“O esforço nas reformas tem que ir além da ‘troika’”

24-03-2012
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Vice-presidente da bancada diz que não distingue militantes de barões do PSD.

Entrou para o Parlamento nas últimas legislativas, em 2011, e desde logo assumiu protagonismo. Quer no ‘dossier' do crime de enriquecimento ilícito, quer na polémica das ‘secretas' com a Maçonaria e outros poderes. Teresa Leal Coelho foi chamada por Passos a dirigir a sua campanha para as últimas directas e é um dos nomes apontados nos bastidores para subir à direcção do partido no Congresso que arranca hoje, em Lisboa. Não quis falar de autárquicas, nem revelar o seu futuro no partido. E deixou uma dura crítica a Seguro.

Passos quer preparar o partido para os próximos desafios. Que PSD sairá deste congresso?

Um PSD reforçado, com uma liderança determinada em prosseguir os objectivos que o país precisa. Deste congresso vai sair uma nova onda, uma mudança no que diz respeito ao estado de Portugal e no que diz respeito às reformas estruturais que terão que ser acompanhadas, também, por uma concepção ideológica.

Alguns social-democratas defendem que o PSD deve ter um porta-voz, já que o líder está no Governo. Concorda?

O porta-voz por excelência é o presidente do PSD. Sendo um partido com uma vertente democrática acentuada, o PSD tem muitos porta-vozes em sintonia, seja no Parlamento, seja no partido. Em matéria de comunicação, o PSD está bem servido.

O partido vai ser mais autónomo face ao Governo?

Efectivamente, muitos dos membros do Governo são destacados militantes do PSD e continuarão a ser porta-vozes do partido, porque estão imbuídos da lógica do programa do Governo porque é o programa do PSD. Este está reflectido no programa que vai a congresso amanhã [hoje] e seguramente que o PSD do Govermo e o PSD do partido manterão linhas coincidentes no discurso e na acção política.

Alguns militantes e ex-dirigentes, como Morais Sarmento, consideram que falta dimensão política à moção de Passos ou projectos para o PSD. Como vê esta e outras críticas de barões do partido?

O PSD vai assumir o que consta do programa eleitoral. Vamos assumir a visão reformista, sobretudo nas reformas estruturais que o País precisa e, simultaneamente, o processo de saneamento das finanças públicas e o relançamento da economia. Estes são os objectivos e todos deveriam estar a colaborar, dentro e fora do partido, neste e nos restantes partidos, na política e na sociedade civil. Todos têm que trabalhar no sentido único para o País: a recuperação de Portugal. Os portugueses estão conscientes que este Governo tem o propósito e a determinação de relançar Portugal. E é por isso que a contestação é menos aguda que alguns gostariam.

Vice-presidente da bancada diz que não distingue militantes de barões do PSD.

Entrou para o Parlamento nas últimas legislativas, em 2011, e desde logo assumiu protagonismo. Quer no ‘dossier' do crime de enriquecimento ilícito, quer na polémica das ‘secretas' com a Maçonaria e outros poderes. Teresa Leal Coelho foi chamada por Passos a dirigir a sua campanha para as últimas directas e é um dos nomes apontados nos bastidores para subir à direcção do partido no Congresso que arranca hoje, em Lisboa. Não quis falar de autárquicas, nem revelar o seu futuro no partido. E deixou uma dura crítica a Seguro.

Passos quer preparar o partido para os próximos desafios. Que PSD sairá deste congresso?

Um PSD reforçado, com uma liderança determinada em prosseguir os objectivos que o país precisa. Deste congresso vai sair uma nova onda, uma mudança no que diz respeito ao estado de Portugal e no que diz respeito às reformas estruturais que terão que ser acompanhadas, também, por uma concepção ideológica.

Alguns social-democratas defendem que o PSD deve ter um porta-voz, já que o líder está no Governo. Concorda?

O porta-voz por excelência é o presidente do PSD. Sendo um partido com uma vertente democrática acentuada, o PSD tem muitos porta-vozes em sintonia, seja no Parlamento, seja no partido. Em matéria de comunicação, o PSD está bem servido.

O partido vai ser mais autónomo face ao Governo?

Efectivamente, muitos dos membros do Governo são destacados militantes do PSD e continuarão a ser porta-vozes do partido, porque estão imbuídos da lógica do programa do Governo porque é o programa do PSD. Este está reflectido no programa que vai a congresso amanhã [hoje] e seguramente que o PSD do Govermo e o PSD do partido manterão linhas coincidentes no discurso e na acção política.

Alguns militantes e ex-dirigentes, como Morais Sarmento, consideram que falta dimensão política à moção de Passos ou projectos para o PSD. Como vê esta e outras críticas de barões do partido?

O PSD vai assumir o que consta do programa eleitoral. Vamos assumir a visão reformista, sobretudo nas reformas estruturais que o País precisa e, simultaneamente, o processo de saneamento das finanças públicas e o relançamento da economia. Estes são os objectivos e todos deveriam estar a colaborar, dentro e fora do partido, neste e nos restantes partidos, na política e na sociedade civil. Todos têm que trabalhar no sentido único para o País: a recuperação de Portugal. Os portugueses estão conscientes que este Governo tem o propósito e a determinação de relançar Portugal. E é por isso que a contestação é menos aguda que alguns gostariam.

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