Quem não tem cão caça com gato

28-06-2009
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O

(1)

Ora, segundo o Público de hoje, a

Nova refinaria de Sines vai emitir seis milhões de toneladas de carbono

A refinaria que o empresário Patrick Monteiro de Barros e outros investidores pretendem construir em Sines vai emitir seis milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, constituindo uma das instalações industriais do país com maior contribuição unitária para o aquecimento global. Este número foi confirmado ontem ao PÚBLICO pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, e é avançado também pela associação ambientalista Quercus." A refinaria que o empresárioe outros investidores pretendem construir em Sines vai emitir seis milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, constituindo uma das instalações industriais do país com maior contribuição unitária para o aquecimento global. Este número foi confirmado ontem ao PÚBLICO pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, e é avançado também pela associação ambientalista Quercus."

Afinal, se os combustíveis sólidos vão acabar, ou se pelo menos é consensual em todo o mundo (até na China) ser imperioso reduzir drasticamente a dependência deles, para que é a refinaria?

Para que servem instalações para alimentar uma "fileira" quando em simultâneo se pretendem construir outras cujo alegado objectivo é acabar com ele?

E as emissões? Afinal a preocupação com o problema das "emissões", é real ou é marketing?

Sr. Patrick está preocupado com problemas energéticos e aliviar a nossa dependência ou quer apenas construir alguma coisa muito grande, dispendiosa, perigosa, poluente e indesejável?

Na minha opinião, e mesmo assim atendendo à crise em que nos encontramos, o Governo português, a colocar esta hipótese "na agenda", parafraseando o André Carvalho , terá de tomar uma atitude muito diferente daquela que foi tomada por outros governos face ao investimento estrangeiro em períodos recentes .

Não há cá "benefícios", pelo contrário, só se deverá admitir a construção da refinaria com contrapartidas muito claras de que possam beneficiar de forma visível e directa todos os portugueses, como os preços de venda ao público dos produtos produzidos.

(1) Imagem tirada de Indymedia.org

s defensores da central nuclear proposta por Patrick Monteiro de Barros adiantam que querem ver o país "discutir" (ler: adoptar sem mais delongas) a opção nuclear, por preocupações com a nossa dependência do consumo de combustíveis sólidos, um recurso que está em vias de desaparecimento, e com as emissões de CO2 que tão caro nos custarão no âmbito dos protocolos de Quioto.

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Ora, segundo o Público de hoje, a

Nova refinaria de Sines vai emitir seis milhões de toneladas de carbono

A refinaria que o empresário Patrick Monteiro de Barros e outros investidores pretendem construir em Sines vai emitir seis milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, constituindo uma das instalações industriais do país com maior contribuição unitária para o aquecimento global. Este número foi confirmado ontem ao PÚBLICO pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, e é avançado também pela associação ambientalista Quercus." A refinaria que o empresárioe outros investidores pretendem construir em Sines vai emitir seis milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, constituindo uma das instalações industriais do país com maior contribuição unitária para o aquecimento global. Este número foi confirmado ontem ao PÚBLICO pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, e é avançado também pela associação ambientalista Quercus."

Afinal, se os combustíveis sólidos vão acabar, ou se pelo menos é consensual em todo o mundo (até na China) ser imperioso reduzir drasticamente a dependência deles, para que é a refinaria?

Para que servem instalações para alimentar uma "fileira" quando em simultâneo se pretendem construir outras cujo alegado objectivo é acabar com ele?

E as emissões? Afinal a preocupação com o problema das "emissões", é real ou é marketing?

Sr. Patrick está preocupado com problemas energéticos e aliviar a nossa dependência ou quer apenas construir alguma coisa muito grande, dispendiosa, perigosa, poluente e indesejável?

Na minha opinião, e mesmo assim atendendo à crise em que nos encontramos, o Governo português, a colocar esta hipótese "na agenda", parafraseando o André Carvalho , terá de tomar uma atitude muito diferente daquela que foi tomada por outros governos face ao investimento estrangeiro em períodos recentes .

Não há cá "benefícios", pelo contrário, só se deverá admitir a construção da refinaria com contrapartidas muito claras de que possam beneficiar de forma visível e directa todos os portugueses, como os preços de venda ao público dos produtos produzidos.

(1) Imagem tirada de Indymedia.org

s defensores da central nuclear proposta por Patrick Monteiro de Barros adiantam que querem ver o país "discutir" (ler: adoptar sem mais delongas) a opção nuclear, por preocupações com a nossa dependência do consumo de combustíveis sólidos, um recurso que está em vias de desaparecimento, e com as emissões de CO2 que tão caro nos custarão no âmbito dos protocolos de Quioto.

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