Amil prepara-se para entrar na corrida à ES Saúde

12-09-2014
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Amil prepara-se para entrar na corrida à ES Saúde

Maria Ana Barroso e Hermínia Saraiva

00:05

O grupo que detém os Lusíadas em Portugal já terá contratado o Banco Pactual como assessor.

O dossier da Espírito Santo Saúde (ESSaúde) parece começar a reunir todas condições para se tornar num dos mais animados processos de disputa de uma empresa em bolsa de sempre. Ainda a oferta da José de Mello Saúde não teve tempo de arrefecer nos mercados e já se perspectiva a forte possibilidade de também a Amil - através da casa-mãe, os norte-americanos da United Health - avançar com uma proposta aos investidores. Ao que o Diário Económico sabe, o grupo já contará com o apoio do Banco Pactual, banco de investimento brasileiro, como assessor financeiro.

Para a Amil, a compra da Espírito Santo Saúde seria uma oportunidade de crescer no mercado português, passando a deter, nomeadamente, o Hospital da Luz, porventura o activo mais apetecível do grupo liderado por Isabel Vaz. Por outro lado, a possibilidade de a José de Mello Saúde poder vir a juntar as suas operações à Espírito Santo Saúde colocaria o grupo Lusíadas, da Amil, numa posição de clara desvantagem no mercado português da saúde.

Curiosamente, em 2012, a Espírito Santo Saúde era, em sentido inverso, um dos candidatos à compra dos HPP - Hospitais Privados de Portugal, grupo de saúde que pertencia à CGD, entretanto adquirido pela Amil. Pouco depois de fechada esta operação, a Amil acabaria por ser adquirida pela United Health. É através desta, ainda que o processo esteja a ser conduzido pela Amil, que se prepara a provável entrada na corrida pela Espírito Santo Saúde.

A United Health é accionista da Advance Care, maioritariamente detida pela Tranquilidade (Grupo Espírito Santo), plataforma especializada em gestão de seguros de saúde.

Contactada, a Amil diz apenas que "não comenta questões relacionadas com especulações de mercado ou rumores". Em Portugal, e através dos HPP - agora denominada Lusíadas Saúde -, o grupo detém hospitais em Lisboa, Porto, Faro, Albufeira, entre outros, e o Hospital de Cascais em regime de PPP.

Embora se aponte também para breve a oferta da Amil, o avanço da OPA da José de Mello Saúde pode permitir aos brasileiros ganhar tempo. Uma oferta da Amil obriga, como a do grupo Mello, à ‘luz verde' prévia da Autoridade da Concorrência, o que torna o processo muito mais lento do que se estivesse apenas o grupo Ángeles na corrida (ver texto principal).

Não está, por ora, excluída a possibilidade de entrar mais algum candidato na corrida. A seguradora Fidelidade é uma das possibilidades. Também os fundos de ‘private equity' Apax Partners, do Reino Unido, e TPG, dos EUA, poderão estar a estudar o dossier.

Amil prepara-se para entrar na corrida à ES Saúde

Maria Ana Barroso e Hermínia Saraiva

00:05

O grupo que detém os Lusíadas em Portugal já terá contratado o Banco Pactual como assessor.

O dossier da Espírito Santo Saúde (ESSaúde) parece começar a reunir todas condições para se tornar num dos mais animados processos de disputa de uma empresa em bolsa de sempre. Ainda a oferta da José de Mello Saúde não teve tempo de arrefecer nos mercados e já se perspectiva a forte possibilidade de também a Amil - através da casa-mãe, os norte-americanos da United Health - avançar com uma proposta aos investidores. Ao que o Diário Económico sabe, o grupo já contará com o apoio do Banco Pactual, banco de investimento brasileiro, como assessor financeiro.

Para a Amil, a compra da Espírito Santo Saúde seria uma oportunidade de crescer no mercado português, passando a deter, nomeadamente, o Hospital da Luz, porventura o activo mais apetecível do grupo liderado por Isabel Vaz. Por outro lado, a possibilidade de a José de Mello Saúde poder vir a juntar as suas operações à Espírito Santo Saúde colocaria o grupo Lusíadas, da Amil, numa posição de clara desvantagem no mercado português da saúde.

Curiosamente, em 2012, a Espírito Santo Saúde era, em sentido inverso, um dos candidatos à compra dos HPP - Hospitais Privados de Portugal, grupo de saúde que pertencia à CGD, entretanto adquirido pela Amil. Pouco depois de fechada esta operação, a Amil acabaria por ser adquirida pela United Health. É através desta, ainda que o processo esteja a ser conduzido pela Amil, que se prepara a provável entrada na corrida pela Espírito Santo Saúde.

A United Health é accionista da Advance Care, maioritariamente detida pela Tranquilidade (Grupo Espírito Santo), plataforma especializada em gestão de seguros de saúde.

Contactada, a Amil diz apenas que "não comenta questões relacionadas com especulações de mercado ou rumores". Em Portugal, e através dos HPP - agora denominada Lusíadas Saúde -, o grupo detém hospitais em Lisboa, Porto, Faro, Albufeira, entre outros, e o Hospital de Cascais em regime de PPP.

Embora se aponte também para breve a oferta da Amil, o avanço da OPA da José de Mello Saúde pode permitir aos brasileiros ganhar tempo. Uma oferta da Amil obriga, como a do grupo Mello, à ‘luz verde' prévia da Autoridade da Concorrência, o que torna o processo muito mais lento do que se estivesse apenas o grupo Ángeles na corrida (ver texto principal).

Não está, por ora, excluída a possibilidade de entrar mais algum candidato na corrida. A seguradora Fidelidade é uma das possibilidades. Também os fundos de ‘private equity' Apax Partners, do Reino Unido, e TPG, dos EUA, poderão estar a estudar o dossier.

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