Ciber-Juristas: Reduza

25-06-2005
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Numa onda da determinação reformista, o ministro António Costa anunciou o propósito de fusão de freguesias e de municípios que tenham população diminuta. É uma boa notícia. Exulta Vital Moreira no seu Blog (http://causa-nossa.blogspot.com/2005/06/racionalizao-do-territrio.html) e não se fica por aqui clamando por mais reduções dos tribunais, dos serviços de saúde, das escolas, etc.Desta vez concordo, reduzam-se os tribunais a um só: o Constitucional. E simplifique-se o direito reduzindo-o, em termos legislativos, à Constituição onde tudo o que não é expressamente permitido será proibido. Terminariam os conflitos de competências, “desafundavam-se” as execuções, tudo se simplificaria. Reduzam-se os serviços de saúde a um só, um só hospital eliminaria a via sacra da ida ao centro de saúde ser enviado para o hospital mais próximo para acabar, se tiver sorte, num hospital mais distante, se tiver azar acabará numa qualquer casa mortuária poupando reformas, baixas, etc… Reduzam-se as escolas, especialmente as primárias que o Estado Novo plantou por todo o país. Sem as crianças a calcorrear desde bem cedo as medalhas de ouro nas maratonas vão todas para o Quénia & friends esses países que sabem cuidar do físico infantil para formar campeões, por cá essa política de aproximação às populações leva a atletas do volante a lutar pelos últimos lugares na fórmula 1. Assim, reduzam-se também e já os deputados a um por grupo parlamentar com direito a tabuleta com o número de votos na Assembleia numa face e com publicidade paga na outra para acabar com o subsídio do estado aos partidos. Reduzam-se os clubes de futebol a um, o Benfica claro, pois é o único com 6 milhões de adeptos e acabe-se com as situações escandalosas de clubes periféricos quererem participar em competições nacionais contribuindo para o aumento do(s) deficit(s) [http://gatachalupa.blogdrive.com/archive/63.htm]. Reduza-se o voto a um por família a ser exercido só e apenas pelo chefe-de-família, necessariamente macho, sócio do SLB e com mais de 35 anos, o que se poupa em papel e consequente necessidade de árvores, dará para se fazerem alguns condomínios em áreas protegidas. Reduzam-se as forças militarizadas. Tanta polícia: municipal, de trânsito, de segurança pública, nacional republicana, mais o exército, a força aérea, a armada, os GOE, os SIS… isto é muita gente armada. Uma só força militarizada. Só em quartéis disponíveis para mais condomínios (ou para plantar sobreiros) era mais contributo para reduzir o “monstro”. Reduzam-se os mandatos políticos a apenas um, de para aí 48 anos para não nos dar muito trabalho a escolher outro, e podia ser o cargo de Presidente da República para lhe dar algo para fazer que mereça a subvenção vitalícia, deste modo poderia deixar de ter que se entreter a impedir a criação de concelhos e a dissolver a Assembleia da República quando esta tem uma maioria estável. Reduza-se o Conselho de Estado a um só Conselheiro: Alberto João Jardim acabar-se-ia o cizentismo político das declarações de Estado e reduzir-se-ia também o panorama caquéctico dos humoristas nacionais à presença única do verdadeiro Gato Fedorento ou mesmo o próprio Homem que mordeu o cão. E em maré de redução vou reduzir o post antes que me seja reduzida a liberdade de expressão.

Numa onda da determinação reformista, o ministro António Costa anunciou o propósito de fusão de freguesias e de municípios que tenham população diminuta. É uma boa notícia. Exulta Vital Moreira no seu Blog (http://causa-nossa.blogspot.com/2005/06/racionalizao-do-territrio.html) e não se fica por aqui clamando por mais reduções dos tribunais, dos serviços de saúde, das escolas, etc.Desta vez concordo, reduzam-se os tribunais a um só: o Constitucional. E simplifique-se o direito reduzindo-o, em termos legislativos, à Constituição onde tudo o que não é expressamente permitido será proibido. Terminariam os conflitos de competências, “desafundavam-se” as execuções, tudo se simplificaria. Reduzam-se os serviços de saúde a um só, um só hospital eliminaria a via sacra da ida ao centro de saúde ser enviado para o hospital mais próximo para acabar, se tiver sorte, num hospital mais distante, se tiver azar acabará numa qualquer casa mortuária poupando reformas, baixas, etc… Reduzam-se as escolas, especialmente as primárias que o Estado Novo plantou por todo o país. Sem as crianças a calcorrear desde bem cedo as medalhas de ouro nas maratonas vão todas para o Quénia & friends esses países que sabem cuidar do físico infantil para formar campeões, por cá essa política de aproximação às populações leva a atletas do volante a lutar pelos últimos lugares na fórmula 1. Assim, reduzam-se também e já os deputados a um por grupo parlamentar com direito a tabuleta com o número de votos na Assembleia numa face e com publicidade paga na outra para acabar com o subsídio do estado aos partidos. Reduzam-se os clubes de futebol a um, o Benfica claro, pois é o único com 6 milhões de adeptos e acabe-se com as situações escandalosas de clubes periféricos quererem participar em competições nacionais contribuindo para o aumento do(s) deficit(s) [http://gatachalupa.blogdrive.com/archive/63.htm]. Reduza-se o voto a um por família a ser exercido só e apenas pelo chefe-de-família, necessariamente macho, sócio do SLB e com mais de 35 anos, o que se poupa em papel e consequente necessidade de árvores, dará para se fazerem alguns condomínios em áreas protegidas. Reduzam-se as forças militarizadas. Tanta polícia: municipal, de trânsito, de segurança pública, nacional republicana, mais o exército, a força aérea, a armada, os GOE, os SIS… isto é muita gente armada. Uma só força militarizada. Só em quartéis disponíveis para mais condomínios (ou para plantar sobreiros) era mais contributo para reduzir o “monstro”. Reduzam-se os mandatos políticos a apenas um, de para aí 48 anos para não nos dar muito trabalho a escolher outro, e podia ser o cargo de Presidente da República para lhe dar algo para fazer que mereça a subvenção vitalícia, deste modo poderia deixar de ter que se entreter a impedir a criação de concelhos e a dissolver a Assembleia da República quando esta tem uma maioria estável. Reduza-se o Conselho de Estado a um só Conselheiro: Alberto João Jardim acabar-se-ia o cizentismo político das declarações de Estado e reduzir-se-ia também o panorama caquéctico dos humoristas nacionais à presença única do verdadeiro Gato Fedorento ou mesmo o próprio Homem que mordeu o cão. E em maré de redução vou reduzir o post antes que me seja reduzida a liberdade de expressão.

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