Às ordens da UE

25-09-2014
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Às ordens da UE

Tiago Loureiro

25 Out 2012

Costuma dizer-se que ‘de Espanha nem bom vento nem bom casamento’. Nos dias que correm essa máxima alastra-se até Bruxelas.

A tendência para responder a cada passo falhado rumo ao federalismo europeu com um passo ainda maior nesse sentido, que vai esmagando os povos europeus e as soberanias nacionais, tem tornado a União Europeia uma desastrosa conselheira e um péssimo exemplo.

A recente ideia de criar uma autoridade central que vigie os orçamentos de cada país e, caso entenda necessário, os condene à força implacável de um veto, apenas corresponde a mais um capítulo de uma federalização a todo o custo, centralizada na ideia de omnipotência e infalibilidade da União Europeia, que vai avançando à medida que a soberania dosEstados europeus vai sendo triturada.

O princípio que lhe está subjacente - a arrumação das contas nacionais dentro de limites higiénicos - nem merece grande contestação. Um país que se respeita e que quer ser levado a sério não pode viver em cima de défices sucessivos e cada vez maiores. Da mesma forma, não se estranha que o timoneiro do barco da moeda única tenha pretensões de que os restantes companheiros de viagem tenham saúde para remar com vigor e para o lado que mais lhe convém.

Por isso, o problema não está na imposição de metas rigorosas para os défices que os tornem pouco significativos ou até inexistentes. Está em saber quem é que as estabelece e controla: se as autoridades dos próprios países, fazendo uso da cada vez mais parca soberania de que dispõem, ou a toda-poderosa máquina burocrática sediada em Bruxelas, continuando a subtil transferência de poder das autoridades nacionais para os orgãos comunitários, desta vez entregando a capacidade de vetar algo que os nossos eleitos - bem ou mal - aprovaram, a um conjunto de decisores que não escolhemos e, na generalidade dos casos, nem sequer conhecemos.

As soberanias nacionais devem ser respeitadas e não ser olhadas como um obstáculo a um projecto cuja viabilidade cada vez mais é posta em causa, tropeção atrás de tropeção.

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Tiago Loureiro, Consultor de Recursos Humanos

Às ordens da UE

Tiago Loureiro

25 Out 2012

Costuma dizer-se que ‘de Espanha nem bom vento nem bom casamento’. Nos dias que correm essa máxima alastra-se até Bruxelas.

A tendência para responder a cada passo falhado rumo ao federalismo europeu com um passo ainda maior nesse sentido, que vai esmagando os povos europeus e as soberanias nacionais, tem tornado a União Europeia uma desastrosa conselheira e um péssimo exemplo.

A recente ideia de criar uma autoridade central que vigie os orçamentos de cada país e, caso entenda necessário, os condene à força implacável de um veto, apenas corresponde a mais um capítulo de uma federalização a todo o custo, centralizada na ideia de omnipotência e infalibilidade da União Europeia, que vai avançando à medida que a soberania dosEstados europeus vai sendo triturada.

O princípio que lhe está subjacente - a arrumação das contas nacionais dentro de limites higiénicos - nem merece grande contestação. Um país que se respeita e que quer ser levado a sério não pode viver em cima de défices sucessivos e cada vez maiores. Da mesma forma, não se estranha que o timoneiro do barco da moeda única tenha pretensões de que os restantes companheiros de viagem tenham saúde para remar com vigor e para o lado que mais lhe convém.

Por isso, o problema não está na imposição de metas rigorosas para os défices que os tornem pouco significativos ou até inexistentes. Está em saber quem é que as estabelece e controla: se as autoridades dos próprios países, fazendo uso da cada vez mais parca soberania de que dispõem, ou a toda-poderosa máquina burocrática sediada em Bruxelas, continuando a subtil transferência de poder das autoridades nacionais para os orgãos comunitários, desta vez entregando a capacidade de vetar algo que os nossos eleitos - bem ou mal - aprovaram, a um conjunto de decisores que não escolhemos e, na generalidade dos casos, nem sequer conhecemos.

As soberanias nacionais devem ser respeitadas e não ser olhadas como um obstáculo a um projecto cuja viabilidade cada vez mais é posta em causa, tropeção atrás de tropeção.

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Tiago Loureiro, Consultor de Recursos Humanos

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