da Portagem. Desde há alguns anos que a imagem fica exposta à veneração na Igreja da Graça. A procissão
de regresso decorre no domingo à tarde, sendo talvez a maior que se faz em Portugal.
-
Para saber mais da rainha:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Isabel_de_Arag%C3%A3o_(Rainha_Santa_Isabel) Isabel de Aragão (Rainha Santa Isabel) - Wikipédia
Santa Isabel, rainha de Portugal. Isabel de Aragão, OSC (ou, ... É popularmente
conhecida como a Rainha Santa Isabel ou, simplesmente, A Rainha Santa. ...
>
Milagre das Rosas D. Isabel, mulher do Rei D. Dinis, era tão boa e amiga dos pobres que ainda
em vida lhe atribuíam milagres.
Mais tarde, o Papa veio a canonizá-la, ou seja, a reconhecê-la como Santa.
Numa manhã fria de Inverno a Rainha saiu do palácio levando pães nas pregas
do manto para distribuir. O Rei encontrou-a e perguntou-lhe o que levava tão
bem escondido. Ela ficou embaraçadíssima, porque não gostava de divulgar as
suas boas acções e respondeu-lhe:
- São rosas, Senhor!
O Rei estranhou.
- Rosas em Janeiro?
Muito corada de olhos baixos, Santa Isabel abriu o manto... e o pão
transformara-se em rosas!
O sonho de Martin Luther King
"Eu tenho um sonho...de que um dia viverão numa nação onde eles não serão julgados pela cor da sua pele mas pela essência do seu caráter." - Rev. Martin
Luther King. Jr., 1963 O vento frio de novembro espalhou-lhe as palavras do discurso. Um atento testemunho do evento disse que podia ver, lá no alto do palanque, os lábios do
Presidente Abraão Lincoln se moverem, mas que seus ouvidos só acolheram uma coisa ou outra. Entendeu, num certo momento, quando o orador mencionou "uma
nova nação, concebida em liberdade, e dedicada à idéia de que todos os homens são iguais". Era uma fala curta, de minutos, onde o chefe da nação, dilacerada
ainda pela Guerra de Secessão de 1861-65, mostrou aos cidadãos ali presentes que o conflito era muito maior do que se imaginava. Não se tratava somente
dos direitos do estado confederados do Sul de se separarem da União norte-americana. O que estava em jogo, na luta entre o Norte anti-escravista e o Sul
escravagista, era a possibilidade, ou não, de uma sociedade estabelecida nos princípios da igualdade poder sobreviver na terra. O local era um triste campo de mortos tornado Cemitério Nacional. Ali, em Gettysburg, 7 mil sepulturas de nortistas abatidos, três meses e meio antes, nos
dias 1 e 3 de julho de 1863, atestavam a violência da batalha e a determinação dos beligerantes. Lincoln desesperava-se - a guerra ainda arrastou-se por
16 meses - com a possibilidade daqueles jovens terem dado a vida para nada, fazendo votos de que "o governo do povo, pelo povo e para o povo" não perecesse. Em 20 linhas aquele imenso homem feioso, de enganadora aparência caipira, compôra um libelo universal pela liberdade e igualdade. No início daquele mesmo
ano de 1863, em 1º de janeiro, ele assinara a Proclamação de Emancipação, o primeiro documento determinando uma parcial abolição da escravidão nos Estados
Unidos, e fundamento da 13ª Emenda. A alforria dos escravos negros, porém, não lhes trouxe a cidadania. Não os tornou o que Yves Zarka chamou de "sujeitos
do direito". Cem anos depois do Gettysburg's Address, em 23 de agosto de 1963, à sombra do Memorial de Lincoln em Washington, o reverendo Martin Luther
King Jr. vinha cobrar a conta. Na sua frente uma multidão de mais de 250 mil pessoas formava a maior concentração até então vista no país a favor dos Direitos
Civis. Os negros, disse ele, receberam promessas de igualdade mas a América ainda não as honrara. Pagara-os com um cheque sem fundo. Em meio a uma estonteante
prosperidade de um país riquíssimo, os afro-americanos viviam isolados em ilhas de miséria, em guetos urbanos, atormentados pela segregação e pela brutalidade
policial. Mas, alertou o dr. King, eles estavam fartos. O verão do descontentamento chegara. A América só teria paz se os negros tivessem garantido seus direitos
civis. Quando fossem realmente integrados à sociedade mais pujante da terra. Voltando-se para a sua comunidade, King alertou-lhes que de maneira nenhuma
permitissem abrigar em seus corações ódio e amargura contra os brancos. "Não podemos marchar sozinhos!" Admirador de Gandhi, King encontrara o caminho
da não-violência. O discurso aproximava-se do clímax. Um profeta encarnara no reverendo. Acometia-o um sonho, disse: "I have a dream!" A cena eletrizou
o pais. Atrás dele, como num velho blue, um coral informal de militantes negros repetiam suas palavras finais. O reverendo tinha um sonho, repetiu. Que algum dia, mesmo na racista Georgia, os filhos de escravos e o dos senhores se sentariam na mesa da fraternidade,
e que até o Mississipi viraria um oásis de irmandade. Que ninguém mais seria julgado pela sua cor e sim pelo seu caráter. Que por toda a América, num anunciado
futuro, em suas montanhas, vales, planícies, aldeias ou cidades, se ouviria o clarim da liberdade. Todos então, independente da raça, sexo ou religião
se dariam as mão e , em júbilo, repetiriam as palavras de um velho spiritual negro; "Finalmente livres! Em fim livres! Graças a Deus Todo-Poderoso, finalmente
estamos livres!" Ao encerrar a multidão percebeu o acontecimento extraordinário. O dr. King fizera uma das mais belos salmos políticos da língua inglesa. Mataram-no a tiros
uns anos depois, em Memphis, em 4 de abril de 1968. Como estará o sonho do dr. King? (Carla)
Um cajado peculiar
O texto é do pintor Nuno Barreto Um cajado peculiar
Numa praça da zona histórica de Braga, exactamente em frente à Igreja de São Paulo, ergue-se um modesto monumento a um dos primeiros arcebispos da cidade,
D. João Peculiar.
bispo-1.jpg/bispo-1-full
Foi amigo e conselheiro de Afonso Henriques naquele conturbado período da fundação de Portugal (1142). Deve ter sido a pessoa mais importante a seguir ao
monarca, pois foi ele quem colocou na cabeça de Afonso a coroa de primeiro rei de Portugal, na cerimónia que terá decorrido nas Cortes de Lamego.
Não conheço o pretexto, mas exactamente 828 anos depois da sua morte, a cidade de Braga pretendeu prestar-lhe uma homenagem. Vai daí encomendou ao escultor
Raul Xavier uma estátua em corpo inteiro e tamanho real que simbolize o afamado arcebispo. "Simbolize", digo eu, pois não há, de facto, nenhum registo
fisionómico verídico em que se fiar; nem sequer de Afonso Henriques, que era o seu rei.
bispo-2.jpg/bispo-2-full
O escultor, embora não se tenha deixado tentar pelas ousadias modernistas, decidiu, ainda assim, inovar declaradamente em matéria de iconografia religiosa.
· Primeira inovação: a mitra ? aquele típico chapéu cerimonial de bispos e arcebispos ? é excessivamente pequena e, por isso, incaracterística. É
mais comparável ao capacete de combate que as estátuas de Afonso Henriques costumam exibir.
afonso1.jpg/afonso1-full
· Segunda inovação: o bispo é apresentado sem mangas, apesar de estar vestido com os paramentos episcopais completos: nisso também se assemelha aos
retratos que fizeram do Rei Afonso. Se há coisa que dá nas vistas nas representações de bispos e outros dignitários da Igreja, ou da Corte, é a profusão
de tecidos, brocados e rendas com que os cavalheiros posavam para o retrato. Era um sinal de estatuto.
2Bispos.jpg/2Bispos-full
São Luís de Toulose e Santo Agostinho, ambos bispos, representados por pintores da Renascença.
· Terceira inovação: o estranho báculo que o clérigo ostenta com a mão esquerda. É sabido que o papel simbólico dos bispos na cristandade é o de
serem os pastores de um rebanho de fiéis, e o atributo dessa função é o cajado, ou báculo. Habitualmente esse cajado tem um desenho característico que
permite a sua rápida identificação, em pinturas e esculturas, ao longo dos séculos: costuma rematar-se, em cima, por uma forma espiralada, mais ou menos
decorada. Assim foram sempre representados bispos, arcebispos e mesmo o Papa.
bispo-3.jpg/bispo-3-full
Mas em Braga não. Em Braga trabalha-se e inova-se. O arcebispo Peculiar é representado com um báculo que se remata em cima por um genital masculino completamente
óbvio. Uma pila enorme e mole!
bispo-4.jpg/bispo-4-full
Quando vi pela primeira vez esta escultura, logo imaginei o gozo que deve ter sido o acolhimento público quando ela foi inaugurada em Dezembro de 2003.
Cartas e fotos aos directores dos jornais, clips nos noticiários das TVs, chacota da estudantada liceal e universitária, diligências discretas junto da
autarquia, promotora da iniciativa. É que um seminário fica logo ali ao lado. Mas parece que nada aconteceu. Nem sequer os pintores de grafittis, activos
em todo o lado, nem eles se lembraram de deixar a sua marca.
Só posso concluir que Portugal está muito diferente, sem capacidade crítica nem gosto pelo bom humor. Braga era antigamente conhecida como a mais conservadora
e beata das cidades portuguesas. Com uma catedral com mais de mil anos, os seus seis seminários e numerosos conventos femininos, um cabido forrado de doutos
cónegos e o título da Roma Portuguesa, a sua fama já vem de muito longe. Até o herói da "Relíquia", de Eça, se referia com chalaça ao excessivo clericalismo
da cidade dos arcebispos.
Por isso eu imaginava que esta escultura iria desencadear por parte do clero e das boas-famílias locais uma reacção ao "despudor do cajado", ou uma algazarra
de troça da parte mais jovem e descomprometida da sociedade. Nem uma nem outra. Nem deram por nada. Comem por bom tudo o que lhes ponham na frente.
Só para acabar: na placa de latão, onde se divulga, em letra de tamanho quase ilegível o nome do escultor, refere-se a data de nascimento de D. João Peculiar
bispo-5
como se fosse em 1139, o que é um disparate, ou uma "inovação" do mesmo teor das outras acima referidas. Os livros sérios de História dizem que se desconhece
a sua data de nascimento, mas que deve ter sido à volta de 1100. Não podia ter sido em 1139: de facto, em 1142, já Arcebispo de Braga, estava ele a coroar
o Rei Afonso e é bastante improvável que o tenha feito aos três anos de idade.
CURRICULO DO PADRE FONTES
CURRICULO DO PADRE FONTES Solicitado por muitos curiosos
aqui vai um relatório resumido dalgumas das minhas
vaidades
de pomoção do BArroso, onde me incluem como embaixador. . CURRICULO
. ANTÓNIO LOURENÇO FONTES
. Nasceu em Cambezes do Rio, (Montalegre) a 22.02.1940
. Terminou o curso de Teologia no Seminário de Vila Real
em
Junho de 1962.
. Conclui a licenciatura em História, na Universidade do
Porto, em 1980.
. Editou várias obras: Etnografia Transmontana (2
volumes),
. Em colaboração: Usos e Costumes de Barroso; Milenário de
S.
Rosendo. Antropologia da Medicina Popular Barrosã, Chegas
de
bois, Raça Barrosã, Las fronteras invisibles, Contos da
raia,
Crenzas e mitos da raia seca ourensana, Ponte da Mizarela,
ponte do diabo; Roteiro dos castros de Montalegre, roteiro
dolménico de Montalegre. colaboração em vários jornais e
revistas regionais.
. Fundou e dirige o mensário Notícias de Barroso desde
1971-2006
. Exerceu as funções de empregado, chefe de pessoal nos
Serviços Médico Sociais de Vila Real (Montalegre), de 73
até
1990.
. Exerceu as funções de Secretário do gabinete da
Presidência
na Câmara M. de Montalegre desde 1990 a 2000 e
reformou-se.
. Foi Pároco de Tourém, Pitões e Covelães (1963-71). É
pároco
em Vilar de Perdizes, Meixide e Soutelinho da Raia, desde
1971
e Mourilhe (2002-2005)
. Dirige no Centro Social Paroquial de Vilar de Perdizes,
de
que é fundador e presidente, jardim de infância, agora
centro
de dia, cursos de formação: artesanato da lã e do linho
(1986); Plantas aromáticas em 1998, apicultura (1985), de
serigrafia, artes decorativas.
. Fez centenas de conferências por todo o país, e no
estrangeiro, em Universidades, Grupos culturais, escolas,
autarquias etç.
. Colaborador permanente da RTP, TVE, TVG. Participou em
filmes da região: Terra de Abril, Terra Fria, 5 dias e 5
noites, não cortes o cabelo que meu pai me penteou, Os
demónios, documentários para a BBC, TV de Holanda e
França,
Unesco, Odisseia...
. Organizou vários congressos internacionais: Milenário de
S.
Rosendo (77), Centenário de S. Bento (81); caminhos de
Santiago (82); 19 de Medicina Popular, (desde 83), 2 de
religiosidade popular (84-85) um de arquitectura popular
(84
). 17 encontros de cantadores ao desafio eocnertinas, pelo
Natal.
. Em 2000-2001) reconstruiu em Mourilhe o solar do Outão,
do
séc. XVlll, agora hotel rural Sª dos Remédios, centro
cultural
de promoção e divulgação das terras e cultura Barrosã,
onde
acolhe turistas, visitantes, doentes, universidades e
estudantes, artistas, e comunicação social. Zé Luís Colaboração com o grupo: Tradicionalmente Falando
Cabo Verde, um pouco de história
Cabo Verde O quilombo de Julangue Cabo Verde teve o seu Quilombo. Chamava-se Julangue e ficava no interior de Santiago. António Correia e Silva recuperou a história desta comunidade no trabalho "Da Contestação social à transgressão cultural: forros e fujões na sociedade escravocrata cabo-verdiana". CABO VERDE, UM POUCO DE HISTÓRIA. Situadas no oceano Atlântico, a 500 milhas da costa ocidental africana, as ilhas de Cabo Verde foram descobertas por navegadores portugueses no século XV. Elas tornaram-se independentes de Portugal a 5 de Julho de 1975, na Depois de 15 anos de regime de partido único, de cunho socializante, Cabo Verde abraçou a democracia representativa em 1990. As primeiras eleições livres e pluralistas aconteceram a 13 de Janeiro de 1991, tendo sido vencidas pelo Movimento para a Democracia (MpD), passando o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, sucedâneo do PAIGC) para a oposição. O MpD, hoje na oposição, manteve-se no poder nos 10 anos seguintes, até ser substituído pelo seu rival, PAICV. De acordo com a actual Constituição, Cabo Verde é um Estado de direito democrático, onde os direitos dos cidadãos são respeitados. O regime em vigor é de base republicana e parlamentarista. Pedro Pires, veterano da luta pela independência, é o actual chefe de Estado; e José Maria Neves, um dos mais jovens chefes de governo de África, o Primeiro-Ministro. A Cidade da Praia é a capital do país, que ainda possui um poder local organizado em câmaras e assembleias municipais. Partidos Políticos Meia dúzia de partidos políticos disputam e conformam entre si a vontade dos cabo-verdianos. Mas são o MpD e o PAICV, que se têm alternado no poder nos últimos 15 anos, as duas principais forças políticas de Cabo Verde. Movimento para a Democracia (MPD) - de orientação neoliberal, surgiu em 1990 e é actualmente o maior partido da oposição. Esteve no governo entre 1991 e 2000. Detém presentemente a maioria das câmaras municipais do arquipélago. O seu actual líder é Agostinho Lopes. Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV) - herdeiro do PAIGC de Amílcar Cabral, governou o país durante os primeiros 15 anos da independência (1975/91), sob a liderança de Aristides Pereira e Pedro Pires. O seu actual líder é José Maria Neves, também Primeiro-Ministro. Partido da Convergência Democrática (PCD) - foi fundado em 1994, na sequência de uma cisão surgida do MPD em 1994. Partido da Renovação Democrática (PRD) - surgiu em 2000, também na sequência de uma cisão no MpD. Partido Social-Democrata (PSD) - foi criado em 1992. É liderado por João Além. Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) - social-democrata - foi criado nos finais dos anos noventa. O seu actual líder é Isaías Rodrigues. Está estruturado principalmente na ilha de São Vicente. União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) - de orientação democrata-cristã, foi fundada em 1977, como oposição ao regime de partido único então existente em Cabo Verde. É presidida actualmente por Manuel Rodrigues. afia Arquipélago de origem vulcânica, o solo de Cabo Verde é constituído por montanhas escarpadas, coberto de cinzas vulcânicas. A vegetação é rara. Ainda há um vulcão activo que deu origem à ilha do Fogo. O clima é quente e seco com médias anuais de 20º/25º C e em Janeiro e Fevereiro sofre a acção das tempestades de areia oriundas do Sahara. Economia As ilhas de Cabo Verde têm poucos recursos e são afectadas pela seca. A agricultura é prejudicada pela falta de chuvas regulares e está restringida a apenas quatro ilhas. Estimado actualmente à volta de 1500 dólares per capita, o PIB é produzido, maioritariamente, pelo sector terciário, ou seja, pelos serviços. A moeda cabo-verdiana, o escudo, está indexada ao euro, valendo um euro 110 CVE. A economia cabo-verdiana desenvolveu-se significativamente nos últimos 15 anos, e o país encontra-se em vias de integrar plenamente o grupo dos Países de Desenvolvimento Médio, PDM. O turismo tornou-se nos últimos 15 anos numa das principais actividades económicas do arquipélago. As principais ilhas turísticas são Sal e Boa Vista. Demografia Os cabo-verdianos são descendentes de antigos escravos africanos e dos seus senhores portugueses. A população residente no arquipélago está estimada em 450 mil almas. Grande parte dos cabo-verdianos é emigrante no estrangeiro. Língua A língua oficial é o português, usado nas escolas, administrações e nas publicações. A língua nacional, utilizada pela generalidade da população no dia a dia, é o crioulo cabo-verdiano, cuja oficialização está em curso, ao lado do português. Divisão administrativa de Cabo Verde Formado por 10 ilhas, nove das quais são habitadas, Cabo Verde está dividido em dois grupos regionais - Barlavento e Sotavento -, 23 concelhos e 31 freguesias. Santiago, onde se encontra a capital do país, a Cidade da Praia, é a maior ilha do arquipélago. Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Santa Luzia (desabitada), Sal, Boa Vista, Maio, Fogo e Brava são as restantes ilhas que integram o arquipélago de Cabo Verde. Além de ilhas, o país está dividido em 23 concelhos, com órgãos próprios, organizados através de câmaras e assembleias municipais. - Ver retratos http://www.asemana.cv/rubrique.php3?id_rubrique=67
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- Mais links: O Adamastor e/ou Mostrengo, baseados na rota dos descobrimentos portugueses http://www.esec-emidio-navarro-alm.rcts.pt/dramas_pessoanos/poemamostrengo.htm http://www.esec-emidio-navarro-alm.rcts.pt/dramas_pessoanos/poemamostrengo.htm - Folclore, lendas e mitos do Brasil http://www.escolavesper.com.br/folclore.htm
RAINHA SANTA ISABEL
O culto de D. Isabel principiou logo após a sua morte, mas em 1516 seria oficialmente reconhecido pelo papa Leão X, com o título de beata, restrito à diocese
de Coimbra. Em 1556 seria ampliado a todo o país através da acção do papa Paulo IV. Seria D. Afonso de Castelo Branco a implementar o processo de canonização
por volta de 1612. Mandando abrir o túmulo e verificando que o corpo da rainha se encontrava incorrupto, logo tratou de o mandar depositar numa urna de
prata e cristal para veneração dos fiéis. A canonização solene teria lugar no ano de 1625 pelo pontífice Urbano VIII. As gentes de Coimbra exultam de entusiasmo
e alegria e celebram o dia com grandes festejos que se prolongam durante uma semana.
Actualmente, os festejos continuam a efectuar-se em todos os anos pares durante o mês de Julho. São as Festas da Cidade em honra da sua padroeira - a Rainha
Santa Isabel. Merece particular destaque a procissão nocturna de penitência (quinta-feira) durante a qual é lançado um espectacular "bouquet" de fogo de
artifício logo que a imagem da padroeira chega ao Largo da Portagem. Desde há alguns anos que a imagem fica exposta à veneração na Igreja da Graça. A procissão
de regresso decorre no domingo à tarde, sendo talvez a maior que se faz em Portugal.
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Para saber mais da rainha:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Isabel_de_Arag%C3%A3o_(Rainha_Santa_Isabel) Isabel de Aragão (Rainha Santa Isabel) - Wikipédia
Santa Isabel, rainha de Portugal. Isabel de Aragão, OSC (ou, ... É popularmente
conhecida como a Rainha Santa Isabel ou, simplesmente, A Rainha Santa. ...
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Milagre das Rosas D. Isabel, mulher do Rei D. Dinis, era tão boa e amiga dos pobres que ainda
em vida lhe atribuíam milagres.
Mais tarde, o Papa veio a canonizá-la, ou seja, a reconhecê-la como Santa.
Numa manhã fria de Inverno a Rainha saiu do palácio levando pães nas pregas
do manto para distribuir. O Rei encontrou-a e perguntou-lhe o que levava tão
bem escondido. Ela ficou embaraçadíssima, porque não gostava de divulgar as
suas boas acções e respondeu-lhe:
- São rosas, Senhor!
O Rei estranhou.
- Rosas em Janeiro?
Muito corada de olhos baixos, Santa Isabel abriu o manto... e o pão
transformara-se em rosas!
O sonho de Martin Luther King
"Eu tenho um sonho...de que um dia viverão numa nação onde eles não serão julgados pela cor da sua pele mas pela essência do seu caráter." - Rev. Martin
Luther King. Jr., 1963 O vento frio de novembro espalhou-lhe as palavras do discurso. Um atento testemunho do evento disse que podia ver, lá no alto do palanque, os lábios do
Presidente Abraão Lincoln se moverem, mas que seus ouvidos só acolheram uma coisa ou outra. Entendeu, num certo momento, quando o orador mencionou "uma
nova nação, concebida em liberdade, e dedicada à idéia de que todos os homens são iguais". Era uma fala curta, de minutos, onde o chefe da nação, dilacerada
ainda pela Guerra de Secessão de 1861-65, mostrou aos cidadãos ali presentes que o conflito era muito maior do que se imaginava. Não se tratava somente
dos direitos do estado confederados do Sul de se separarem da União norte-americana. O que estava em jogo, na luta entre o Norte anti-escravista e o Sul
escravagista, era a possibilidade, ou não, de uma sociedade estabelecida nos princípios da igualdade poder sobreviver na terra. O local era um triste campo de mortos tornado Cemitério Nacional. Ali, em Gettysburg, 7 mil sepulturas de nortistas abatidos, três meses e meio antes, nos
dias 1 e 3 de julho de 1863, atestavam a violência da batalha e a determinação dos beligerantes. Lincoln desesperava-se - a guerra ainda arrastou-se por
16 meses - com a possibilidade daqueles jovens terem dado a vida para nada, fazendo votos de que "o governo do povo, pelo povo e para o povo" não perecesse. Em 20 linhas aquele imenso homem feioso, de enganadora aparência caipira, compôra um libelo universal pela liberdade e igualdade. No início daquele mesmo
ano de 1863, em 1º de janeiro, ele assinara a Proclamação de Emancipação, o primeiro documento determinando uma parcial abolição da escravidão nos Estados
Unidos, e fundamento da 13ª Emenda. A alforria dos escravos negros, porém, não lhes trouxe a cidadania. Não os tornou o que Yves Zarka chamou de "sujeitos
do direito". Cem anos depois do Gettysburg's Address, em 23 de agosto de 1963, à sombra do Memorial de Lincoln em Washington, o reverendo Martin Luther
King Jr. vinha cobrar a conta. Na sua frente uma multidão de mais de 250 mil pessoas formava a maior concentração até então vista no país a favor dos Direitos
Civis. Os negros, disse ele, receberam promessas de igualdade mas a América ainda não as honrara. Pagara-os com um cheque sem fundo. Em meio a uma estonteante
prosperidade de um país riquíssimo, os afro-americanos viviam isolados em ilhas de miséria, em guetos urbanos, atormentados pela segregação e pela brutalidade
policial. Mas, alertou o dr. King, eles estavam fartos. O verão do descontentamento chegara. A América só teria paz se os negros tivessem garantido seus direitos
civis. Quando fossem realmente integrados à sociedade mais pujante da terra. Voltando-se para a sua comunidade, King alertou-lhes que de maneira nenhuma
permitissem abrigar em seus corações ódio e amargura contra os brancos. "Não podemos marchar sozinhos!" Admirador de Gandhi, King encontrara o caminho
da não-violência. O discurso aproximava-se do clímax. Um profeta encarnara no reverendo. Acometia-o um sonho, disse: "I have a dream!" A cena eletrizou
o pais. Atrás dele, como num velho blue, um coral informal de militantes negros repetiam suas palavras finais. O reverendo tinha um sonho, repetiu. Que algum dia, mesmo na racista Georgia, os filhos de escravos e o dos senhores se sentariam na mesa da fraternidade,
e que até o Mississipi viraria um oásis de irmandade. Que ninguém mais seria julgado pela sua cor e sim pelo seu caráter. Que por toda a América, num anunciado
futuro, em suas montanhas, vales, planícies, aldeias ou cidades, se ouviria o clarim da liberdade. Todos então, independente da raça, sexo ou religião
se dariam as mão e , em júbilo, repetiriam as palavras de um velho spiritual negro; "Finalmente livres! Em fim livres! Graças a Deus Todo-Poderoso, finalmente
estamos livres!" Ao encerrar a multidão percebeu o acontecimento extraordinário. O dr. King fizera uma das mais belos salmos políticos da língua inglesa. Mataram-no a tiros
uns anos depois, em Memphis, em 4 de abril de 1968. Como estará o sonho do dr. King? (Carla)
Um cajado peculiar
O texto é do pintor Nuno Barreto Um cajado peculiar
Numa praça da zona histórica de Braga, exactamente em frente à Igreja de São Paulo, ergue-se um modesto monumento a um dos primeiros arcebispos da cidade,
D. João Peculiar.
bispo-1.jpg/bispo-1-full
Foi amigo e conselheiro de Afonso Henriques naquele conturbado período da fundação de Portugal (1142). Deve ter sido a pessoa mais importante a seguir ao
monarca, pois foi ele quem colocou na cabeça de Afonso a coroa de primeiro rei de Portugal, na cerimónia que terá decorrido nas Cortes de Lamego.
Não conheço o pretexto, mas exactamente 828 anos depois da sua morte, a cidade de Braga pretendeu prestar-lhe uma homenagem. Vai daí encomendou ao escultor
Raul Xavier uma estátua em corpo inteiro e tamanho real que simbolize o afamado arcebispo. "Simbolize", digo eu, pois não há, de facto, nenhum registo
fisionómico verídico em que se fiar; nem sequer de Afonso Henriques, que era o seu rei.
bispo-2.jpg/bispo-2-full
O escultor, embora não se tenha deixado tentar pelas ousadias modernistas, decidiu, ainda assim, inovar declaradamente em matéria de iconografia religiosa.
· Primeira inovação: a mitra ? aquele típico chapéu cerimonial de bispos e arcebispos ? é excessivamente pequena e, por isso, incaracterística. É
mais comparável ao capacete de combate que as estátuas de Afonso Henriques costumam exibir.
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· Segunda inovação: o bispo é apresentado sem mangas, apesar de estar vestido com os paramentos episcopais completos: nisso também se assemelha aos
retratos que fizeram do Rei Afonso. Se há coisa que dá nas vistas nas representações de bispos e outros dignitários da Igreja, ou da Corte, é a profusão
de tecidos, brocados e rendas com que os cavalheiros posavam para o retrato. Era um sinal de estatuto.
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São Luís de Toulose e Santo Agostinho, ambos bispos, representados por pintores da Renascença.
· Terceira inovação: o estranho báculo que o clérigo ostenta com a mão esquerda. É sabido que o papel simbólico dos bispos na cristandade é o de
serem os pastores de um rebanho de fiéis, e o atributo dessa função é o cajado, ou báculo. Habitualmente esse cajado tem um desenho característico que
permite a sua rápida identificação, em pinturas e esculturas, ao longo dos séculos: costuma rematar-se, em cima, por uma forma espiralada, mais ou menos
decorada. Assim foram sempre representados bispos, arcebispos e mesmo o Papa.
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Mas em Braga não. Em Braga trabalha-se e inova-se. O arcebispo Peculiar é representado com um báculo que se remata em cima por um genital masculino completamente
óbvio. Uma pila enorme e mole!
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Quando vi pela primeira vez esta escultura, logo imaginei o gozo que deve ter sido o acolhimento público quando ela foi inaugurada em Dezembro de 2003.
Cartas e fotos aos directores dos jornais, clips nos noticiários das TVs, chacota da estudantada liceal e universitária, diligências discretas junto da
autarquia, promotora da iniciativa. É que um seminário fica logo ali ao lado. Mas parece que nada aconteceu. Nem sequer os pintores de grafittis, activos
em todo o lado, nem eles se lembraram de deixar a sua marca.
Só posso concluir que Portugal está muito diferente, sem capacidade crítica nem gosto pelo bom humor. Braga era antigamente conhecida como a mais conservadora
e beata das cidades portuguesas. Com uma catedral com mais de mil anos, os seus seis seminários e numerosos conventos femininos, um cabido forrado de doutos
cónegos e o título da Roma Portuguesa, a sua fama já vem de muito longe. Até o herói da "Relíquia", de Eça, se referia com chalaça ao excessivo clericalismo
da cidade dos arcebispos.
Por isso eu imaginava que esta escultura iria desencadear por parte do clero e das boas-famílias locais uma reacção ao "despudor do cajado", ou uma algazarra
de troça da parte mais jovem e descomprometida da sociedade. Nem uma nem outra. Nem deram por nada. Comem por bom tudo o que lhes ponham na frente.
Só para acabar: na placa de latão, onde se divulga, em letra de tamanho quase ilegível o nome do escultor, refere-se a data de nascimento de D. João Peculiar
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como se fosse em 1139, o que é um disparate, ou uma "inovação" do mesmo teor das outras acima referidas. Os livros sérios de História dizem que se desconhece
a sua data de nascimento, mas que deve ter sido à volta de 1100. Não podia ter sido em 1139: de facto, em 1142, já Arcebispo de Braga, estava ele a coroar
o Rei Afonso e é bastante improvável que o tenha feito aos três anos de idade.
CURRICULO DO PADRE FONTES
CURRICULO DO PADRE FONTES Solicitado por muitos curiosos
aqui vai um relatório resumido dalgumas das minhas
vaidades
de pomoção do BArroso, onde me incluem como embaixador. . CURRICULO
. ANTÓNIO LOURENÇO FONTES
. Nasceu em Cambezes do Rio, (Montalegre) a 22.02.1940
. Terminou o curso de Teologia no Seminário de Vila Real
em
Junho de 1962.
. Conclui a licenciatura em História, na Universidade do
Porto, em 1980.
. Editou várias obras: Etnografia Transmontana (2
volumes),
. Em colaboração: Usos e Costumes de Barroso; Milenário de
S.
Rosendo. Antropologia da Medicina Popular Barrosã, Chegas
de
bois, Raça Barrosã, Las fronteras invisibles, Contos da
raia,
Crenzas e mitos da raia seca ourensana, Ponte da Mizarela,
ponte do diabo; Roteiro dos castros de Montalegre, roteiro
dolménico de Montalegre. colaboração em vários jornais e
revistas regionais.
. Fundou e dirige o mensário Notícias de Barroso desde
1971-2006
. Exerceu as funções de empregado, chefe de pessoal nos
Serviços Médico Sociais de Vila Real (Montalegre), de 73
até
1990.
. Exerceu as funções de Secretário do gabinete da
Presidência
na Câmara M. de Montalegre desde 1990 a 2000 e
reformou-se.
. Foi Pároco de Tourém, Pitões e Covelães (1963-71). É
pároco
em Vilar de Perdizes, Meixide e Soutelinho da Raia, desde
1971
e Mourilhe (2002-2005)
. Dirige no Centro Social Paroquial de Vilar de Perdizes,
de
que é fundador e presidente, jardim de infância, agora
centro
de dia, cursos de formação: artesanato da lã e do linho
(1986); Plantas aromáticas em 1998, apicultura (1985), de
serigrafia, artes decorativas.
. Fez centenas de conferências por todo o país, e no
estrangeiro, em Universidades, Grupos culturais, escolas,
autarquias etç.
. Colaborador permanente da RTP, TVE, TVG. Participou em
filmes da região: Terra de Abril, Terra Fria, 5 dias e 5
noites, não cortes o cabelo que meu pai me penteou, Os
demónios, documentários para a BBC, TV de Holanda e
França,
Unesco, Odisseia...
. Organizou vários congressos internacionais: Milenário de
S.
Rosendo (77), Centenário de S. Bento (81); caminhos de
Santiago (82); 19 de Medicina Popular, (desde 83), 2 de
religiosidade popular (84-85) um de arquitectura popular
(84
). 17 encontros de cantadores ao desafio eocnertinas, pelo
Natal.
. Em 2000-2001) reconstruiu em Mourilhe o solar do Outão,
do
séc. XVlll, agora hotel rural Sª dos Remédios, centro
cultural
de promoção e divulgação das terras e cultura Barrosã,
onde
acolhe turistas, visitantes, doentes, universidades e
estudantes, artistas, e comunicação social. Zé Luís Colaboração com o grupo: Tradicionalmente Falando
Cabo Verde, um pouco de história
Cabo Verde O quilombo de Julangue Cabo Verde teve o seu Quilombo. Chamava-se Julangue e ficava no interior de Santiago. António Correia e Silva recuperou a história desta comunidade no trabalho "Da Contestação social à transgressão cultural: forros e fujões na sociedade escravocrata cabo-verdiana". CABO VERDE, UM POUCO DE HISTÓRIA. Situadas no oceano Atlântico, a 500 milhas da costa ocidental africana, as ilhas de Cabo Verde foram descobertas por navegadores portugueses no século XV. Elas tornaram-se independentes de Portugal a 5 de Julho de 1975, na Depois de 15 anos de regime de partido único, de cunho socializante, Cabo Verde abraçou a democracia representativa em 1990. As primeiras eleições livres e pluralistas aconteceram a 13 de Janeiro de 1991, tendo sido vencidas pelo Movimento para a Democracia (MpD), passando o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, sucedâneo do PAIGC) para a oposição. O MpD, hoje na oposição, manteve-se no poder nos 10 anos seguintes, até ser substituído pelo seu rival, PAICV. De acordo com a actual Constituição, Cabo Verde é um Estado de direito democrático, onde os direitos dos cidadãos são respeitados. O regime em vigor é de base republicana e parlamentarista. Pedro Pires, veterano da luta pela independência, é o actual chefe de Estado; e José Maria Neves, um dos mais jovens chefes de governo de África, o Primeiro-Ministro. A Cidade da Praia é a capital do país, que ainda possui um poder local organizado em câmaras e assembleias municipais. Partidos Políticos Meia dúzia de partidos políticos disputam e conformam entre si a vontade dos cabo-verdianos. Mas são o MpD e o PAICV, que se têm alternado no poder nos últimos 15 anos, as duas principais forças políticas de Cabo Verde. Movimento para a Democracia (MPD) - de orientação neoliberal, surgiu em 1990 e é actualmente o maior partido da oposição. Esteve no governo entre 1991 e 2000. Detém presentemente a maioria das câmaras municipais do arquipélago. O seu actual líder é Agostinho Lopes. Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV) - herdeiro do PAIGC de Amílcar Cabral, governou o país durante os primeiros 15 anos da independência (1975/91), sob a liderança de Aristides Pereira e Pedro Pires. O seu actual líder é José Maria Neves, também Primeiro-Ministro. Partido da Convergência Democrática (PCD) - foi fundado em 1994, na sequência de uma cisão surgida do MPD em 1994. Partido da Renovação Democrática (PRD) - surgiu em 2000, também na sequência de uma cisão no MpD. Partido Social-Democrata (PSD) - foi criado em 1992. É liderado por João Além. Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) - social-democrata - foi criado nos finais dos anos noventa. O seu actual líder é Isaías Rodrigues. Está estruturado principalmente na ilha de São Vicente. União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) - de orientação democrata-cristã, foi fundada em 1977, como oposição ao regime de partido único então existente em Cabo Verde. É presidida actualmente por Manuel Rodrigues. afia Arquipélago de origem vulcânica, o solo de Cabo Verde é constituído por montanhas escarpadas, coberto de cinzas vulcânicas. A vegetação é rara. Ainda há um vulcão activo que deu origem à ilha do Fogo. O clima é quente e seco com médias anuais de 20º/25º C e em Janeiro e Fevereiro sofre a acção das tempestades de areia oriundas do Sahara. Economia As ilhas de Cabo Verde têm poucos recursos e são afectadas pela seca. A agricultura é prejudicada pela falta de chuvas regulares e está restringida a apenas quatro ilhas. Estimado actualmente à volta de 1500 dólares per capita, o PIB é produzido, maioritariamente, pelo sector terciário, ou seja, pelos serviços. A moeda cabo-verdiana, o escudo, está indexada ao euro, valendo um euro 110 CVE. A economia cabo-verdiana desenvolveu-se significativamente nos últimos 15 anos, e o país encontra-se em vias de integrar plenamente o grupo dos Países de Desenvolvimento Médio, PDM. O turismo tornou-se nos últimos 15 anos numa das principais actividades económicas do arquipélago. As principais ilhas turísticas são Sal e Boa Vista. Demografia Os cabo-verdianos são descendentes de antigos escravos africanos e dos seus senhores portugueses. A população residente no arquipélago está estimada em 450 mil almas. Grande parte dos cabo-verdianos é emigrante no estrangeiro. Língua A língua oficial é o português, usado nas escolas, administrações e nas publicações. A língua nacional, utilizada pela generalidade da população no dia a dia, é o crioulo cabo-verdiano, cuja oficialização está em curso, ao lado do português. Divisão administrativa de Cabo Verde Formado por 10 ilhas, nove das quais são habitadas, Cabo Verde está dividido em dois grupos regionais - Barlavento e Sotavento -, 23 concelhos e 31 freguesias. Santiago, onde se encontra a capital do país, a Cidade da Praia, é a maior ilha do arquipélago. Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Santa Luzia (desabitada), Sal, Boa Vista, Maio, Fogo e Brava são as restantes ilhas que integram o arquipélago de Cabo Verde. Além de ilhas, o país está dividido em 23 concelhos, com órgãos próprios, organizados através de câmaras e assembleias municipais. - Ver retratos http://www.asemana.cv/rubrique.php3?id_rubrique=67