Dubai promete pagar dívida nos próximos sete anos

02-08-2015
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A crise do Dubai, considerada pelos mercados internacionais como uma forte réplica da crise financeira, está próxima do fim. Os primeiros detalhes do plano de pagamento das dívidas da Dubai World - ‘holding' estatal que no final de 2009 surpreendeu os credores com uma suspensão do pagamento das dívidas - foram ontem filtrados para a imprensa.

O plano vai oferecer o pagamento integral dos 18,9 mil milhões de euros que a empresa deve ao longo de sete anos, pagando juros ligados às taxas britânicas Libor, adiantou a rádio do Dubai ‘al-Arabiya', citando "fontes bancárias próximas do negócio". A reacção dos mercados foi algo ambígua, mas as autoridades do emirado estão confiantes. O governador do banco central dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Sultan bin Nasser al-Suwaidi, disse ontem que está seguro que o Dubai não vai precisar de mais ajuda.

Os altos responsáveis dos emirados do Dubai e do Abu Dhabi, dois dos sete emirados do EAU, têm estado a trabalhar com peritos em reestruturação de dívida para conseguirem chegar a um plano de pagamento que seja aceitável para os 97 bancos credores da Dubai World, e uma proposta "justa" vai ser apresentada "muito em breve" aos credores da empresa, revelou o xeique Ahmed Bin Saeed al-Maktoum, presidente do Supremo Comité Orçamental do Dubai.

A implementação do plano irá obrigar os bancos envolvidos, que incluem os britânicos Standard Chartered, HSBC, Lloyds e Royal Bank of Scotland, bem como o japonês Bank of Tokyo-Mitsubishi, a assumirem perdas este ano, devido às diferenças existentes entre a taxa de juro proposta e os juros previstos nos contratos originais, adiantou a mesma fonte, que acrescentou que o negócio tem estado a ser negociado com um comité composto por representantes dos sete maiores bancos credores da ‘holding'.

"Tudo somado, nós precisamos de todos. Eles também precisam de nós. Nós temos projectos que vão ser iniciados em breve e são de longo prazo", adiantou o xeique Ahmed.

Recuperação imobiliária

As dificuldades financeiras do Dubai têm decorrido principalmente do facto da crise internacional ter causado no território uma das piores crises imobiliárias do mundo, com os preços a caírem mais de 50% e o valor dos projectos cancelados a rondar os 220 mil milhões de euros.

Mas este mercado deverá recuperar no final do ano que vem, à medida que as hipotecas se tornarem mais fáceis de obter e mais pessoas decidam viver no Dubai, estimou Santhosh Joseph, fundador e CEO da Dubai Pearl, um projecto no valor de três mil milhões de euros que está a construir quatro torres de 73 andares cada uma e seis hotéis com mais de 1.400 quartos, bem como uma praia artificial, centros comerciais e teatros.

"Os bancos não se podem afastar por muito tempo. Eles têm que conceder empréstimos, e historicamente a maior parte do crédito concedido foi para comprar propriedades", disse este responsável.

A população do emirado cresceu 7,6% no ano passado, à medida que a economia, em particular o sector da construção, atraía mais trabalhadores. Segundo dados oficiais, o Dubai tinha cerca de 1,77 milhões de habitantes em 2009, contra os 1,65 milhões registados no ano anterior. "Em 2010 e até à segunda metade 2011, não espero que os mercados internacionais sejam líquidos ou que as hipotecas possam ser conseguidas facilmente. Os ciclos imobiliários são normalmente de três anos entre os pontos altos, e as melhores localizações tendem a recuperar rapidamente", adianta Santhosh Joseph.

A crise do Dubai, considerada pelos mercados internacionais como uma forte réplica da crise financeira, está próxima do fim. Os primeiros detalhes do plano de pagamento das dívidas da Dubai World - ‘holding' estatal que no final de 2009 surpreendeu os credores com uma suspensão do pagamento das dívidas - foram ontem filtrados para a imprensa.

O plano vai oferecer o pagamento integral dos 18,9 mil milhões de euros que a empresa deve ao longo de sete anos, pagando juros ligados às taxas britânicas Libor, adiantou a rádio do Dubai ‘al-Arabiya', citando "fontes bancárias próximas do negócio". A reacção dos mercados foi algo ambígua, mas as autoridades do emirado estão confiantes. O governador do banco central dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Sultan bin Nasser al-Suwaidi, disse ontem que está seguro que o Dubai não vai precisar de mais ajuda.

Os altos responsáveis dos emirados do Dubai e do Abu Dhabi, dois dos sete emirados do EAU, têm estado a trabalhar com peritos em reestruturação de dívida para conseguirem chegar a um plano de pagamento que seja aceitável para os 97 bancos credores da Dubai World, e uma proposta "justa" vai ser apresentada "muito em breve" aos credores da empresa, revelou o xeique Ahmed Bin Saeed al-Maktoum, presidente do Supremo Comité Orçamental do Dubai.

A implementação do plano irá obrigar os bancos envolvidos, que incluem os britânicos Standard Chartered, HSBC, Lloyds e Royal Bank of Scotland, bem como o japonês Bank of Tokyo-Mitsubishi, a assumirem perdas este ano, devido às diferenças existentes entre a taxa de juro proposta e os juros previstos nos contratos originais, adiantou a mesma fonte, que acrescentou que o negócio tem estado a ser negociado com um comité composto por representantes dos sete maiores bancos credores da ‘holding'.

"Tudo somado, nós precisamos de todos. Eles também precisam de nós. Nós temos projectos que vão ser iniciados em breve e são de longo prazo", adiantou o xeique Ahmed.

Recuperação imobiliária

As dificuldades financeiras do Dubai têm decorrido principalmente do facto da crise internacional ter causado no território uma das piores crises imobiliárias do mundo, com os preços a caírem mais de 50% e o valor dos projectos cancelados a rondar os 220 mil milhões de euros.

Mas este mercado deverá recuperar no final do ano que vem, à medida que as hipotecas se tornarem mais fáceis de obter e mais pessoas decidam viver no Dubai, estimou Santhosh Joseph, fundador e CEO da Dubai Pearl, um projecto no valor de três mil milhões de euros que está a construir quatro torres de 73 andares cada uma e seis hotéis com mais de 1.400 quartos, bem como uma praia artificial, centros comerciais e teatros.

"Os bancos não se podem afastar por muito tempo. Eles têm que conceder empréstimos, e historicamente a maior parte do crédito concedido foi para comprar propriedades", disse este responsável.

A população do emirado cresceu 7,6% no ano passado, à medida que a economia, em particular o sector da construção, atraía mais trabalhadores. Segundo dados oficiais, o Dubai tinha cerca de 1,77 milhões de habitantes em 2009, contra os 1,65 milhões registados no ano anterior. "Em 2010 e até à segunda metade 2011, não espero que os mercados internacionais sejam líquidos ou que as hipotecas possam ser conseguidas facilmente. Os ciclos imobiliários são normalmente de três anos entre os pontos altos, e as melhores localizações tendem a recuperar rapidamente", adianta Santhosh Joseph.

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