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“Reputação da banca está num dos piores momentos de sempre”
16 Jun 2015 Tiago Freire e Filipe Alves
Presidente da Associação Portuguesa de Bancos defende que recuperação da confiança no sector é prioritária.
A confiança no sistema bancário que existia em Portugal foi, "infelizmente, profundamente abalada na sequência de casos como o BPN e o BES", defende em entrevista ao Económico o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB). Por isso, Faria de Oliveira revela que a associação está a trabalhar na preparação de um novo código de conduta. Um trabalho levará cerca de um ano a completar.
O exercício de transparência que vai ser feito a nível europeu já terá começado a mexer em Portugal. É um tema que preocupa o sector?
Não. O sector, neste momento está preparado para responder a todos os desafios, o sistema bancário português tem feito um esforço muito significativo para absorção de tudo o que tem a ver com o novo quadro regulatório, extremamente diversificado e complexo. A questão da transparência insere-se no esforço que está a ser feito pelo sector bancário português no domínio da recuperação da reputação que está, neste momento, num dos seus piores momentos de sempre. Tudo o que corresponda a actuações no domínio da transparência, de alterações significativas em matéria de comunicação que permita uma melhor compreensão e capacidade de analise por parte dos clientes é fundamental.
E em termos comportamentais?
Nas matérias comportamentais ligadas ao sistema bancário há um trabalho que tem a ver com práticas bancárias e, em especial, com práticas bancárias de retalho. Finalmente, um esforço muito grande de actuação no domínio da governação das entidades bancárias e no aprofundamento de tudo o que tem a ver com o comportamento de quem trabalha na banca, desde a um nível máximo da administração da empresa aos próprios trabalhadores do sistema bancário. Na APB, temos vindo a trabalhar intensamente, há mais de um ano, na identificação do que existe de mais avançado em termos dos nossos parceiros na Federação Bancária Europeia, em termos de modelos de governo das instituições bancárias e principalmente de códigos de conduta e códigos de ética.
E já há resultados?
Estamos a trabalhar na preparação do nosso próprio código de conduta e de ética, na medida em que a APB tem em vigor um código com cerca de 20 anos. É um trabalho em que estimamos ter cerca de um ano para o completar. Insere-se na necessidade de trabalhar para o cliente, de o pôr no centro das atenções do sistema bancário e assegurar-lhe todo o tipo de informação que permita gerar confiança e fazer comparações. A comparação é extremamente importante para as opções dos clientes, portanto que acabe por restaurar a confiança no sistema bancário que existia em Portugal e que foi, infelizmente, profundamente abalada na sequência de casos, cujos mais significativos são o BPN e o BES.
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“Reputação da banca está num dos piores momentos de sempre”
16 Jun 2015 Tiago Freire e Filipe Alves
Presidente da Associação Portuguesa de Bancos defende que recuperação da confiança no sector é prioritária.
A confiança no sistema bancário que existia em Portugal foi, "infelizmente, profundamente abalada na sequência de casos como o BPN e o BES", defende em entrevista ao Económico o presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB). Por isso, Faria de Oliveira revela que a associação está a trabalhar na preparação de um novo código de conduta. Um trabalho levará cerca de um ano a completar.
O exercício de transparência que vai ser feito a nível europeu já terá começado a mexer em Portugal. É um tema que preocupa o sector?
Não. O sector, neste momento está preparado para responder a todos os desafios, o sistema bancário português tem feito um esforço muito significativo para absorção de tudo o que tem a ver com o novo quadro regulatório, extremamente diversificado e complexo. A questão da transparência insere-se no esforço que está a ser feito pelo sector bancário português no domínio da recuperação da reputação que está, neste momento, num dos seus piores momentos de sempre. Tudo o que corresponda a actuações no domínio da transparência, de alterações significativas em matéria de comunicação que permita uma melhor compreensão e capacidade de analise por parte dos clientes é fundamental.
E em termos comportamentais?
Nas matérias comportamentais ligadas ao sistema bancário há um trabalho que tem a ver com práticas bancárias e, em especial, com práticas bancárias de retalho. Finalmente, um esforço muito grande de actuação no domínio da governação das entidades bancárias e no aprofundamento de tudo o que tem a ver com o comportamento de quem trabalha na banca, desde a um nível máximo da administração da empresa aos próprios trabalhadores do sistema bancário. Na APB, temos vindo a trabalhar intensamente, há mais de um ano, na identificação do que existe de mais avançado em termos dos nossos parceiros na Federação Bancária Europeia, em termos de modelos de governo das instituições bancárias e principalmente de códigos de conduta e códigos de ética.
E já há resultados?
Estamos a trabalhar na preparação do nosso próprio código de conduta e de ética, na medida em que a APB tem em vigor um código com cerca de 20 anos. É um trabalho em que estimamos ter cerca de um ano para o completar. Insere-se na necessidade de trabalhar para o cliente, de o pôr no centro das atenções do sistema bancário e assegurar-lhe todo o tipo de informação que permita gerar confiança e fazer comparações. A comparação é extremamente importante para as opções dos clientes, portanto que acabe por restaurar a confiança no sistema bancário que existia em Portugal e que foi, infelizmente, profundamente abalada na sequência de casos, cujos mais significativos são o BPN e o BES.